O valor do brinquedo que não é brinquedo

A Semana Mundial do Brincar 2018 aconteceu no fim do mês de maio e tivemos a oportunidade de participar de duas oficinas oferecidas pela rede @ninguemcrescesozinho no Sesc Bom Retiro.

O tema deste ano foi “Brincar de Corpo e Alma” e as vivências trouxeram, além de momentos de muita diversão aos pequenos, uma importante reflexão a nós adultos que, cada vez mais, tendemos a ter um controle maior das atividades das crianças, mesmo se tratando do brincar.

O livre brincar, para as crianças, significa uma explosão de criatividade e desenvolvimento. Peter Gray, psicólogo e professor da Universidade de Boston, em seu livro Free to Learn, lembra do potencial inato que elas têm de criar e explorar e enfatiza

Nada do que nós façamos, a quantidade de brinquedos que compramos ou “tempo de qualidade” ou atividades extras que oferecemos, pode compensar a liberdade que tiramos das crianças. As coisas que elas aprendem por meio da iniciativa delas, no livre brincar, não pode ser ensinada de outra maneira”.

Pensar nisso significa dar lugar ao ócio, mesmo que possa parecer enlouquecedor em tempos como hoje, em que criamos o hábito de preencher nossa rotina com inúmeras tarefas, e também viver sob o mantra de que “menos é mais”, isto é, para brincar não é preciso de muito mais do que tempo, alguns armários abertos, imaginação e alguma bagunça.

Nota da editora:

Falamos muito do brincar no blog e eu, em particular, sou muito apaixonada pelo movimento do Brincar Desestrurado, sem falar que no último ano fiz um ano de “Unschooling” com minha caçula.

 

Tudo caminha para o mesmo lado, que não é diferente do que a Alexandra escreveu neste post e, como no Minimalismo (tão na moda e ao mesmo tempo tão antigo!), o menos é mais é o ponto alto!

Em casa, pronta pra curtir um filme tranquilamente com meu marido, às 19h de uma sexta-feira depois de uma semana cheia de compromissos de trabalho fora, lembrei de quando eu me estressava com a bagunça e o final de semana era sinômino de cansaço com compras, faxina, roupas… Livros, documentários e uma ressignificação do que tem valor para mim me ajudou a me organizar e viver bem sem ajuda, como "no primeiro mundo". (marido e filhos não ajudam, são donos da casa também) O último livro que li é esse: Menos é mais. Completou as obras de Marie Kondo e me ajudou a tirar os últimos 3 metros cúbicos de desapegos daqui de casa. #obrigadasenhor #menosémais #menospresentemaispresença #lardocelar #dolcefarniente

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Alexandra Sumadossi

Paulistana, 30 anos, mãe da Luiza #quase2. Educadora, eterna estudante e curiosa por natureza. Está sempre procurando estratégias para conciliar a maternidade e a vida profissional. Trabalhar com crianças diariamente possibilita explorar um novo ponto de vista em relação à ser mãe e também traz o desafio de ter claro que a pedagogia não é resposta para tudo no mundo materno. Ama viajar e encanta-se com a pluralidade que o mundo nos proporciona. Gosta de aproveitar tudo que São Paulo oferece e não dispensa uma passadinha em uma livraria. É apaixonada pela sétima arte, se perde em listas de cinema em streaming e é maratonista de séries. No Instragram: @sumadossi. Leia os posts: http://www.maecomfilhos.blog.br/author/sumadossi

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