Quantos livros e brinquedos você leva na bolsa quando sai com as crianças?

Li um artigo interessante (em inglês) sobre o incrível efeito de ler livros com figuras com as crianças da família!

Dali parti para uma reflexão e chamei para uma conversa coletiva sobre o kit de saída das crianças, que cada vez eu noto que tem menos coisas de criança!

😳

Me conte:

Quantos livros você leva na bolsa quando saem?

Não me diga que na mochilinha de passeio/viagem da criança não tem 1 livrinho, 1 brinquedinho e (depois de uns 2 aninhos) papel e lápis para desenhar?

Se não tem nada assim, seu celular ou o iPad da criança acabará sendo a única fonte de conforto que trará a segurança de casa para ela.

É isso: o celular dos pais é o novo “cheirinho”.

Opa, como assim?

Objeto de transição costuma ser algo que passe sensação de aconchego e segurança. Pode ser um som, uma parte do corpo, um movimento ou um cheiro – pode até ser que você nunca perceba qual é ou foi o objeto de transição do seu filho, de tão subjetiva que essa escolha é.

Uma pesquisa de 2008, das universidades de Yale (EUA) e Bristol (Inglaterra), estudou crianças de 3 a 6 anos e concluiu que, além da sensação de segurança, o apego ao objeto de transição se deve também a propriedades únicas, perceptíveis apenas para a criança, que o diferencia de outro qualquer.

É o que devolve sua segurança afetiva em algum momento de necessidade emocional.

Atualmente, parece que cada vez mais ouvir/ver a Galinha Pintadinha ou a Peppa Pig trazem essa segurança para bebês ou crianças pequenas (de até 3 anos) quando estão locais públicos, como restaurantes, shoppings, ônibus ou metrô.

Alguma vez você já se perguntou porque seu bebê precisa daquilo para se acalmar?

Eu tive os filhos mais velhos antes da tecnologia móvel, portanto, aprendi a acalma-los sem ligar algum desenho.

Nem DVD portátil tinha em 2000, que dirá iPad! O YouTube é de 2006!

Era atenção, olho no olho, colo, abraço e, sim, papel para desenhar, montar estruturas com palitos de dentes na espera do restaurante, livros e gibis, carrinhos de hot wheels que eu levava na bolsa.

🙂

Nesta semana tive que levar a caçula na consulta odontológica do irmão, aquela longa, para avaliar o possível/provável aparelho ortodôntico. E o que fiz? De antemão preparei um kit com livrinho, material de desenho e uns brinquedinhos.

No consultório tem um ótimo Wi-Fi, seria super fácil usar o iPad. Mas felizmente a dentista é das antigas e tem um canto com livros e brinquedos! 🙂

Quer saber mais sobre telas e crianças?

Dá uma olhada neste infográfico que vi na fanpage da Stimullus:

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Sam Shiraishi

Cristã, jornalista, mãe de Enzo, Giorgio e Manuela, casada com Guilherme. Paranaense que caiu de amores pela Mooca em 2005. Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena.

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