Não adianta (só) dar livros, temos que ler com as crianças!

Hoje vi a imagem que abre o post e pensei:

Não adianta dar livros, temos que ler com as crianças!

Daí, logo na sequência, vi uma indicação de um texto que perguntava:

Por que continuar a contar histórias mesmo após o pequeno aprender a ler?

Muitos pais, mães e educadores se preocupam em incluir na rotina dos pequenos, momentos de leitura compartilhada e, assim, buscam despertar nas crianças, desde os primeiros meses de vida, o amor pelos livros! Até porque, existem poucas coisas mais gostosas do que contar histórias para os pequenos, não é? É um momento cheio de diversão e carinho que colabora com o desenvolvimento da linguagem, o processo de alfabetização, o aumento do repertório cultural e, de quebra, ainda fortalece os vínculos familiares.

Mas boa parte deles deixa de ter este #tempojunto quando a criança aprende a ler sozinha.

Sarah Helena, curadora da Leiturinha, um projeto do qual ouço falar sempre (mas não sou assinante, pois me incomoda um pouco que outras pessoas decidam o que os meus filhos devem ler), defende de um jeito afetivo a leitura para os crescidinhos:

“ler junto com os filhos, mesmo depois que eles já saibam ler, faz com que os pequenos se sintam valorizados pelos pais, por escolherem passar este tempo juntos. Além disso, neste momento, os próprios filhos podem ler e contar histórias para os pais, falar sobre seus livros e personagens favoritos, incluindo seus pais em seu universo, colocando em prática uma relação igualitária e de confiança, que será uma base importante para quando a adolescência chegar”.

E no texto deles eu vi também dicas para tornar a contação de história ainda mais interessante que sintetizam o que temos falado por aqui há anos, desde os tempos dos Pequenos Leitores, projeto que tive com meus filhos mais velhos entre 2007 e 2015. 

  • Construa um cantinho de leitura: escolham um local mais calmo da casa, reorganizem e decorem juntos, deixando com a cara do seu pequeno. Assim, vocês terão um motivo a mais para tirar um momento para a leitura;
  • Crie uma rotina de leitura: cada um com seu livro, vocês podem combinar horários para lerem juntos e, depois, compartilharem sobre o que leram;
  • Leia para seu pequeno antes de dormir: Quando isso vira um hábito, vocês tem um momento só de vocês, garantido, todos os dias;
  • Deixe que seu pequeno leia para você: ainda que leitura esteja truncada, ainda que o livro escolhido não seja o que você escolheria, ouça com atenção histórias contadas por ele. Assim, você passa adiante este ato de amor que é a contação de histórias!
  • Se tiver irmãos, melhor ainda! Crie momentos em que um conte histórias para o outro (lendo palavras ou somente imagens, ou ainda inventando histórias).
  • Leve seu pequeno a bibliotecas públicas e livrarias: Estes espaços são um prato cheio para quem ama ler e, para quem ainda está desenvolvendo o hábito, pode ser um grande incentivo. Deixe que seu pequeno escolha o que quer ler e tente conhecer um pouquinho de seu mundo através destes livros!
  • Leia algo sobre um tema de interesse do pequeno: Aprender um pouco mais sobre livros que são sucesso entre crianças da mesma idade de seu pequeno pode contribuir para que este momento seja ainda mais prazeroso para ele. Esta troca, ou intercâmbio de interesses, é muito positiva para que seu pequeno sinta que tem vez e voz em casa e que suas escolhas são respeitadas e valorizadas.
  • Utilize a literatura para conversar sobre temas delicados: Os livros podem ajudar a introduzir ou aprofundar em temas delicados ou importantes, pelos quais a família ou a criança esteja passando. Por exemplo: morte, medos, separação, bullying, respeito, temas políticos e sociais, entre outros!
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Sam Shiraishi

Cristã, jornalista, mãe de Enzo, Giorgio e Manuela, casada com Guilherme. Paranaense que caiu de amores pela Mooca em 2005. Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena.

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