Filho que só dorme com os pais! O que fazer?

Um pedido de ajuda surgiu no nosso grupo:

Filho que só dorme com os pais! O que fazer?

A mãe de um garotinho de 8 anos nos perguntou:

– Até quantos anos seus filhos dormiram com vocês?

Ela contava que até os 7 anos o filho dormia na cama dos pais e que ainda pede para adormecer com eles e que sente que esse hábito tem feito mal ao seu casamento.

Eu deixei meu relato para ajudar. Ninguém tem a resposta perfeita e eu creio que cada família tem seu jeito, evito ditar regras. Mas saber da experiência real das pessoas me ajuda a encontrar caminhos para melhorar o que acho importante.

Então… aqui em casa tem sido assim:

Minha filha de 5 anos ainda pega no sono abraçada comigo, na minha cama. O do meio pedia para ler um livro comigo e “pegar cheirinho” (ficar junto) até os 10 anos.

No entanto, meus 3 filhos dormiram no próprio quarto desde o primeiro dia em casa, o que me fez suportar várias críticas, claro!

Graças a essa decisão de não compartilhar o quarto ou a cama com eles, os três pegavam no sono e eu levava pra cama ou, no caso do maior, ele ia andando antes de efetivamente tombar de sono. Meu filho mais velho, que não citei aqui, pegava no sono lendo na própria cama desde os 4 anos, é muito afetuoso, mas sempre foi bastante independente. Ou seja, nestes hábitos também entra um componente individual, da personalidade de cada filho.

Mas voltemos à rotina do sono!

O que ajudou aqui foi manter hábitos de sono estáveis:

– horário para desligar aparelhos (o que me força a não olhar o celular por um tempo ou só ver TV só depois que a pequena dorme, por exemplo)

– rotina do banho para relaxar (cerca de 1h antes do horário de dormir)

ler e orar (outras atividades rotineiras calmantes que sinalizam o horário de dormir)

– fechar os olhos e dormir, sem delongas. Com minha caçula bastam 5 minutos para cair num sono profundo nos meus braços.

Essa rotina parece cansativa, mas garante meu tempo livre depois e a privacidade do quarto para o casal.

Conversei também com a psicóloga Jenyelle Grott Bach e ela trouxe algumas orientações práticas:

“O bom seria a mãe deitar com o filho na cama dele até ele pegar no sono. E sair do quarto. Se ele chorar… a mãe volta e fica mais um pouco com ele novamente…. E sai quando pegar no sono. No início, serão noites difíceis, mas estes choros tendem a diminuir”, explica.

A psicóloga é enfática:

“Não leve pra sua cama. E sim na cama dele, que aos 2 anos já pode ser trocada por uma caminha ou cama de solteiro com grades. Neste momento é um bom estímulo retirar o berço e usar como privilégio conquistar uma cama de criança maior. Se for preciso, coloque estas luzes de tomada ou abajur bem suave, caso sinta que o medo do escuro pode atrapalhar.”

Jenyelle também explica que nessa fase de filhos pequenos os dois, marido e mulher, precisam entender e ceder um pouco.

“Tentem colocá-lo pra dormir cedo pra que o casal possa ficar juntos, conversar, assistirem um filme, um jantar especial, após o pequeno ter dormido.”

E fica a dica, principalmente para as mães:

 

E aí, como você equilibra o sono dos filhos e a privacidade individual e o casal?

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Sam Shiraishi

Cristã, jornalista, mãe de Enzo, Giorgio e Manuela, casada com Guilherme. Paranaense que caiu de amores pela Mooca em 2005. Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena.

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