O menino que espiava pra dentro – opinião sobre o livro e a polêmica no whatsapp

Ontem recebemos em nosso grupo de whatsapp um alerta sobre o livro O Menino que Espiava pra Dentro. Estranhei, lemos muito este livro aqui e nossa interpretação foi muito diferente. Além disto, foi escrito por Ana Maria Machado, uma das autoras mais queridas da minha infância e reconhecida pela qualidade e criatividade de seus livros.

De prontidão alertei ao grupo que o livro em momento algum nos transmitiu a mensagem que a mãe do Recife e seu filho relataram.

“O Pedro acabou de me perguntar se era verdade que se ele engasgasse com uma maçã e ficasse sem respirar, ele conseguiria ir até o encontro do seu mundo da imaginação…
Eu de imediato falei que não e expliquei que ele correria grande perigo e provavelmente morreria sem ar, deixando todos que o amam muito tristes. …”

Peguei o livro para reler e de imediato meu filho agora com 11 anos disse: – Nós líamos este livro. Lê para mim como você fazia antes? Relemos e novamente não interpretamos como esta mãe, mesmo buscando por esta mensagem no livro.

O personagem do livro, Lucas, realmente é um menino muito criativo. O espiar para dentro é quando ele se desliga do mundo real, deixa de observar o que todos nós vemos e cria histórias, aventuras e mundos fantásticos a partir do que vê no real. Em determinado momento do livro, ele demonstra vontade de ficar mais tempo no seu mundo imaginário do que no mundo real e diz querer ser o “Belo Adormecido”, espetar o dedo na roca e dormir, ficar no mundo da imaginação, mas também deixar tudo paradinho no mundo real esperando por ele. Isto para mim indica que ele não queria realmente viver apenas no mundo da imaginação, muito menos se desligar de todos.

A maça surge como uma ideia própria do personagem Lucas, já que seria impossível ter uma roca. Ele mesmo fala sobre se engasgar como na imagem que estão compartilhando, mas em momento algum nos transmitiu a ideia de que gostaria de morrer. A mãe e a criança ainda se equivocam ao falar que o amigo imaginário que o motiva a fazer isto.

“E perguntei: Mas porque você está me perguntando isso, filho? Ele me disse que o menino do livro que estava lendo tem um amiguinho imaginário que mandou ele fazer isso, ou seja, que se que ele engasgasse com uma maçã, ele acabaria com todos os seus problemas! Faço um apelo aos pais, que conversem, monitorem e protejam seus filhos dessas estimulações perigosas que estão por toda parte…”

O amigo imaginário na verdade indica não ser uma boa ideia. Diz que estar no mundo imaginário para sempre é muito tempo. Nas palavras de Tatá, o amigo imaginário, “Eu acho que para sempre é demais”. Ainda brinca com o personagem indicando que seria melhor ele virar o  Mouro Torto ou Príncipe Sapo, que o menino estava mais para Moreno de Praia do que Branco de Neve.

O personagem Lucas não escuta o amigo e vai tentar colocar seu plano em prática. Quando o livro diz que ele “Deu uma mordida, engasgou com um pedaço, espiou pra dentro”, interpreto muito como uma brincadeira de faz de conta da criança. Ao continuar a leitura é possível entender que o personagem adormece e sonha. O sonho também mostra para ele como não é legal espiar somente para dentro.

Lembro que quando li pela primeira vez, este trecho bateu uma tristezinha em mim. Porque tudo indicava que apesar do personagem ser uma criança super criativa (e me reconhecia nesta criançacriativa), ele era uma criança mais só. Tinha sim família atenta e carinhosa, mas parecia precisar de amigos além do Tatá.

O trecho que ele acorda acho lindo.

“De repente, um beijo,
um abraço,
os olhos se abrindo,
a luz brilhando no espaço.
– Você é uma princesa?
A mãe riu”

Me passa uma cena de carinho na cabeça quando leio este trecho. Uma mãe carinhosa e atenta, pois têm uma surpresa que o menino precisava. Não vou contar, acho que vale ler.

Para encerrar copio mais um trecho do livro que tira toda dúvida de que poderia motivar a criança a viver somente no mundo da imaginação.

“E ele saiu correndo para ir com amigos embora, explorar as cavernas do mundo lá fora. Olhar bem para tudo, viver de verdade, para o mundo de dentro ter mais variedade.”

Não sei a idade da criança que leu e realmente entendo o susto que esta mãe pode ter tomado. O filho ter ido até ela falar sobre o livro já diz que o diálogo certamente existe ali, pode ser um bom momento para relerem juntos e entender porque interpretou desta forma.

Aqui tenho um devorador de livros. Hoje em dia já fica difícil ler tudo o que ele lê. Além dos livros de seu interesse ainda tem os da escola. Ele costuma ler trechos para mim, às vezes eu mesma pego o livro para ler e sempre busco conversar com ele, saber o que está achando, se gosta ou não, porque… não só é válida a preocupação com o que nossos filhos leem e assistem, como é necessária.

Em tempos de internet e com informações e mensagens se propagando tão rapidamente, é preciso segurar nossos impulsos. Fazer uma pausa, respirar e buscar em nós um olhar mais atento, ir além da informação inicial. O intuito de quem replicou a mensagem certamente é bom, proteger crianças, mas foi precipitado. O tom alarmista das mensagens acaba desinformando mais do que ajudando. Um mundo novo para todos nós, mas que já indica que precisamos deixar de ficar apenas com a informação inicial e impulsos.

Acordei hoje cedo querendo muito escrever sobre isto. Uma autora que encantou tanto minha infância… para ser sincera, minha vontade era de dar um abraço na Ana Maria Machado.

Para quem quiser ler mais, clique aqui e e leia a nota da editora sobre o assunto na sua página do Facebook ou Twitter

UPDATE
Precisava compartilhar a carta de apoio a Ana Maria Machado e à Literaura publicada no Kids in Doors e tantos outros perfis no instagram dedicados à literatura

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Em apoio a Ana Maria Machado, à literatura de qualidade e comprometida com a arte, lançamos este manifesto. É em tempos sombrios que pensar torna-se ainda mais necessário. Isabella @nacordabamba, Nedjma @contaoutravez, Padmini @bamboleio_literatura, Paula e Bruna @ler_o_mundo, Carol @conversadequintal Gisele e Cathe @kidsindoors, Nícia @euniciaf, Malu @mergulho.literario Anna @sobreissoeaquilo, Emília @maequele, Amélia @blogdolivrinho, Rosa @casa_da_rosinha, Nina @mardehistorias, Alessandra @ale_sementinhaliteraria, Cinthya @leiturarte_rj, Julia @tempolendo, Daisy @acigarraeaformiga, Jaqueline @lendojunto, Regiane @veredasnoinsta #manifestopelaliteratura #lij #literatura #arte #anamariamachado #omeninoqueespiavapradentro #literaturainfantil #literaturainfantojuvenil #livroilustrado #omeninoqueespiavapradentro #leromundo #leiaparaumacriança #paisefilhos #instaliterário #escritoresbrasileiros #autor

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Anamaria Mendes

Anamaria Mendes, 44 anos, mãe do Lucas, #aos10. Profissional multipotencial. Criativa por natureza, formada em design gráfico, pós-graduada em marketing, ama as duas áreas com a mesma intensidade. Apaixonada também pelos temas maternidade e educação. Adora conhecer e interagir com pessoas diferentes e aprender com cada contato. Está sempre criando novas formas de conciliar maternidade e vida profissional. Colaboradora do canal de YouTube FunToysBrinquedos, criado por seu filho e hoje produzido em família para motivar o brincar. Compartilha um pouco disto tudo no Instagram e Twitter @MaeMaluquinha.

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21 Replies to “O menino que espiava pra dentro – opinião sobre o livro e a polêmica no whatsapp”

  1. Que bom poder saber que ainda existem mestres de verdade nesse país.. que ainda tem sanidade o suficiente para saber o que de fato acrescente na vida de uma criança hoje em dia o absurdo não é mais tão absurdo assim e isso me assusta ..Tenho um filho de três anos e percebo o quanto ele fantasia tudo ao seu redor muitas vezes sem separar o real do imaginário a criança não entendi sobre morte .. Engasgar com uma maça longe de adultos para que ninguém atrapalhe o seu plano se isso não é a discrição de um suicídio o que é então? Tantas crianças morrem engasgadas mesmo com pais atentos alertando para nao por nada na boca olhando as criança quando se alimente ensinado para nao por pedaços grandes de alimentos justamente para nao engasgar enfim tantos cuidados que temos..para vir um livro e fazer justamente ao contrário incentivar que a criança faça e que faça escondido .. a escritora pode ser reconhecida por outros trabalhos nao posso opinar sobre os demais pq nao li toda sua obra mas sobre esse livre posso sim dar minha opniao jamais compraria para meu filho achei assustador a ideia do engasgo até pq já passei por essa situação e sei o desespero que é uma pessoa engasgar.. criança não tem capacidade de entender que se ela engasgar sozinha ela não irá simplesmente acordar no dia seguinte ..na verdade não haverá dia seguinte .. essa é minha opinião…para aqueles que não concordam respeito mas acho que esse livro quem quiser compre e leia em casa para seu pequenos e não gostaria que esse tipo de literatura fosse passada ao meu filho…

  2. Li vários comentários e sempre os que defendem o livro faz comparações com outros erros mais graves como o GTA e outros… para justificar o ERRO desse livro. Será que um erro(considerado maior) justifica um erro(considerado menor)????? Pense nisso. Quando se trata da vida de nossos filhos tudo é importante e relevante.

  3. Fugir da realidade. Viver pra sempre em outro lugar. Engasgar com maçã em lugar e horario definido. Se isso por si não remeter “implicitamente” ao suicídio o quê remeterá? Esta defesa veemente da autora do blog mais parece uma defesa de advogado. Nao concordo com o livro e sua proposta. Indignado.

  4. Sou professora, jjá recebi vários livros do MEC e seleciono para trabalhar em sala de aula o que atribuo ser útil para a cidadania das crianças e adolescentes. Sou graduada em letras também e a leitura deste livro é alusão ao suicídio. Conheço várias literaturas da Ana Machado, esta, não leio para meus alunos. Deixo minha desaprovação para este tipo de literatura.

  5. Olá! Diferente da maçã que sorrateiramente foi envenenada e a Branca de Neve foi enganada, essa atitude de “engasgar” conscientemente com a maçã na vida real trará a tragédia. Nunca sabemos como a criança interpretará uma frase. A fuga dos problemas da vida real é válida, mas aqui a autora foi infeliz. Uma palavra mal dita poderá ser maldita. Como aquela atitude de crianças chegarem ao quase sufocamento para ter uma experiência inesquecível e consequentemente a morte em algumas situações, esse livro esconde uma mensagem aonde algumas crianças vão procurar executá-la. Você, Ana Maria Fagundes, deixaria seus filhos testar a experiência do livro na sua frente? Acredito que não. A criança faria isso sozinha se ela não tiver a “mediação” de um adulto. Agora “imagina” mais uma coisa: um dos seus filhos deitado num caixão por causa de um livro que ele leu e levou pro sentido literal? Eu pensaria mais antes de defender um livro diabólico, ainda mais em tempos que os pais estão cada vez mais afastados dos filhos. Você não acredita(mas deveria) que existe uma força chamada diabo, que prende a atenção dos pais num canto da casa enquanto os filhos estão no outro canto sendo destruídos.

  6. Ana Maria machado é maravilhosa!!! Este livro foi publicado pela primeira vez em 1983. outros tempos? Simmmm. Mas a obrigação dos pais acompanharem seus filhos em tudo , essa não fica antiga. Contos de fada conhecidíssimos trazem histórias muito parecidas. Qual a diferença da gravidade do suicidio, com a gravidade de matar outra pessoa. Temos que ter um olhar mais piedoso pra esse mundo. mundo normal as crianças viverem no mundo da imaginação. um livro como este deve ser lido para a criança e com a criança, e , imediatamente refletido junto, em família. Respeito a opinião das pessoas porém, muito me admira os pais serem coniventes com jogo GTA, fora da faixa etária de seus filhos, onde uma das metas é quem mata mais. Acredito no olhar e sensibilidade das famílias. Na escola o professor com certeza tratará o assunto com delicadeza e muita reflexão. Sejamos mais prudentes com o educar de fato. Devemos procurar menos problemas e mais amor a atenção aos nossos filhos. Tenho 3 meninos, sempre li pra eles. Mas acima de tudo, ouço cada um deles e procuro ser exemplo. Pra minha família , a atenção e o amor sem nada em troca é a grande prevenção ao suicídio. Leiamos mais, amemos mais.!

  7. No livro da Branca de neve, a maça era envenenada e a bruxa queria mata-la!!!
    Então neste livro a maça deveria ser encantada ou mágica, ja que seu amigo não quer mata-lo!!! E bastava COMER a maça!!! E não usar o termo engasgar!!!
    O livro é bom mas precisa se adequar aos dias de hoje!!!!

  8. Discordo da opinião de vocês! Gosto muito da autora Ana Maria Machado, mas o amor não me torna cega! O suicidio infantil é um problema de saúde pública e qualquer alusão que um mundo maravilhoso pode vir de um engasgo escondido dos pais…, sinceramente, não vejo como pode ser positivo. Mensagem subliminar que os pais não entendem, que deve-se procurar fulga da realidade, etc! Diferente do mundo de fantasias de vocês, eu sou da área de saúde e vejo as mortes precoces de crianças por suicídio Amo diversos livros da autora, mas não acho que esse agregue valor a formação infantil.

  9. Tbm recebi o post e fico preocupada pq nossa atualidade têm trazidos inúmeros casos de alusão ao suicídio e às interpretações pelas crianças… acho muito ambíguo sim, preocupante sim… sabemos que nem todos têm a mesma interpretação que a nossa e p
    esse é o maior motivo se sim, toenar-se perigoso

    1. Cinthya,

      nossa sociedade está adoecendo e isto têm tido reflexo em nossas crianças.

      Não acredito na alusão ou incitação ao suicídio aqui como mostrei no post. Sim, nem todos interpretam da mesmaforma, por isto a mediação não só da leitura, mas de tudo que as crianças (e nisto incluo adolescentes) comsomem de cultura e entretenimento é tão importante.

      Como respondi em outro comentário, o alarde foi valioso para mostrar a imortância da mediação na leitura nos primeiros anos.

      Agora qual o caminho? Proibir livros ou ler junto e conversar?

      1. Você fez uma análise subliminar sobre o quanto é importante a presença dos pais juntos aos filhos, a leitura compartilhada, uma visão mais atenta dos pais, o tato, a presença e a valorização do mundo real, então este livro deveria ser para adultos como uma alerta e não para pequenos, principalmente aqueles que tem, justamente, amigo imaginário ou são muito sensíveis as negativas da vida.
        A criança pequena percebe o mundo através de seu subconsciente, este não pensa, não tem noção de tempo e não sabe diferenciar o certo do errado, ou seja, tudo o que você conseguir impregnar em sua mente subconsciente, será aceito como verdade, ao contrário do consciente que tem a capacidade de pensar o que é certo ou errado, tem noção de tempo e espaço.
        Esqueceu também que, na escola, a criança tem acesso a livros sem acompanhamento dos pais.
        Acho muito perigoso estas mensagens de caráter subliminar para crianças que ainda não tem capacidade de fazer análise como você. Alguns escritores evoluem outros se tornam parvos.

      2. Conversar até podemos, mas o que acontece é que as crianças pequenas não conseguem distinguir a fantasia da realidade. Falo isso como mãe: quantas e quantas vezes tenho de explicar pra minha filha que tal fato não é de verdade, tipo um desenho ou algo que li pra ela. Depois de muito explicar, às vezes usando abordagens diferentes é que ela consegue entender. Criança tem outa noção do mundo, ainda não consegue fazer correlações e entender o que é real do fantasioso.
        #ficaadica
        #nadúvidamelhoresperar

    1. Debora,

      sinto muito que pense desta forma. O diálogo, na minha opinião, é sempre as melhor solução. É uma história que pode e deve ser mediada com um adulto preparado para conversar com as crianças. Uma boa escola certamente terá professores capacitados para mediar a leitura.

      Reli com meu filho, ele sempre interpretou como sea maça fosse um faz de conta, não uma ordem ou vontade de engasgar. Como colocar uma fantasia. Na cabeça do meu filho sempre foi comer a maça e fazer de conta o engasgo.

      Este episódio trouxe um debate e questões que acho muito válidas, a importância de acompanhar a cultura e entretenimento que as crianças consomem, incluindo YouTube, Netflix, filmes no cinema, quadrinhos e livros.

      Sempre irei acreditar que nenhum forma de censura é positiva. Sempre irei acreditar que o diálogo acrescentará e protegerá muito mais as crianças.

      1. Anamaria, a partir dos comentários podemos verificar como se entrelaçam as nossas opiniões objetiva e subjetivamente, a palavra engasgar está “engasgando” um provável entendimento, já citaram que adequando o trecho da obra onde se encontra esta palavra ela seria viável, concordo. O bom senso deve prevalecer , o “Eu” deve ceder para o “Nós”, no sentido figurado que dei para engasgar ela significa embaraçando, mas objetivamente significa sufocar, neste aspecto o texto é assertivo. As histórias infantis citadas não remetem o leitor a imitar o personagem, mas ensinam qualidades como paciência, tolerância, determinação, resignação, que nenhum problema dura para sempre e o crescimento é lei da vida. Muita paz. Um abraço fraterno.

      2. boa tarde, não sei a idade de seu filho, nem sei a idade mínima pra ler este livro, mas o trecho que vi sobre a maçã é preocupante. Certamente a autora está longe de incitar ou sugerir suicídio, mas ela teve uma colocação bem infeliz.
        Não ver um perigo real quando o livro fala em “comer sozinho a maçã, porque alguém da família poderia dar um tapa nas costas e estragar todo o plano..” é acreditar muito na potencialidade de seu filho de saber interpretar uma estória.
        Particularmente, o livro, em caráter subliminar, mostra um “caminho ideal” pra um vulnerável ir até seu mundo “pra dentro”, ou fugir do mundo real, mundo externo…desse mundo onde colegas de escola podem zoá-lo, mundo no qual existem muitos nãos…
        Que bom que seu filho não entendeu dessa maneira, mas será que os filhos/as de outros não poderiam guardar essa “sugestão” e tentar utilizá-la num momento em que o mundo externo estivesse muito chato???…..O pior é fazer acreditar que no final ele engasga, mas depois ele é capaz de voltar à “vida real”….foi uma “sugestão muito, mais muito infeliz essa de engasgar com a maçã, e ainda sozinho.

  10. Recebi a tal mensagem de alerta hoje… logo resolvi averiguar. Pudera mesmo Ana Maria Machado escrever algo que incitasse o suicídio? Uma escritora tão bem sucedida e com o dom de despertar a paixão pela leitura…
    Seu post foi muito esclarecedor, visto que ainda não li este livro.

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