Uma família barulhenta é uma família saudável

Se você não curte aqueles palestrantes que já chegam dando um chega pra lá na gente, chacoalhando tudo, nem ouça este vídeo. O psicólogo clínico e psicoterapeuta de crianças, adolescentes e famílias Ivan Capelatto é desses. Fundador do Grupo de Estudos e Pesquisas em Autismo e Outras Psicoses Infantis (GEPAPI), e supervisor do Grupo de Estudos e Pesquisas em Psicopatologias da família na infância e adolescência (GEIC) de Cuiabá e Londrina. Mestre em Psicologia Clínica pela Puc-Campinas, é professor convidado do The Milton H. Erickson Foundation Inc. (Phoenix, Arizona, USA) e professor do curso de pós-graduação da Faculdade de Medicina da PUC-PR.

Fundador do grupo de estudos e pesquisas em autismo e outras psicoses infantis (gepapi), e supervisor do grupo de estudos e pesquisas em psicopatologias da família na infância e adolescência (geic) de Cuiabá e Londrina, ele não tem papas na língua para falar sobre relacionamentos familiares.

Mas se por acaso sua família é como a do título, uma família barulhenta, em que as pessoas não deixam passar, se incomodam e se preocupam umas com as outras, vale a pena ouvir.

Uma família barulhenta, para a psicologia, é uma família saudável pois ela tem medo e por isso cuida dos seus entes queridos. Uma família silenciosa pode carregar muitas angústias e negligenciar suas relações.

Neste outro vídeo, entrevistado por Dr. José Martins Filho, AFETIVIDADE é uma pré condição de vida. Gostar das pessoas é uma necessidade de apego. E a criança precisa sentir que tem alguem ao lado dela, o colo, o seio, a palavra da mãe.

Ivan Capelatto é autor da obra “Diálogos sobre a Afetividade – o nosso lugar de Cuidar“, livro que procura dar resposta a algumas questões que angustiam pais e educadores. Curiosidade: a obra teve como base em um programa de rádio em que o autor dialogava com os interessados sobre os problemas do dia-a-dia relacionados à educação de seus filhose alunos. As pessoas ligavam para fazer perguntas ao terapeuta sobre temas como os cuidados específicos a cada faixa etária, o estabelecimento de limites e a fronteira entre autoridade e autoritarismo, entre tantos outros.

Achei simpático que um dos livros dele foi escrito com o filho. Em “A Equação da Afetividade“, os dois psicólogos Ivan e Iuri Capelatto – pai e filho, respectivamente – explicam como ajudar crianças e jovens a administrar a raiva que sentem, para que possam suportar as frustrações do dia a dia e se tornem adultos emocionalmente saudáveis e afetivosOs pais levam o filho a um passeio e, na hora de ir embora, a criança faz birra, grita e chora, porque quer ficar um pouco mais. Já o adolescente se revolta quando a mãe não permite que ele vá a uma festa com os amigos. Na maioria das vezes, pais e educadores interpretam situações assim como um ato de rebeldia, ignorando que, na verdade, a raiva é uma reação natural de todos nós quando algo contrário ao nosso desejo acontece.

Assuntos para muitos papos, hein? A gente volta!

😉

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Sam Shiraishi

Cristã, jornalista, mãe de Enzo, Giorgio e Manuela, casada com Guilherme. Paranaense que caiu de amores pela Mooca em 2005. Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena.

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