Cartilha “Violência Escolar: Ações de Intervenção e Prevenção”

Esse assunto está presente na vida das famílias e, por experiência como mãe, eu sei que não escolhe classe, tipo de escola ou gênero do aluno ou do professor. Estou falando da violência escolar.

Pode ser mais frequente na periferia e em escolas públicas, até pelo volume de alunos, a proporção de alunos por professor e o meio ambiente, mas ninguém está completamente livre não.

PublicDomainPictures / Pixabay

Em todo o mundo, metade dos estudantes entre 13 e 15 anos de idade – cerca de 150 milhões de jovens – já foram vítimas de violência por parte de seus colegas. Episódios de agressão aconteceram dentro e fora do ambiente escolar. É o que revela um relatório que acaba de ser divulgado pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF).

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Para melhorar o conhecimento dos envolvidos no ambiente escolar sobre esta temática, pesquisadores do Grupo de Estudos Interdisciplinar sobre Violência (Greivi) da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto (EERP) da USP criaram a cartilha Violência Escolar: Ações de Intervenção e Prevenção.

Segundo a professora da EERP Zeyne Scherer, o material foi elaborado para ampliar o conhecimento de alunos, familiares, professores, coordenadores, diretores, funcionários e outros interessados. Uma das idealizadoras da cartilha, ela afirma que a expectativa é que isso os leve a responder positivamente frente a situações de violência e a adotar medidas preventivas, consequentemente, promovendo a saúde mental nas instituições de ensino.

A cartilha foi elaborada a partir das discussões no Greivi, no Observatório Permanente Violência e Crime (OPVC) da Universidade Fernando Pessoa (UFP) de Porto, em Portugal e, dos resultados do projeto Oficina: Habilidades para o Enfrentamento da Violência Escolar.

A cartilha criada pelos pesquisadores traz um conteúdo atual e aborda temas como: as formas de manifestação da violência escolar; classificação da violência quanto à natureza dos atos; bullying; consequências da violência escolar na saúde, na cognição e na socialização. Também traz informações sobre ações de intervenção e prevenção e de programas socioeducacionais e, ainda, sobre o cyberbullying.  

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Capacitar os profissionais das escolas, discutir o tema com a comunidade e buscar ajuda e parcerias com especialistas são algumas das ações sugeridas para prevenir situações de violência.

A cartilha está disponível on-line e nas escolas públicas de educação básica de Ribeirão Preto, SP.

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Sam Shiraishi

Cristã, jornalista, mãe de Enzo, Giorgio e Manuela, casada com Guilherme. Paranaense que caiu de amores pela Mooca em 2005. Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena.

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