10 dicas para incentivar a leitura em casa

“O incentivo ao hábito da leitura é o desafio do século”.

Não concordo 100% com a opinião da prof.ª Dra. Elaine Silva.

Mas eu vivo numa bolha: sou de uma familia de leitores (há várias gerações, pois até os bisavós nascidos no século XIX cultivavam este hábito) e felizmente tenho filhos que também gostam de ler. 

Acostumada a fomentar o contato com as letras entre os alunos, a prof.ª Dra. sabe do que fala, pois tem contato com alunos o tempo todo no Ensino Médio do Colégio Mary Ward em São Paulo, onde ministra a disciplina “Leitura e Letramento”.

Considerei o tema valioso neste momento porque toda vez que os pré-adolescentes e adolescentes entram em férias a gente se pergunta como fazer para eles se entreterem com coisas boas.

Na minha adolescência, férias de inverno eram sinônimo de devorar muitos livros, mas também alugar muitos filmes na locadora (hoje nem precisa, tem tanto na Netflix) e jogar videogame, né? Ou seja, mesmo sem internet, eu também tive distrações semelhantes às dos meus filhos, mas nem por isso deixei de ler.

O motivo? Minha mãe lia muito. Meu pai também.

Coisas distintas, meu pai é super informado, adora jornais (com mais de 70 anos, eles ainda assinam várias revistas, que devoram) e gostava de HQs.

Já minha mãe, ela é uma devoradora de livros, estudiosa e incentivadora, portanto, nunca me negou um livro de presente e sempre tentou buscar coisas do meu interesse e também tentar ler ao mesmo tempo que eu, para conversarmos.

Ambos usam leitores digitais, minha mãe no Kindle e meu pai, aos 76 anos, todo experiente no uso do Flipboard no seu tablet para ler noticias que não acha nas fanpages de jornais e colunistas que segue no Facebook.

(são um orgulho, né?)

papirontul / Pixabay

E juntando estes dois exemplos, eu sigo mantendo meus meninos, atualmente com 15 e 18 anos, lendo. É mais complexo que ler com a pequena, de 5 anos, que ainda quer ler “junto” comigo, mas a gente dá um jeito. Li várias das séries de interesse deles (Rick Riordan, Diário de um banana, Jogos Vorazes, Crônicas de Nárnia, O Senhor dos anéis, entre tantos) e tento acompanhar as HQs que recebem por assinatura toda semana.

Quer tentar animar seus pequenos e jovens leitores em casa? Aproveite as dicas da professora para os pais que querem fazer do lar um ambiente propício para a leitura que eu posto junto com indicações de posts daqui do blog sobre os temas.

🙂

· Torne o livro acessível: não adianta ter vários títulos infantis e mantê-los da parte alta da estante. A criança deve ter fácil acesso aos materiais de leitura.

Presentes maravilhosos pra alguém que teve bebê (e que quase ninguém dá) 

 

· O contato com os livros deve acontecer antes mesmo da alfabetização: é importante ler para criança e demonstrar que a atividade é prazerosa e faz parte da rotina da casa.

· Dê o exemplo: pais que lêem fazem do hábito da leitura uma tendência natural para a criança.

Três pontos importantes para que a criança se torne leitora

· Converse sobre o que você lê: alguns pais se preocupam com os temas que lêem e chegam até a esconder os livros das crianças. É importante manter um diálogo sobre a leitura demonstrando, mais uma vez, que a leitura é uma fonte de diversão, inclusive, para os pais.

· Fique atento às preferências de seu filho: animais, histórias fantásticas, castelos, batalhas medievais. Observe os temas preferidos da criança e adquira livros que estejam inseridos nesses contextos.

HQ “Bíblia em ação” com desenhos de Sérgio Cariello (da Marvel e DC Comics)

· Comece por filmes inspirados em livros: assistir filmes baseados em livros, discutir sobre eles e, dependendo do entusiasmo da criança, comprar o livro que inspirou a história é uma boa dica para que não se perca o interesse.

Dica de filme: Homem Aranha – De Volta ao Lar

 

· Viagens podem ajudar: buscar periódicos e livros sobre o destino pode ser uma maneira de estimular a leitura e a curiosidade.

Uma hospedagem para os fãs de #Vingadores (por @alinekelly)

 

· Invista em gibis: estas publicações são consideradas uma porta de entrada importante para os pequenos leitores. A união entre imagens e escrita facilita a compreensão nos primeiros contatos com esse universo. Atualmente, as editoras têm adaptado grandes clássicos da literatura para este formato.

Marcelinho, o certinho. O caçula de Maurício de Sousa chega à Turma da Mônica

 

· Invista nas notícias: se possível, sempre tenha jornais e revistas acessíveis a todos os moradores da casa. De maneira geral, os alunos com um melhor texto são aqueles que “consomem” notícias.

Vem de Casa: estudo que aponta as diferentes relações de cuidado dos pais com os filhos e seus reflexos na infância

 

· Não tenha medo da tecnologia: os sites com livros em domínio público e a popularização dos e-readers podem ser aliados dos novos leitores. Vale a pena deixar o preconceito de lado e dar uma chance para a leitura na tela.

O livro mais lido, traduzido e distribuído de todos os tempos na palma da sua mão

E por aqui, nossas leituras de férias já estão se definindo com “Contos de amor dos cinco continentes”, de Rogério Andrade Barbosa, e “Como enlouquecer seu professor de Física”, de Elika Takimoto. Os títulos já me deixaram ansiosa para ler junto e já prevejo papos ótimos sobre nossa leitura compartilhada.

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E por falar em livros, dois títulos novos da #editoradobrasil chegaram hoje e #aos5 e #aos15 já agarram os seus respectivos. Que benção é ter parcerias que entendem nossa diversidade de idades e interesses. Oh coisa boa! Depois conto em #postnoblog sobre “Contos de amor dos cinco continentes”, de Rogério Andrade Barbosa, e “Como enlouquecer seu professor de Física”, de Elika Takimoto. Os títulos já me deixaram ansiosa para ler junto e já prevejo papos ótimos sobre nossa #leituracompartilhada 📚 (por @samegui 👩‍👦‍👦mãe dos nerds #aos18 e #aos15👩‍👧e da pequena #aos5) 😘 #maecomfilhos #mãesreais #momblogger #colunistasmaecomfilhos #mãescristãs #maesepaiscomfilhos #mãedeadolescente #mãedemenina #mãedemeninos #livroinfantil #livroinfantojuvenil #pequenosleitores

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Sam Shiraishi

Cristã, jornalista, mãe de Enzo, Giorgio e Manuela, casada com Guilherme. Paranaense que caiu de amores pela Mooca em 2005. Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena.

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