Viver o mundo, desescolarização num documentário

A educação domiciliar ainda não é regulamentada no Brasil, mas está na pauta do Supremo Tribunal Federal (STF) e é tema de projetos na Câmara e no Senado.

O documentário “Viver o Mundo” conta a história de quatro famílias com filhos na primeira infância que optaram por educá-los fora da escola.

E esse assunto rende, gente!

Eu optei por tirar minha caçula da escola no ano passado, dando-lhe um descanso antes que ela chegasse a idade em que a lei agora exige que ela frequente uma instituição.

Foi excelente, mas eu sei que eu pude fazer isso! Meu marido me apoiou. Mas quem pode, né?

Brincar ou ter aulas? O que é mais importante na Educação Infantil?

Hoje num grupo de Homeschooling, que é diferente do Unschooling que fizemos por aqui, li alguns comentários interessantes sobre o tema. 

Você já pensou em tirar seu filho da escola e assumir a educação dele?

Uma participante, Marina Hodgson, dava conta de que há 4 projetos  sobre o tema tramitando na Câmara e no Senado.

O mais recente (PLS 28/2018), apresentado pelo senador Fernando Bezerra, tem como objetivo não caracterizar a educação domiciliar como abandono intelectual.

Em 2016, o Ministro Barroso solicitou a paralisação de todos os processos em tramitação sobre educação doméstica em primeira e segunda instância, para que houvesse um julgamento da causa pelo STF. Agora, o tema está pronto para julgamento pelo Supremo, aguardando apenas inclusão na pauta pela Ministra Carmem Lúcia. Segundo a Aned (Associação Nacional de Educação Domiciliar), cerca de sete mil e quinhentas famílias aguardam o resultado do julgamento.

Em 2015, o Mec reconheceu 178 organizações educacionais brasileiras como inovadoras e criativas. Algumas são espaços não institucionalizados, não escolares.

Ela é mãe e é uma das pessoas que idealizou o documentário que indico aqui.

Vejam o que ela contou:

“Viver o Mundo” conta a história de mães e pais com filhos ainda na primeira infância que decidiram educar seus filhos fora da escola. Sem querer dar conta de toda a complexidade e polêmica que envolve a questão, buscamos ouvir essas experiências e os argumentos que levaram essas famílias a trilhar um caminho diverso do convencional, ou convencionado.
Após essa aproximação (pelo documentário e pela pesquisa), minha impressão é de que educar fora da escola não é um caminho para todos, certamente não para mim, mas é a escolha de diversos pais que certamente não promovem abandono intelectual dos seus filhos. Entendo que, especialmente num país que lutava pela universalização do ensino há menos de duas décadas, com falta de oferta de creches, em que creches domiciliares improvisadas ainda são uma alternativa, não por opção, mas por falta de opção, essa discussão torna-se mais complexa ainda. Mas, não vejo sentido em criminalizar as ações dessas famílias.

“Viver o Mundo” foi muito importante pra mim não só como percurso formativo, mas para pensar o tema da educação domiciliar, da educação parental, especialmente na primeira infância e para refletir como meu lugar de mãe.

Como mãe que optou pelo Uschooling por um período para cada um dos três filhos, me vi nos relatos e me senti muito representada.

Quero saber sua opinião também.

🙂

Assistam, pesquisem e tirem suas próprias conclusões, porque esse assunto ainda vai repercutir.

 

 

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Sam Shiraishi

Cristã, jornalista, mãe de Enzo, Giorgio e Manuela, casada com Guilherme. Paranaense que caiu de amores pela Mooca em 2005. Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena.

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