O que crianças consomem em uma semana?

Me encantei com as fotos do projeto “Daily Bread“, trabalho do fotógrafo Gregg Segal. Ele explica sua proposta e nos convida a pensar no cotidiano:

“À medida que a globalização altera nossa relação com a comida, estou fazendo meu caminho ao redor do mundo, pedindo às crianças que mantenham um diário sobre tudo o que comem em uma semana. Uma vez que a semana termina, eu faço um retrato da criança com a comida arrumada ao redor deles. Estou focando nas crianças porque os hábitos alimentares, que se formam quando somos jovens, duram uma vida inteira e, muitas vezes, abrem caminho para problemas crônicos de saúde, como diabetes, doenças cardíacas e câncer de cólon. Apesar da crescente conscientização aqui nos EUA sobre os danos causados pela ingestão de alimentos processados, a conscientização ainda não levou a mudanças generalizadas. As taxas de obesidade ainda estão subindo. Há 40 anos, 1 de 40 crianças eram obesas. Hoje, 10 em 40 são. Desde que o xarope de milho surgiu, a incidência de diabetes triplicou. Pela primeira vez em muitas gerações, a expectativa de vida na América está em declínio e o principal culpado são as calorias vazias. Fui encorajado a encontrar regiões e comunidades onde a comida lenta nunca será substituída por junk food, onde as refeições caseiras são o alicerce da família e da cultura, onde o amor e o orgulho são sentidos nos aromas de caldos, ensopados e caril. Quando a mão que mexe o pote é mãe ou pai, avó ou avó, as crianças são mais saudáveis. O objetivo mais profundo do Daily Bread é ser um catalisador para a mudança e vincular-se a uma comunidade crescente e de base que está promovendo mudanças significativas na alimentação diária.”

Vejam os brasileirinhos do projeto:

Kawakanih Yawalapiti, 9, do Alto Xingu, Mato Grosso.

Davi, favela Santa Luzia, Brasília, DF.

Ademilson dos Santos, 10, comunidade Quilombola Kalunga de Vão de Almas, Goiás.

Henrico Valia, 9, Brasília, DF.

Com qual deles as crianças da sua família se identificariam em termos de dieta?

Aqui foi com o menino quilombola.

Mas já fomos o menino da cidade grande, com muitas caixas de alimentos prontos e tem sido um longo caminho para mudar os hábitos, voltando a boa comida de verdade, quase todinha preparada em casa com ingredientes naturais e o mínimo de industrialização.

🙂

 

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Sam Shiraishi

Cristã, jornalista, mãe de Enzo, Giorgio e Manuela, casada com Guilherme. Paranaense que caiu de amores pela Mooca em 2005. Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena.

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