Insônia comportamental atinge de 10% a 30% das crianças e dos adolescentes

Esse assunto parece não ter fim, pois literalmente “nos tira o sono” desde que os filhos são bebês até a adolescência, e já tratamos do tema várias vezes por aqui.

Nesta semana marcada pelo fim das férias e volta as aulas, trago um olhar que considerei novo: insônia comportamental que atinge crianças e adolescentes. e o problema atinge de 10% a 30% das crianças e dos adolescentes.

Quem tem filho pequeno sabe que não é fácil colocar as crianças para dormir. Quem tem filhos crescidinhos também!

E, em muitos casos, os filhos não conseguem manter o sono a noite toda.

Esse problema é chamado de insônia comportamental, que é a dificuldade para pegar e manter o sono, e atinge de 10% a 30% das crianças e dos adolescentes.

Para superar a insônia comportamental, algumas medidas são valiosas:

  • Barrar celular, tablet e TV em quarto de criança.
  • Evitar que a criança não durma com os pais, que tenha um quarto escuro e arejado, com a roupa de cama sempre limpa.
  • Também é fundamental ter rotina na hora de jantar, de escovar os dentes, de tomar banho e, claro, de dormir, em todos os dias da semana.

E quantas horas de fato precisam dormir?

  • Bebês de 4 a 12 meses precisam dormir de 12h a 14h por dia (incluindo todas as sonecas)
  • Crianças de 1 a 2 anos precisam dormir 11h a 14h por dia (incluindo sonecas)
  • Pré-escolares de 3 a 5 anos precisam dormir 10h a 13h por dia (incluindo sonecas)
  • Crianças em idade escolar, de 6 a 12 anos, devem dormir de 9h a 12h por noite
  • Adolescentes devem dormir de 8h a 10h por noite

Descobri uma tabelinha simpática da Wilson Elementary School in Kenosha, Wisconsin, EUA, baseada na idade da criança e no horário em que terão que acordar no dia seguinte. Os critérios são da American Academy of Pediatrics, que indica que as crianças de 3 a 5 anos devem dormir 10 a 13 horas por noite e as de 6 a 12 anos entre 9 e 12 horas.

 

E o que diz a Sociedade Brasileira de Pediatria?

Os “distúrbios do sono” foram tema de um podcast da revista Residência Pediátrica, publicação científica da SBP, com informações da dra. Regina Terse, do Departamento Científico de Medicina do Sono da SBP, que ressaltou a importância do sono para a absorção das emoções e experiências daquilo que vivenciamos durante o dia.

“Além de auxiliar na recuperação física e no acúmulo de energia para as atividades do dia seguinte, na criança o sono é fundamental para o aprendizado, consolidação da memória e bem-estar geral. As consequências associadas à sua insuficiência podem variar desde sonolência diurna, irritabilidade, inquietude, dores de cabeça e até mesmo problemas comportamentais e baixo rendimento escolar.”

Lembram da tabelinha americana? Gostei muito porque mostra o horário de dormir relacionado ao horário de acordar. Afinal:

“Cada criança tem necessidades únicas de sono. É importante que se mantenha uma rotina clara, tanto no decorrer do dia quanto na hora de dormir, e que o ambiente de pernoite seja adequado, de preferência sem fatores de estímulo, como televisão e computador.”

Aqui tem uma tradução nossa:

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Sam Shiraishi

Cristã, jornalista, mãe de Enzo, Giorgio e Manuela, casada com Guilherme. Paranaense que caiu de amores pela Mooca em 2005. Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena.

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