O lado bom da caixinha

Eu procuro oferecer a melhor alimentação possível para meus filhos, porque tenho convicção que a alimentação saudável é condição para uma boa saúde. Fiquei muito feliz quando o blog Mãe com filhos foi convidado pela TetraPak para o café da manhã com Dra. Ana Escobar e Dra. Carolina Pimentel. O tema era alimentação infantil e eu e Monise Reis (que foi conferir dicas importantíssimas para chegada de sua bebê) aproveitamos muito!

O café da manhã estava delicioso! A conversa superou nossa expectativa porque foi muito esclarecedora e ainda teve um workshop sobre lancheiras saudáveis. Vou compartilhar neste post os temas que foram abordados lá!

O primeiro assunto trazido foi sobre a tecnologia utilizada pela Tetra Pak para conservar os alimentos sem adição de conservantes. Quando vemos o suco de caixinha na prateleira do mercado, fora da geladeira, é difícil acreditar que não tenha conservantes. Essa é uma preocupação enorme pra mim, eu evito ao máximo produtos industrializados porque não gosto de ingerir tantos compostos químicos.

 

A Engenheira de Alimentos da Tetra Pak, Fernanda Miguel, respondeu diretamente minha pergunta sobre este tema e esclareceu como funciona o processo de armazenamento do suco, por exemplo, que se inicia com o super aquecimento para eliminar bactérias, fungos, o chamado tratamento térmico. A embalagem longa vida impede a entrada de luz, água, ar e microrganismos, o que preserva as características originais dos alimentos, sem perdas nutricionais e de sabor, por esta razão o refrigeramento é desnecessário. O processo é todo automatizado sem manuseio humano, totalmente asséptico.

Com relação ao conteúdo armazenado em embalagens longa vida, Dra. Ana Escobar questionou às participantes o que seria mais seguro em termos de contaminação: um suco preparado em casa e colocado num recipiente comum para transporte sem a proteção existente na embalagem longa vida ou um suco de caixinha com todas as vitaminas preservadas armazenado numa embalagem longa vida. Diante da explicação acima, não tive dúvidas que o suco de caixinha “para viagem” é mais seguro. A Dra. Carolina comentou que o suco espremido na hora e em boas condições de higiene é ótimo, mas apenas na hora pois se este mesmo suco ficar exposto ao ar, luz e microrganismos, além de contaminar pelas bactérias existentes no ar, ele perde nutrientes.

Então quer dizer que agora todos os conteúdos de caixinha estão liberados?

Não! 

A indústria produz todo tipo de conteúdo para alimentação humana, compete ao consumidor ler os rótulos e procurar produtos integrais, livres de açúcar e conservantes. No Brasil, as empresas são obrigadas a identificar no rótulo os ingredientes que compõem os alimentos. Então, sobre este tema, concluo que a podemos utilizar o lado bom da caixinha e desprezar o que não considerarmos bom. Existe comida de verdade na caixinha, mas tem que investir tempo na leitura dos rótulos! É o que estou fazendo. Se precisar oferecer um suco de caixinha para meus filhos, não preciso me sentir mal por isso, basta procurar um suco que atenda às minhas exigências, no caso, o mais natural possível.

stevepb / Pixabay

Outro ponto importantíssimo, foi a explicação da Dra. Ana Escobar, sobre o DHA. Eu nunca tinha ouvido falar “dele”, tampouco prestado atenção “nele” nos rótulos por aí (eu nem passava pelo corredor das embalagens longa vida!). Que aula maravilhosa sobre este assunto! 

Numa linguagem muito simples e de fácil entendimento Dra. Ana explicou que o D.H.A. é  necessário para formação celular dos bebês. Sua textura é como um “azeite” em volta da célula que filtra o que entra e sai nela. Está presente no Omega 3 que é composto por 3 ácidos gordurosos: Ácido alfa-linolênico, ácido eicosapentaenoico (EPA) e ácido docosahexaenoico (DHA). Segundo a doutora, o D.H.A é super importante para a formação dos neurônios dos bebês, forma tipo uma “capinha” que reveste o neurônio e é indispensável nos primeiros 1000 dias do bebê, ou seja, da concepção até os 2 anos de idade. É transmitido ao bebê via leite materno, desde que a mãe faça ingestão de alimentos com Omega 3 ( Por isso este assunto precisa chegar ao conhecimento das mamães, para garantir a transmissão na amamentação). Vale ressaltar que os adultos também precisam de D.H.A, não como os bebês para constituição celular, mas para manutenção do revestimento das células e neurônios.

Atualmente é possível encontrar alimentos enriquecidos com D.H.A., inclusive fórmulas infantis para os bebês que não são amamentados. Tem até suco de caixinha funcional com D.H.A. e outras vitaminas e sem açúcares e conservantes.

Finalizando, a Doutora em Nutrição,  Carolina Pimentel, trouxe exemplos de lancheiras saudáveis e nós pudemos experimentar todas as delícias que ela sugeriu! Amei, e meu pequeno Henrique,  que me acompanhou no café, aprovou, ele comeu bastante coisa. As 5 sugestões de lancheiras elaboradas pela Dra. Carolina são estas:

 

A dica das lancheiras serve para adultos e crianças. A própria nutricionista nos mostrou sua lancheira térmica com os alimentos separados em potinhos que ela carrega diariamente.

Este café tão acolhedor foi muito proveitoso para mim, eu que já tinha retirado o leite longa vida do cardápio, fui convencida de que posso consumi-lo com tranquilidade e mais, posso oferecer aos meus filhos. Também vou deixar de me sentir culpada quando precisar oferecer um suco de caixinha para meus pequenos, só preciso verificar no rótulo se tais produtos são isentos de substâncias que não me agradam.

Eu e Monise ficamos muito felizes em participar deste evento tão agradável! Obrigado à Tetra Pak pelo convite e pelos esclarecimentos! Obrigada doutoras por compartilhar tantas dicas que com certeza serão de grande proveito, não apenas para quem participou do evento, mas para todas nossas queridas mamães leitoras! Foi incrível! 

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Cibele Bilancieri

Sou cristã, tenho 37, sou guarulhense e atualmente vivo na Moóca. Casada com Guilherme, mãe do Heitor #aos 4 e Henrique #1ano. Sou feliz por poder cuidar pessoalmente dos meus filhos.

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