Você realmente acredita que vacinas são uma enganação?

No nosso grupo Mães (e pais) com filhos, um tema que causou polêmica recentemente foi a questão da vacinação. Dois pais se incomodaram demais com a postura irresponsável de mães que, como pontuou uma das participantes, Daniela, estão colocando em risco a vida de inocentes “os, idosos e crianças que não podem ser vacinadas”.

Danilo reforçou:

“Muita gente caindo no conto de que “vacina é veneno”, “causa autismo”, que algum irresponsável inventou e está fazendo doenças antes erradicadas no Brasil passem a voltar. Aqui em casa todos devidamente vacinados.”

Nossa colunista Aline reiterou:

“É de uma irresponsabilidade sem tamanho, as pessoas ficam indo na onda de teorias conspiratórias e não se atentam aos fatos, doenças já erradicadas no país estão reaparecendo.”

A frase que abre o post é do Guilherme, que trouxe textos do Dr. Dráuzio Varela sobre o tema:

“Introduzida em 1962, a vacina Sabin mostrou-se mais eficaz nas campanhas de vacinação em massa pela comodidade da via oral e pelo fato de o vírus atenuado nela contido ser excretado nas fezes, podendo conferir imunidade aos não-vacinados que entrem em contato com ele nas regiões de saneamento precário. Um programa regional de erradicação da poliomielite foi iniciado nas Américas em 1985, com base na criação dos dias nacionais de vacinação para crianças com menos de cinco anos e na supervisão médica de todos os casos de paralisia aguda em menores de 15 anos, com a finalidade de detectar novos surtos.Como consequência, o último diagnóstico de pólio no Brasil foi feito em 1990, e o último caso endêmico ocorreu no Peru, em 1991. Oficialmente, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou a poliomielite erradicada das Américas em 1994 e da Europa em 1999.”

Ficaremos livres de vacinar nossos filhos contra a poliomielite, como aconteceu com a vacinação anti-variólica? Tão cedo, não. Mesmo depois de surgir o último caso, será difícil garantir que o vírus tenha de fato desaparecido. Um retorno dele num mundo de crianças não-imunizadas provocaria uma tragédia.

Precisa de argumentos para sensibilizar pessoas que duvidam do valor da vacinação?

Aqui é possível ver como ficam as pessoas que contraíram a pólio e vivem há 40 anos numa cama de hopital.

Se você pensa que estamos com tudo resolvido, trago um dado alarmante: nenhuma vacina do calendário de imunização, oferecido gratuitamente pelo Ministério da Saúde, atingiu a meta de cobertura neste ano – o que faz com que a gente esteja com a menor cobertura vacinal dos últimos 16 anos!

No Brasil, a vacinação do calendário regular é definida pelo Ministério da Saúde e é obrigatória, por isso pais ou cuidadores que se opuserem a vacinar seus filhos, sem a demonstração de laudo médico com a contraindicação dessas vacinas, podem ser penalizados judicialmente por o cometerem infração contra a saúde pública.

Quem explica – relembrando polêmicas sobre o tema – é o Blog do Pediatra, uma das nossas referências.

Quer saber mais? O vídeo abaixo conta do movimento antivacinas, que surgiu com base em estudos falsos e alegações sem base científica. Ainda assim, “contaminou” muitas pessoas. As consequências podem ser fatais. O que dizem os especialistas da área de saúde a respeito desse fenômeno?

 

 

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A Tetra Viral (que previne doenças como rubéola, caxumba e catapora), para se ter ideia, está com apenas 53,52% de alcance. E o mesmo se repete com a vacina contra o HPV, fundamental para os tweens, com a BCG, com a da Hepatite A.

Por aqui, cuidamos até da carteirinha de vacina dos adolescentes! E aí?

Adolescentes também precisam se vacinar

 

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Sam Shiraishi

Cristã, jornalista, mãe de Enzo, Giorgio e Manuela, casada com Guilherme. Paranaense que caiu de amores pela Mooca em 2005. Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena.

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