Os riscos das alergias e da automedicação na primavera

A chegada da primavera embeleza as cidades. Árvores mais floridas e temperaturas mais agradáveis são algumas de suas características. Porém, o aumento das alergias é um ponto negativo desta época do ano.
Segundo dados da Associação Brasileira de Alergia e Imunopatologia, cerca de 30% da população sofrem com algum tipo de alergia, que é uma doença que não tem cura, porém, pode ser tratada com o auxílio de um profissional de saúde.
Na primavera, crises de rinite alérgica, asma e dermatites, por exemplo, são mais comuns graças à mudança climática, que faz com que a temperatura alterne de forma mais constante. Além da falta de umidade do ar, o pólen das flores torna-se um vilão, agravando os quadros de alergia durante a estação.
O otorrinolaringologista Dr. Jamal Azzam, de quem falo com frequência porque gosto muito do livro dele, explica no vídeo abaixo as principais alergias que atacam na primavera, como a alergia ocular e as que envolvem crises respiratórias, e as dicas de prevenção e tratamento, no programa Bem da Terra da TV Terra Viva.
Levante a mão quem nunca guardou uma sobra dos remédios após o uso prescrito pelo médico para utilizá-los em  situações mais leves, como picadas de insetos, pequenas lesões na pele ou até mesmo crises de tosse. 
A família brasileira tem tradição de automedicação, é um fato.
A procura por antialérgicos aumenta nestes períodos e as principais classes desses medicamentos utilizados são os anti-histamínicos e corticoides.
Entenda como eles funcionam:
  • Os anti-histamínicos são medicamentos de venda livre e tratam casos mais simples de alergias como uma irritação na pele. Já os corticoides, tratam casos mais graves de alergias, como problemas respiratórios e sua prescrição deve ser feita por um médico. Estes medicamentos, se utilizados sem orientação podem causar riscos à saúde e efeitos colaterais pronunciáveis como sonolência, no caso dos anti-histamínicos.
  • Já os corticoides, quando utilizados sem indicação médica, podem afetar perigosamente o organismo. O uso crônico dessa classe de medicamentos pode levar ao desenvolvimento da síndrome de Cushing, que causa inchaços, ganho de peso, além da inibição natural da produção de cortisol, prejudicando o equilíbrio do organismo. Além desses sintomas da síndrome, o uso prolongado de corticoides pode causar também afinamento da pele, gastrite, úlcera, problemas nos dentes, miopia, glaucoma, catarata, osteoporose, insônia, depressão, acne, hipertensão e até mesmo diabetes.
Para evitar os riscos relacionados à automedicação, converse sempre com o médico da família e na compra de medicamentos para doenças alérgicas conte com a orientação de um profissional farmacêutico, ele é o profissional de saúde mais próximo da população e está apto a orientar e tirar dúvidas quanto à utilização correta de medicamentos.
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Sam Shiraishi

Cristã, jornalista, mãe de Enzo, Giorgio e Manuela, casada com Guilherme. Paranaense que caiu de amores pela Mooca em 2005. Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena.

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