Tem um imenso valor no erro – e no recomeço também!

Já pensaram que cada vez que a gente começa algo novo – aprender um idioma, testar uma receita, começar uma faculdade – ou recomeça – a academia, um novo emprego, uma nova amizade, estamos mostrando aos nossos filhos, pelo exemplo positivo, que podemos errar e tentar de novo?

Tem um imenso valor no erro e no recomeço também!

Permita-se viver cada fase da sua vida fazendo o melhor e tenha orgulho de contar para seus filhos das vezes que precisou redefinir a rota, num “Waze da vida real”.

☺🙃🙂

Mas Sam, começar algo novo é fácil, você não sabe o quanto é exigente “recomeçar” depois de uma perda.

Na verdade, eu sei, creio que todo ser humano sabe… nenhum relacionamento humano é imune a percalços (nem mesmo de uma mãe com um filho, como descobrimos facilmente na adolescência!), por isso todo mundo já sofreu.

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Frase perfeita e o perfil da Cat é lindo! 💞 #maecomfilhos #Repost @opulodacat ・・・ Usar a nossa dor, a nossa experiência para levantar o próximo também é um grande aprendizado 😉 . #comecehoje #pensediferente #ajudar #ajudaroproximo #aprender #vivencias #experiencias #frasedodia #conhecimento #evoluir #empatia #alma #pensamentododia Participe do grupo Mães (e pais) com filhos facebook.com/groups/maecomfilhos 🙂 Estamos também no maecomfilhos.blog.br e facebook.com/maecomfilhos (por @samegui 👩‍👦‍👦mãe dos nerds #aos18 e #aos15👩‍👧e da pequena #aos5) 😘 #mãesreais #momblogger #attatchmentparenting #criacaocomapego #maede3 #abracosquecuram #encontrosquetransformam #forçameninas #maeefilha #maedemenina

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Como recomeçar, então, após uma perda, uma frustração, uma decepção? 

Bom, eu oro. Entrego minha vida nas mãos de Deus e não questiono quando as coisas não seguem exatamente meus planos. Para mim, dentro da minha fé, é o que tem me sustentado diante de situações adversas e o que tem garantido minha paz.

E considero realmente valioso nos permitirmos um luto. O tempo de sentir muito porque alguma coisa acabou, porque não deu certo, porque o sonho se desfez.

Fingir que as coisas ruins não aconteceram e seguir em frente com pressa é quase tão ruim quanto ficar amargurando e ruminando tudo por um longo tempo.

Uma amiga minha muito querida tem sofrido o luto por um relacionamento desfeito. Ela demorou muito para aceitar conversar comigo ou com a própria familia sobre o assunto, mas quando o fez, sinto que se aliviou. De minha parte, por conta da minha própria experiência diante de frustrações, simplesmente ofereci abraço, um café, um tempo junto antes dela ter condições de se abrir.

E creio que tem que ser assim: cada um tem seu tempo e a gente tem que respeitar, tanto o tempo do outro, quanto o nosso. 

 

Gostei destas dicas também:

1. Permita a você mesmo sentir os sentimentos naturais de serem sentidos nesta situação, sem guardá-los e sem mascará-los. Se tiver que chorar, chore. Se tiver que falar do sofrimento, fale. Se tiver que sentir raiva, sinta. Se tiver que pensar sobre isto pense.

2. Sentimentos e pensamentos desagradáveis  vão se espaçando. Depois de ter permitido a você mesmo sentir, pensar, chorar, comece a traçar novos objetivos de vida.

3. Traçar pequenos planos para cada dia pode ser uma forma de recomeçar, aos poucos, fazendo o que é possível de ser feito naquele dia, em vez de apenas traçar planos impossíveis para o momento.

4. Procure entender o recomeço como sendo uma nova oportunidade de vida, em vez de pensar o recomeço como sendo um fracasso pela perda que aconteceu.

O que você precisa recomeçar hoje? Tome coragem e dê o primeiro passo.

 

E fica aqui uma poesia para iluminar este recomeço:

“Recria tua vida, sempre, sempre.
Remove pedras e planta roseiras e faz doces. Recomeça.”
Cora Coralina

Cora Coralina, pseudônimo de Anna Lins dos Guimarães Peixoto Bretas, (1889 -1985) foi uma poetisa e contista brasileira. Considerada uma das mais importantes escritoras brasileiras, ela teve seu primeiro livro publicado em junho de 1965 quando já tinha quase 76 anos de idade, quando a maioria de nós já acha que é hora de parar!

 

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Sam Shiraishi

Cristã, jornalista, mãe de Enzo, Giorgio e Manuela, casada com Guilherme. Paranaense que caiu de amores pela Mooca em 2005. Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena.

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