Letramento é uma coisa, alfabetização é outra…

Tem vários “tipos de letra”, sabia Manu? Vou escrever seu nome em algumas que eu sei. Mal fiz três, lá vem a pequena incluir a dos pontinhos… braille!

Como ela sabia?

Segundo minha filha, o segundo estilo “é da capa do gibi do Cebolinha e também a de fazer busca no iPad”… enfim, o #letramento acontece espontaneamente e ao contrário do que os apocalípticos previam, essa geração que já nasceu totalmente conectada e com acesso às telinhas móveis não deixará de tentar escrever a mão. Mas é preciso integrar os meios, mesclar a oferta de cultura e descobertas, oferecer espaços e mídias diversas, como as diversas paredes-lousa do nosso lar (essa é a da cozinha) ou pelo menos lápis e papel.
😉🙃

A partir desta experiência e de uma conversa com a professora da minha filha na EMEI (como sabem, a educação infantil municipal não alfabetiza), eu achei útil escrever sobre as diferenças de enfoque na apresentação dos “sinais gráficos” nesta idade.

Minha filha está evoluindo na fase da consciência fonológica. Ela já não registra uma boneca como um desenho com formato humano, ela pergunta como faz o som de “bo”, “ne”, “ca” e faz suposições sobre as letras que terá que juntar para dar o efeito desejado. Para minha surpresa, praticamente sozinha ela internalizou a ideia de que precisa das vogais para fazer o som das consoantes terem algum sentido e tudo aconteceu porque neste ano letivo tem uma menina com o nome quase igual ao dela.

O fato de ter uma letra diferente no final do nome, abriu uma percepção incrível dos fonemas para ela. Então já que o Y muda o som do nome da amiga e o que era Manuela se transforma em Manuely, tudo pode mudar com uma única letra.  

Do seu jeito, antes mesmo dessa habilidade fazer parte das atividades propostas pela escola, ela está entendendo como se dá a alfabetização.

Mas Sam, primeiro aprende a ler ou a escrever? Segundo Lu Brites, do Neurosaber, é o estímulo dos sons que estimulam o processo.

Ah, então é por isso que a professora da Educação Infantil conta tanta historinha, tem música e muita rima?

Neste vídeo, Ana Flávia Alonço coloca em prática uma roda de leitura para Educação Infantil trabalhando a relação entre textos e ilustrações.

A alfabetização é o processo de aprendizagem onde se desenvolve a habilidade de ler e escrever, já o letramento desenvolve o uso competente da leitura e da escrita nas práticas sociais.

A alfabetização é o processo de ensino e aprendizagem de um sistema linguístico e da forma como usá-lo para se comunicar com a sociedade. Através da alfabetização, o sujeito será capaz de codificar e decodificar uma língua, aprendendo a ler e escrever. Esse processo também habilita o sujeito a desenvolver diversos métodos de aprendizado da língua.

alfabetização
substantivo feminino
  1. 1.
  2. ped iniciação no uso do sistema ortográfico.
    • ped processo de aquisição dos códigos alfabético e numérico; letramento.
  3. 2.
  4. ato de propagar o ensino ou difusão das primeiras letras.
O letramento é o estado que um indivíduo ou grupo social alcança depois de se familiarizar com a escrita e a leitura, possuindo uma maior experiência para desenvolver as práticas do seu uso nos mais diversos contextos sociais. Um individuo letrado é capaz de se informar por meio de jornais, interagir, seguir receitas, criar discursos, interpretar textos, entre outros.
letramento
substantivo masculino
  1. 1.
  2. ant. representação da linguagem falada por meio de sinais; escrita.
  3. 2.
  4. ped incorporação funcional das capacidades a que conduz o aprender a ler e escrever.
Entenda neste vídeo:

“Letramento é o resultado da ação de ensinar ou de aprender a ler e escrever, o estado ou condição que adquire um grupo social ou um indivíduo como conseqüência de ter-se apropriado da escrita.”
Magda Soares

P.S. É professora ou mãe em homeschooling e quer saber mais? Aqui tem uma cartilha do MEC que eu achei interessante. 😉

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Sam Shiraishi

Cristã, jornalista, mãe de Enzo, Giorgio e Manuela, casada com Guilherme. Paranaense que caiu de amores pela Mooca em 2005. Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena.

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