Para uma boa adaptação na Educação Infantil

Completamos o primeiro mês da Luiza na escola. Ela foi pra sala de aula, mas quem teve muito o que aprender fomos nós pais.

Como professora, já sabia sobre a importância da adaptação na Educação Infantile esse foi um dos fatores essenciais para a escolha da escola. Procuramos por uma escola acolhedora, que respeitasse o tempo de cada criança e que, de acordo com os sinais da criança fosse flexível quanto as regras. Saber como a escola prepara a adaptação foi fundamental para que eu estabelecesse um vínculo de confiança e conseguisse passar para a Luiza que eu estava tranquila com a ida dela à escola.

Mesmo com tudo isso em mente, me sentia muito insegura e preocupada em como ela reagiria em meio a tantas novidades. Ela tirou de letra e, claro, eu sofri muito mais que ela.

Eu fiquei muito feliz vendo a evolução e a integração dela na escola, e gostaria de compartilhar algumas dicas que ajudaram a nós nesse processo.

  1. Prepare, mas não muito. Ao decidir a escola é importante trazer o assunto para casa. Aqui, começamos explicando o que era a escola, descrevendo um pouco do espaço e do que ela encontraria e faria lá. Como os pais também ficam ansiosos por esse momento, dá muita vontade de falar sobre isso na intenção que eles se acostumem com ideia e que encarem com mais tranquilidade. Temos que ter cuidado e dosar essa preparação para não deixarmos os pequenos ansiosos e gerarmos muita expectativa. Então, escolha os momentos certos de conversa e ademais deixe a rotina deles fluír normalmente sem lembra-los o tempo todo que irão à escola. Eles vão saber do que se trata, mas não vão ficar ansiosos esperando por esse dia. Foi muito bacana levar a Luiza uns dias antes para conhecer o espaço escolar. Assim, no dia do início das aulas já era um ambiente familiar para ela.
  2. Cumpra com o que foi combinado. Normalmente, durante a adaptação, os pais permanecem um período na escola durante alguns dias para que gradativamente as crianças se acostumem com a ideia de ficar um tempo longe da família. Para que eles consigam estabelecer esse vínculo com o ambiente e com os professores, é fundamental passar segurança para que eles percebam que estão com pessoas que você confia. Portanto, não minta dizendo que estará esperando ou sair de fininho. Se disser que vai ficar no espaço dos adultos ou no pátio, fique lá. É muito provável que nos primeiros momentos a criança se arrisque a participar da rotina da escola porque tem certeza que você (ou quem fizer a adaptação) estará lá – e é provável também que ela vá até lá se certificar. Luiza foi passando no espaço que era “dos adultos” de 3 a 4 vezes para me contar o que tinha feito. Me dava um abraço e pedia para eu esperar ali. Com o passar dos dias , ela já foi diminuindo a frequência das visitinhas até que não apareceu mais nenhuma vez. Já estava envolvida com a escola.
  3. Seja firme e acolhedor. É importante que a criança perceba que você vai respeitar os combinados de cada etapa da adaptação, que você está seguro e confiante. Pode ser que ela chore, peça colo o tempo todo e não queira acompanhar o professor e professora. Por mais que isso seja difícil (e dê vontade de desistir) é muito bacana encorajá-la a respeitar essas etapas também. Muitas vezes eu disse a Luiza que a sala em que eu estava era um espaço de pais e que a escola é um espaço de crianças, que os pais apenas as levam e buscam. Procurei reforçar o discurso da professora, procurando mostrar que participar das propostas era mais importante do que ficar ali comigo. É comum que haja mais manha e pedido de colo nesse período. Acolha e passe o tempo que for possível junto da criança fora do período escolar.
  4. Valorize a escola. Valorize sempre o tempo da criança na escola. Reforce o quanto foi bacana estar lá, aprender coisa novas e fazer amigos. Pergunte sobre as atividades do dia e participe das propostas que ela levar para casa. Tem dias que a Luiza compartilha muito de sua rotina e as vezes é difícil tirar qualquer informação, mínima que seja, de como foi o dia. Mas mesmo assim não desisto de perguntar. Saber que os pais estão interessados é sempre um incentivo, faz com que eles se sintam engajados e com vontade de estar na escola.

Essas são dicas que reuni dos profissionais da escola e de pais veteranos que me ajudam sempre! Se você já passou por essa fase e tem uma dica, compartilhe como foi!

Até a próxima!

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Alexandra Sumadossi

Paulistana, 30 anos, mãe da Luiza #quase2. Educadora, eterna estudante e curiosa por natureza. Está sempre procurando estratégias para conciliar a maternidade e a vida profissional. Trabalhar com crianças diariamente possibilita explorar um novo ponto de vista em relação à ser mãe e também traz o desafio de ter claro que a pedagogia não é resposta para tudo no mundo materno. Ama viajar e encanta-se com a pluralidade que o mundo nos proporciona. Gosta de aproveitar tudo que São Paulo oferece e não dispensa uma passadinha em uma livraria. É apaixonada pela sétima arte, se perde em listas de cinema em streaming e é maratonista de séries. No Instragram: @sumadossi. Leia os posts: http://www.maecomfilhos.blog.br/author/sumadossi

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