Dica de livro: “Você é especial”, de Max Lucado


“Era uma vez, um povo chamado xulingo. Os xulingos eram pequenos seres, feitos de madeira. Toda essa gente de madeira tinha sido feita por um carpinteiro chamado Eli. A oficina onde ele trabalhava ficava no alto de um morro, de onde se avistava a aldeia dos xulingos.
Cada xilungo era diferente dos outros. Uns tinham narizes bem grandes, outros tinham olhos enormes. Alguns eram altos, e outros bem baixinhos. Uns usavam chapéus, outros usavam casacos. Todos eles, porém, tinham sido feitos pelo mesmo carpinteiro e moravam na mesma aldeia.
E o dia inteiro, todos os dias, os xulingos só faziam uma coisa: colocavam adesivos uns nos outros. Cada xulingo tinha uma caixinha com adesivos dourados, em forma de estrela, e uma caixinha com adesivos cinzentos, em forma de bola. Em toda aldeia, indo e vindo pelas ruas, os xulingos passavam dia após dia colando estrelas e bolas uns nos outros.

Esse é um livro muito querido da infância dos meus filhos: “Você é especial”, de Max Lucado.

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"E o dia inteiro, todos os dias, os xulingos só faziam uma coisa: colavam adesivos uns nos outros. Cada xulingo tinha uma caixinha com adesivos dourados, em forma de estrela, e um caixinha com adesivos cinzentos, em forma de bola, Em toda a aldeia, indo e vindo pelas ruas, os xulingos passavam dia após dia colando estrelas e bolas uns aos outros." A pregação de hoje do pastor @edrenekivitz na @oficialibab me lembrou um livro querido da infância dos meus filhos: "Você é especial", de #MaxLucado. O livro é muito bonito e a história ultrapassa a mensagem cristã evangélica, o que aliás o autor faz bem nos livros infantojuvenis, permitindo que os valores universais e sejam absorvidos com empatia por todos. Na mensagem, que partiu de Lucas 7:39, fomos convidados a pensar como nos distanciamos dos #abracosquecuram e #encontrosquetransformam porque aceitamos os rótulos que nos distanciam das pessoas. Gostei muito e fiquei feliz porque #aos17 estava conosco ouvindo a mensagem. (por @samegui 👩‍👦‍👦mãe dos nerds #aos17 e #aos14👩‍👧e da pequena #aos4) #maecomfilhos #mãesreais #maesqueoram #oreporsuafamilia #elevive #deusébomotempotodo #obrigadasenhor #contesuasbênçãos #maisamorsemfavor #pequenosleitores #menospresentemaispresença #maecomfilhos

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O livro é muito bonito e a história ultrapassa a mensagem cristã protestante, o que aliás o autor faz bem nos livros infantojuvenis, permitindo que os valores universais e sejam absorvidos com empatia por todos.

Olhem esta imagem:

Até lembra a gente olhando no celular, vivendo a vida dos outros, dando curtidas e comentando, né?

Com o tempo, começamos a pensar que tem um fundamento nas opiniões, notas, curtidas, comentários que os outros deixam, para nós e para todo mundo ao redor, como os adesivinhos dos Xulingos.

Por essas e outras, no fundo este livro, que parece infantil, é juvenil.

Tem grande valor se usarmos como ponto de partida para conversar com pré-adolescentes sobre o que os outros pensam deles, sobre aceitação do grupo, sobre fazer o que os outros querem e sobre seu próprio valor.

😉

Esta história, ilustrada com muita delicadeza por Sérgio Martinez, é um apoio para os pais apresentarem às crianças a verdade sobre o amor de Deus.

Apesar de o mundo nos impor necessidades de qualificações especiais, Deus nos diz:

“Você é especial, e pronto!”

Toda criança precisa ouvir e saber dessa verdade confortadora:

Alguém a ama como ela é.

Gostou? Agora olha que fofo: descobri uma animação da historinha!

E uma contração de histórias, que me deu ideias para as férias, por isso posto como uma primeira dica para estas semanas com as crianças em casa:

  • Título: Você é especial
  • Título original: You are special
  • Formato: 25 x 23 cm
  • Páginas: 36
  • Peso: 120 g.
  • Acabamento: Brochura
  • ISBN: 852430197X
  • Edição: 2004
  • Selo: United Press

Leia também:

 

Porque eu te amo, de Max Lucado #pequenosleitores

E se você é cristã ou educa seus filhos segundo princípios de fé, pode aproveitar a analogia que fiz com minha pequena de 5 anos sobre o livro, que, por acaso, o irmão mais velho ganhou de aniversário exatamente nesta idade:

Visitar a oficina de Eli, o carpinteiro, é o mesmo que pausar a vida e se dar um tempo para “conversar” com Deus. Eu e minha filha oramos livremente antes de dormir. Vamos para o nosso “quarto de guerra” e lá conversamos juntas com Deus, agradecendo, pedindo coisas, entregando a Deus o que não estamos dando conta sozinhas. Sinto que neste momento, como Marcinelo sente que perde as “bolas cinzas” ao visitar Eli, nós deixamos parte do peso do cotidiano depois dessa conversa com Deus e dormimos na paz do Senhor, tranquilas porque sabemos que não estamos sozinhas. 

 

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Na porta interna do meu closet tem esse post-it no qual anotei 10 sugestões para sua vida de oração, tema de uma pregação de @edrenekivitz há um (bom) tempo. . Na semana passada, minha mãe me deu o livro O quarto de guerra, baseado num filme (que @alinekelly já me contou que tem no #telecine), no qual a protagonista fez do seu closet um lugar de oração. . Não testei se daria certo no meu (risos), mas gostei da ideia de ter um local reservado e sem distrações para conversar com o Pai. . 🙏🏼 . Quem tem o hábito de orar diariamente pode me contar onde o faz? . #obrigadasenhor #pequenasalegrias #contesuasbênçãos #maisamorsemfavor #menospresentemaispresença #maecomfilhos #familiasns #oqueestoulendo #livro #livrocristão #book #oquartodeguerra

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Orar junto funciona de um jeito lindo. A criança aprende.

A mãe é a primeira pessoa a sentir e amar a existência de um filho e (por muitos anos) o conhece melhor do que ninguém – como sou mãe de rapazes e vivo um casamento feliz, não vou dizer que a mãe é a única pessoa que conhece bem o filho, pois a gente realmente ora para que um dia alguém o ame muito também, né?
Mas por muito tempo, é a mãe que sabe dos medos, dos sonhos, dos talentos e habilidades que aquele ser, parte de seu próprio ser, tem. Por amarmos estes lindos mais que a própria vida nossas orações se voltam para eles, naturalmente.

Orando com filhos

 

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Sam Shiraishi

Cristã, jornalista, mãe de Enzo, Giorgio e Manuela, casada com Guilherme. Paranaense que caiu de amores pela Mooca em 2005. Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena.

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