Fomos ver Tully e queremos que toda mãe veja também!

Desde que vi o trailer, fiquei curiosa para assistir ao filme “Tully”, novo longa estrelado por Charlize Theron que estreia em 24/05 em todos os cinemas brasileiros. Por isso, foi com bastante expectativa que participei da cabine de imprensa numa manhã de terça-feira.

Marlo (Charlize), é mãe de duas crianças e está prestes a dar à luz sua terceira filha. Já cansada com as demandas dos filhos e a dificuldade do final da gravidez, recebe do seu irmão (rico) a oferta de um presente para quando o bebê nascer: uma babá noturna, para que possa dormir e descansar melhor.

Inicialmente ela é contra, pois não pode conceber a ideia de uma estranha estar com seu bebê. Mas o que parece extravagância do seu irmão, passa a ser uma tábua de salvação quando ela se vê a beira de um colapso pela privação de sono e cansaço.

E então chega Tully, a babá de 20 e poucos anos com um sorriso doce, otimista, estranha, boêmia, incrivelmente legal e sábia demais para sua pouca idade. Com uma habilidade incrível para cuidar da bebê, Tully também passa a cuidar de Marlo “não é possível melhorar o todo, só cuidando de uma parte”.

Ter alguém para conversar, para confidenciar suas frustrações do rumo da vida, para ajudar a fazer cupcakes para o filho levar na escola ou limpar a casa, que se interessa e te ajuda a resgatar seus sonhos, que busca com você sua autoestima perdida, que não te julga, tem respostas francas com empatia e um olhar positivo para a vida.

Uma melhor amiga ou irmã para te ajudar a passar pelo tão difícil puerpério.

 

 

Isso transforma Marlo, que fica menos estressada, mais paciente, mais bem-humorada e consegue lidar melhor com a rotina com as crianças e a casa.

Como esta fase ainda é bem recente em minha memória, já que minha pequena ainda nem completou dois anos e tive um puerpério bem doloroso, me identifiquei de cara.

Confesso que muitos momentos me deu uma tristeza infinita, vontade de chorar por mim e por todas as mães que sofrem tanto neste período – por pura exaustão.

Pela falta da “tribo”, daquele conhecido ditado “é preciso uma aldeia inteira para educar uma criança”. Em como é solitário e difícil este caminho. E como uma “Tully” é benção na vida.

E apenas por isso, para tentar mostrar as pessoas a importância do cuidado e da preciosa ajuda para as mães, de tentar provocar empatia em pais, familiares e amigos, o filme já valeria a pena.

Mas então ele sofre uma reviravolta surpreendente. Que nos traz outras reflexões – que merecerá novo post (mas aí com spoilers) depois que a nossa querida psicóloga Nívia assistir ao filme.

“Mesmo antes da reviravolta, fiquei emocionada ao ver tantas cenas com uma personagem feminina simplesmente cuidando de outra personagem feminina. Isso me fez perceber o quão raro isso é nos filmes, e então a reviravolta aprofunda, porque é sobre o autocuidado. – Charlize Theron”

Reflexões sobre as decisões que tomamos ao longo da vida, do lembrete de que a protagonista está vivendo a vida que ela queria – e essa escolha é válida, mesmo que decepcionante às vezes. E, principalmente, as decisões que tomamos ao longo da vida como mulher que nos levam a este ponto.

Tully não é uma solução, é um resgate e um lembrete de que devemos ser cuidadas.

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Viviane Koyama

Vivi Koyama, apaixonada por ser mãe do Gustavo #aos7 e da Melissa #1ano. Tenho 39, sou RP, adoro livros, escrever, viajar, sonhar acordada, ouvir música, assistir séries, bater papo - tudo que faço bem menos do que gostaria. Já fui bem mais conectada, estou em uma fase de valorizar os momentos offline e de sentir uma gratidão imensa pela vida. Deus é maravilhoso!

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