Na minha família a amamentação não era uma prioridade. Eu mudei isso!

Nesta 27a. Semana Mundial de aleitamento Materno (SMAM), cujo tema é “Aleitamento materno: a base da vida”, quero compartilhar minha experiência com relação a este assunto.

Na minha família a amamentação não era uma prioridade.

Em conversas com minha mãe, não consegui sequer entender até quando fui amamentada… as vezes ela diz que até o sexto mês, outras vezes até o quarto… (tudo bem… faz tempo neh… vamos dar um desconto para minha mãe!) e não foi exclusiva, houve inclusão de fórmulas desde bem cedo.

Eu sempre achei o aleitamento materno lindo, sem contar todos os benefícios do leite materno para o bebê e assim que soube da primeira gestação, busquei tudo que pude de informação para realizar meu sonho de amamentar meu bebê.

A busca de informações CORRETAS é muito importante. Durante a gestação muitas pessoas cheias de boa vontade distribuem conselhos sobre tudo acerca do mundo da maternidade, inclusive sobre amamentação. Um dos conselhos inesquecíveis, foi para passar bucha na mama, para o seio calejar e se acostumar com atrito e não machucar e rachar durante a amamentação. Nas minhas pesquisas as primeiras orientações que vi foi justamente para não fazer nada disso! Ainda bem que fui atrás de informações, senão teria sofrido muito…ia machucar a mama e prejudicar o processo.


(Foto de acervo pessoal: Heitor na maternidade, segundo dia de vida, mamando muito! E eu não me contendo de tanta felicidade)

Foram cursos, programas, pesquisas na internet e finalmente chegou o bebê. Meu primeiro parto foi cesárea e após a anestesia, cerca de 3 horas, subi para o quarto com o Heitor. A primeira coisa que as enfermeiras fizeram foi me orientar sobre a amamentação e me deram o bebê para a primeira mamada. A sensação foi incrível! Logo de cara o colostro (como é chamado o primeiro leite), desceu.  Heitor pegou e ficou um tempão mamando. Foi emocionante! A cesariana não interferiu em nada e pude amamentar tranquilamente. Heitor foi amamentado exclusivamente até o sexto mês. O pediatra dele na época incentivou a inclusão de frutas já no quarto mês, mas eu já tinha minha opinião formada sobre isso, expliquei ao médico que seria exclusivamente leite materno e segui meu plano. Chegando o sexto mês, Heitor recebeu outros alimentos mas mantive o aleitamento até o oitavo mês, quando acrescentei a fórmula para complementar a quantidade de leite que ele precisava, uma vez que meu leite não era suficiente para a fome do rapazinho. Mesmo com a fórmula, a amamentação seguiu até um ano e cinco meses, quando ele não quis mais.

(Foto de acervo pessoal: meu primeiro momento com Heitor, ainda na maternidade)

Passados quase três anos do nascimento do Heitor, chegou Henrique e de parto normal! Uma experiência diferente e tão incrível quanto a primeira. Logo após o parto, colocaram o bebê preso em mim com uma capa e nos levaram para o quarto. De novo, muito leite, porém, apesar de ter bastante, a glicose do bebê estava baixa. Eu amamentava o tempo todo, mas a pediatra da maternidade me disse que se eu não permitisse a fórmula, teria que colocar o bebê no soro…então, apesar de muito contrariada, consenti. Após a alta tive que manter o complemento de fórmula. Ele tomava num copinho próprio para bebês, para não atrapalhar a amamentação. Estava muito chateada com essa situação e tinha bastante leite, então na mesma semana fui no pediatra e ele liberou a retirada da fórmula! Finalmente pude seguir com a amamentação exclusiva até o sexto mês (o que foi difícil porque Henrique estava muito interessado na comida que via na mesa, mas conseguimos contornar a situação).

(Primeira mamada do Henrique na maternidade)

Era tanto leite na amamentação do Henrique que contatei o banco de leite para doar o excedente. Foi outra experiência maravilhosa. Eu gostava muito de enviar leite para  bebês que por algum motivo não podiam ser amamentados, era muito especial para mim, consegui doar até os 11 meses do Henrique, depois o leite diminuiu e tive inclusive que acrescentar fórmula para complementar a alimentação do meu bebê.

Conserve o Amor: Dia Mundial da Doação de Leite Humano

 

Hoje Henrique está com 1 ano e 10 meses. Nossa jornada de aleitamento está terminando. Eu ainda amamento, mas numa quantidade muito pequena, que eu chamo de “vacininha”, porque acredito muito no poder do leite materno de aumentar a imunidade da criança, então continuo oferecendo. Se eu simplesmente parar, acho que ele nem vai mais pedir, porque ele come de tudo, come muito e come bem! Mas enquanto ele aceitar eu vou continuar, tenho prazer em amamentar e quero curtir essa fase enquanto eu puder. Até aqui, tenho a deliciosa sensação de missão cumprida e sonho realizado.

Aleitamento materno: a base da vida #SMAM2018

Encontros que curam: sobre amamentar e a #SMAM2017

Amamentação: o que o homem pode fazer para ajudar?

 

 

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Cibele Bilancieri

Sou cristã, tenho 37, sou guarulhense e atualmente vivo na Moóca. Casada com Guilherme, mãe do Heitor #aos 4 e Henrique #1ano. Sou feliz por poder cuidar pessoalmente dos meus filhos.

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