Climatério: entenda os cuidados e os riscos para a mulher

Vivo me perguntando se já estou no climatério. Minha vó materna foi submetida a histerectomia com pouco mais de 30 anos, minha vó paterna foi mãe pela última vez aos 42 anos – eu fui com 40, estou ali! No meio disso, salvo as histórias de minha mãe, minhas tias e assim vou tentando me colocar neste momento de vida madura.

🙂

Não sinto nenhum problema ainda e não quero sentir, por isso acompanho minha saúde e, sobretudo, conheço meu corpo. Não ter usado hormônios no planejamento familiar me ajuda a saber direitinho como tudo funciona em mim.

Mas ele vai chegar!

Dra. Flávia Fairbanks explica que o climatério é um momento marcante na vida da mulher, período em que há declínio da função ovariana, iniciando-se geralmente após os 40 anos, leva a sintomas como fogachos e alterações urogenitais.  Ele inclui a ocorrência da menopausa, que é a última menstruação espontânea, associada a um período de amenorreia de 12 meses consecutivos.

Um olhar sobre os sintomas e as consequências da puberdade precoce

 

Durante esse momento 50% das mulheres apresentam sintomas que afetam sua saúde, por isso é preciso tomar alguns cuidados nesse período e ficar atenta aos exames para que se faça uma avaliação dos riscos de osteoporose, assim como a investigação de doenças cardiovasculares, hipertensão, doenças provocadas por disfunções hormonais, cânceres.

O Brasil tem hoje aproximadamente 15 milhões de mulheres com idade entre 50 e 70 anos, um contingente que corresponde a 6,4% da população feminina atual do total de 96 milhões, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), grande parte delas estão passando pelo climatério e também por potenciais sintomas da menopausa que podem ter um impacto negativo na qualidade de vida diária.

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As ondas de calor, chamadas de fogachos é a principal queixa das mulheres, frequente em cerca de 75%. A presença dos calores varia de uma ou duas ocorrências por semana, sendo até duas por hora. Os sintomas que atrapalham o dia a dia dessas mulheres podem ser controlados mantendo um estilo de vida saudável, com dieta, atividades físicas diárias e sem estresse emocional.

A depressão, a irritabilidade e alterações do sono, são as consequências da experiência dos fogachos, no cotidiano, que também estão relacionados ao desequilíbrio na produção dos hormônios femininos. Outra queixa frequente é a falta de libido, já que a testosterona tem uma queda no climatério.

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Diante desses sintomas algumas mulheres enxergam no uso da reposição hormonal uma solução para amenizar essas manifestações, mas é preciso tomar cuidado já que o tratamento não é indicado para as mulheres com câncer de mama ou endometriose, com trombose e problemas de coagulação. Nesses casos é preciso uma profunda avaliação individual em relação ao início desse processo.

Como minha mãe sofreu muito com o espessamento do endométrio por conta da reposição hormonal, espero poder evitar este tratamento!

O melhor para a paciente que passa pelo climatério é que ela faça acompanhamento em conjunto com o ginecologista e o endocrinologista.

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Do ponto de vista genético, a mulher já nasce com um número de óvulos contados e já sabe quando vão acabar, porém do ponto de vista hormonal existem métodos para aliviar os sintomas do climatério, como manter uma alimentação saudável, com prática de exercícios, uso da reposição hormonal, mas não é possível adiar ou adiantar a menopausa.

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Sam Shiraishi

Cristã, jornalista, mãe de Enzo, Giorgio e Manuela, casada com Guilherme. Paranaense que caiu de amores pela Mooca em 2005. Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena.

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