Um lugar para reunir a família na Mooca: Casa Levi

Eu sabia da Casa Levi desde junho, quando abriu aqui na minha querida Mooca, pois uma amiga esteve na inauguração e (vejam só) descobri depois que ela é afilhada de casamento dos donos do local.

A gente fica nesta de “vamos combinar” e protelando as coisas, o resultado foi que a amiga mudou (sério!) para Europa e eu acabei indo conhecer a padaria artesanal que serve pães de fermentação natural e brunch diariamente somente nesta semana.

 

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A Mooca estava precisando de uma padoca das antigas, com jeito família, sabem?

Eu explico: quando mudei para cá, em 2005, as padarias ainda eram num esquema antigão, meio lanchonete, mas ainda com aquele atendimento de confiança.

Daí foram se modernizando e hoje quase todas têm aquele esquema de entrada com catraca, comidas com as mesmas caras, o mesmo Buffet de sopas a noite, 99% dos mesmos sabores de pães. O pingado sumiu, o que se tem é café expresso (que sei que tem gente que gosta) ou o café em pó com vários aditivos para ficar cremosinho e cheiroso.

Ficou tudo com cara de franquia, de fast-food, de não-estou-nem-aí-para-você. Ah, e ficou caro, mas sem ter uma compensação a altura, então quem queria uma coisa mais roots acabava indo em bairros mais “moderninhos” para tomar um honesto café coado na hora.

Café coado + pão de cacau <3

Agora já dá para fazer este passeio por aqui. E olha, bem mooquense, dá para fazer isso no caminho pro clube Juventus ou na volta do passeio no Parque Sabesp.

Tá bom, Sam,já me deixou com vontade, agora me conta das comidas, vai!

(risos)

Recebi o convite (que estendi para nossa colunista Nívia, do Pãoerpério) para provar o Brunch da casa (o da foto que abre o post) e o papo com Walter Ramos, o chef padeiro da Casa Levi, foi tão legal, que do menu principal eu só tirei foto e tenho uma excelente desculpa para voltar!

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Se tem pão… hoje eu passei uma deliciosa manhã #maecomfilhos junto com a @samegui e a Manu, degustando as delícias da @casaleviartesanal, um cantinho super aconchegante e charmoso lá na Mooca. Além de pães muito saborosos, tbm me alimentei de uma de uma conversa muito rica sobre #pães e #devaneiosdeforno com o Chef e proprietários Walter Ramos, em que ele nos contou sua trajetória com o levain, trocamos figurinhas sobre o tempo e o cuidado, tudo isso em meio a cheiros e sabores e cores que certamente me farão atravessar a cidade em breve carregando minha família comigo. Se vc for praqueles lados atrás de um café coado direto na xícara, não deixe de experimentar o pão de cabotia, e todo resto na verdade, eu ficaria lá a semana toda se me convidassem 😋😋😋 #devaneiosdeforno #maecomfilhos 📷 Catharina Castro e Sam Shiraishi

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Ainda bem que a casa oferece todos os dias estas delícias com diversas opções de preparo de pães como baguete francesa, pão francês, ciabatta, italiano recheado, focaccias tradicionais e recheadas e crossaint.

Entre os destaques está o maravilhoso pão de cacau, feito com a mesma massa do pão francês com um toque final de cacau belga 100% em pó e gotas de chocolate belga meio amargo. Raramente eu falo de preços, mas este merece: 7 reais a unidade. Vale cada centavo.

Tive a felicidade de provar (e trazer para casa) o pão de cabotiá, que leva a abóbora japonesa com gergelim tostado, numa massa incrível que tem como base o pão italiano. Eu faço pão em casa quase todo dia mas ficarei de olho neste aí (acho quase impossível fazer um bom pão tipo italiano em casa), que eles vendem quinzenalmente.

Minha amiga que é amiga deles, a Juju, ama a French Toast, que possui duas versões: a tradicional, produzida através do brioche e a de panetone, versão disponível enquanto houverem estoques de panetone. Para mim, pela intolerância a lactose, estas opções, assim como o croissant (que minha filha AMOU), são proibitivas, infelizmente. Mas dei uma bicadinha e admito que são ótimos.

O que eu posso comer e me surpreendeu foi a focaccia. Tem várias opções na Mooca, em Sampa, e eu admito, acho tudo muito sem graça, pesado, daquelas escolhas que a gente se arrepende de ter feito. Bom, desta vez eu repeti duas vezes. Nunca tinha comido uma igual!

Agora vamos aos pontos bem Mãe com filhos:

É adequado para crianças? De qual idade?

Minha filha, de 5 anos e meio, ficou super bem lá por quase 3 horas. Levei revistinha, caderno de desenho, claro, meu kit de saídas mais demoradas.

Mas ela se sentiu bem atendida, respeitada, gostou dos sabores apresentados, se divertiu com as gotas de chocolate para fazer chocolate quente, gostou da manteiguinha delicada do croissant, repetiu Cinnamon Roll (sabor chocolate e sabor canela).

Mas, como não tem cadeirão (o local é pequeno e a dona me explicou que não encontraram uma solução boa para encaixar cadeirinhas, além de não terem demanda que justifique) e não tem trocador no banheiro (ainda, mas isso está nos planos). E eu não recomendaria levar carrinhos de bebê… deixe no carro, se você for de carro, ou  desmonte quando chegar, se você for passeando pelo bairro.

Minha filha de 5 anos na Casa Levi

Por outro lado, é um lugar bem gostoso para família toda, atende super bem da vó (até bisavó) ao netinho, e o fato de ser um local mais minimalista (silencioso, calmo, leve) pode significar uma pausa para as crianças, uma experiência sensorial bonita e uma oportunidade de exercitar a paciência, a conversa, a companhia.

Recomendo também por isso, mas sobretudo pela comida!

Que sorte eu tenho pro ser perto de casa <3

Para o Natal, a casa está preparando três sabores de panetones com receita original italiana: tradicional; chocotone com casca de laranja confitada e trufado de doce de leite coberto com caramelo salgado. As encomendas podem ser feitas a partir do dia 23 novembro. Os preços variam de R$ 29,90 a R$ 52,00, 500g e 900g, respectivamente.

Trouxe para casa um deles (o trufado com doce de leite e caramelo salgado) e os filhos degustaram. Foi até bonito de ver, pois comeram com respeito <3 de tão gostoso que estava. Olha como Manuela curtiu trazer o panetone para os irmãos:

Sobre a Casa Levi

Assim como o bairro da Mooca, o nome Casa Levi também tem influência italiana. Levi era o sobrenome do avô materno do Walter, considerado visionário e empreendedor para sua época (anos 50). O Sr. Levi faleceu quando o Walter tinha apenas seis anos, mas a ousadia e coragem do italiano que veio sozinho para o Brasil em busca de uma vida melhor para família, inspiraram o neto a se tornar empreendedor.

Formado em Turismo, com foco em marketing e produção de grandes eventos, Walter Ramos trabalhou durante 20 anos na área, grande parte deles no setor da aviação, onde foi gerente de projetos e responsável por grandes eventos. Com sua saída da empresa em 2015, ele que sempre foi apaixonado por gastronomia (e tinha até formação na área – Gastrônomo pela Anhembi Morumbi, mas nunca exerceu) resolveu apostar na área que sempre teve carinho e admiração. Foi então que criou uma marca de bolos no pote, a Cake4ü, que entregava para empresas e consumidores finais. Depois disso veio o serviço de catering e de personal chef. Mas foi numa feira especializada em panificação que ele foi fisgado pelo glúten. Resolveu fazer cursos e se especializar para então investir em um negócio próprio. Começou entregando fornadas semanais para os mesmos clientes do bolo no pote e o negócio foi crescendo tanto que ele sentiu a necessidade de abrir a sua própria casa de pães: a Casa Levi.

Serviço:

  • Casa Levi – Padaria Artesanal
  • Endereço: Rua Bixira, 138 – Mooca, São Paulo – SP,
  • Telefone: 2084-0894
  • Capacidade: 24 lugares
  • Horário de funcionamento: de terça a sexta, das 07h30 às 19h, sábados das 09h00 às 19h e aos domingos e feriados das 09h às 12h. Não abre às segundas.
  • Aceita cartões de débito e crédito
  • Aceita encomendas com 24h de antecedência
  • Possui wi-fi.
  • Aberto oficialmente em Junho/2018.Instagram: @casaleviartesanal

 

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Sam Shiraishi

Cristã, jornalista, mãe de Enzo, Giorgio e Manuela, casada com Guilherme. Paranaense que caiu de amores pela Mooca em 2005. Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena.

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