Meus “Kefilhos”

Há cerca de um ano fui apresentada ao Kefir pela minha amiga Viviane. Eu não tinha idéia do que ela estava falando, era total novidade pra mim… não sabia se era comida, um tipo de biju, um lugar ou qualquer outra coisa. Corri na internet pra saber e depois de alguns minutos de pesquisa, pude entender que tratava-se de um leite fermentado por uma colônia de microrganismos e bactérias, tipo um iogurte probiótico, porém muito mais poderoso nutricionalmente falando. Considerando que minha amiga é nutricionista e super cuidadosa com a alimentação da família, fiquei muito interessada e quis conhecer.

Fui na casa da Viviane e ela me mostrou como cuidar, me deu pra experimentar e eu amei! Eu nunca mais precisei comprar iogurtes cheios de conservantes e aromatizantes… além de ser super saudável, ainda economizo muito. Acredito tanto nos benefícios do Kefir que ofereço sem medo para meus filhos, comentei até com o pediatra deles e ele achou melhor do que iogurtes industrializados porque é possível controlar o açúcar.

Aprendi muitos modos de utilizar. Aqui em casa o Kefir vira iogurte convencional batido puro,  com frutas, misturado com mel, compotas, etc… também faço cream cheese (outro que nunca mais comprei!), uso em receitas no lugar de leite… um sucesso! Semana passada a Sam aqui do blog postou até waffles feitos com kefir – confere lá!

Receita de waffle caseiro com kefir

 

Por se tratar de organismo vivo, ele cresce. Quando fica muito grande, é possível separar uma parte e congelar. Ele sobrevive até 2 anos congelados. Eu já congelei para viajar. Congelei em torno de 10 dias e depois ficou perfeito. Eu sempre mantenho um pouco no freezer como “backup”, caso haja algum problema com minha colônia, sempre tenho outra no freezer, mas nunca aconteceu.

 

As mudas de kefir, como são chamadas, não são comercializadas. Elas normalmente são doadas. Nas redes sociais existem grupos sobre cultura de kefir e também há sites que tratam do assunto, basta escrever kefir na busca para encontrar muito material explicando e demonstrando como cultivar, mas vou explicar resumidamente como faço com meus “kefilhos”.

Existem dois tipos, o de água e o de leite. Eu uso de leite e vou falar dele. 

DagnyWalter / Pixabay

O kefir de leite se alimenta da lactose presente no leite, então, qualquer leite serve desde que tenha lactose. 

Em todas pesquisas que fiz, é recomendado não utilizar utensílios metálicos. Uma explicação que encontrei é que pode gerar corrente elétrica e matar a colônia. Não sei se é mito ou verdade, mas preferi não arriscar. Para cuidar do kefir, é necessário um pote de vidro esterilizado, uma peneira de plástico e uma colher de plástico ou madeira. O kefir deve ser colocado no pote de vidro, na proporção de meio litro de leite para cada colher de kefir. (como aqui o consumo é alto, independente do tamanho da colônia eu coloco 1 litro de leite, e funciona). O pote deve ser apenas coberto com papel toalha ou tecido e preso com uma borracha para evitar contato com insetos, mas não se deve fechar com tampa. Feito isso, basta aguardar de 12 a 36 horas para a fermentação do leite. Quanto mais tempo permanecer, mais ácido o “iogurte” fica. Quanto mais calor, mais rápida a fermentação e quanto mais frio, mais lenta.  Depois é só peneirar e separar a bebida em outro recipiente, aí repete o processo com a colônia no pote de vidro limpo (é bom ter pelo menos 2 para revezar).

Dá um trabalhinho porque esse processo tem que acontecer, caso contrário, a colônia morre, mas é fácil, rápido e muito saudável, pra mim, tem valido muito a pena, já está incorporado na minha rotina. Eu gosto muito do Kefir e também gosto muito de doar kefir, é uma sensação de entregar um tesouro para alguém. Eu pude compartilhar mudas com muitas amigas, com familiares e até com locais que doam (aqui na Moóca tem uma loja de produtos naturais que doa e recebe doações). Eu me sinto compartilhando saúde, Gratidão eterna à Viviane por compartilhar comigo algo aparentemente simples mas tão rico!

 

Nota da editora:

Gosto deste vídeo do médico Juliano Pimentel que explica o funcionamento do kefir no intestino. Eu sei que este medico em si é meio controverso, mas pareceu didático.

E esse da nutricionista Simone Bach que mostra um pouco dos cuidados com as colônias de kefir:

 

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Cibele Bilancieri

Sou cristã, tenho 37, sou guarulhense e atualmente vivo na Moóca. Casada com Guilherme, mãe do Heitor #aos 4 e Henrique #1ano. Sou feliz por poder cuidar pessoalmente dos meus filhos.

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