Casa Segura: 13 cuidados essenciais em casa para a proteção de bebês e crianças

Quando Melissa tinha por volta de 9 / 10 meses, estava engatinhando e arriscando uns passinhos de um lado a outro. Ficou radiante de felicidade com a liberdade recém-descoberta e, nós, ficamos de novo às voltas com preocupações do que ela poderia alcançar e colocar na boca, onde pode bater, se machucar etc.

Meu querido vaso de Lírio da Paz, que está na família desde que eu e o marido fomos morar juntos, passou por terrível provação (rs). Minha doce pimentinha adorava arrancar suas folhas, aos pouquinhos e em pequenos pedaços. Era preciso ter sempre uma cadeira em volta para proteger o vaso – e também a bebê, que cisma em comer as folhas.

O armário cheio de potes e tampas é um verdadeiro parque de diversões. Um minuto de distração e tudo está ao chão.

E esta deliciosa fase de descoberta nos leva a tomar alguns cuidados básicos em casa:

1) Coisas espalhadas pela casa: não tive este problema com o Gustavo. Era fácil eu e o marido deixar a casa em ordem e pronto. Mas com o irmão mais velho, gente do céu… TO-DO DI-A eu preciso repetir para não deixar os benditos brinquedos de peças pequenas espalhados. Minha luta com os mais de 100 bonequinhos Pokemóns minúsculos é exaustiva. O Gu até organiza seus brinquedos, fecha a porta do quarto quando vai brincar com os que têm peça pequena, exatamente para a irmã não pegar, mas volta e meia encontro algum pela casa. Além de brinquedos, vale ficar de olho em anéis, brincos, moedas, sacolas plásticas, pilhas e qualquer outro objeto menor que pode ir parar na boca de um bebê curioso. E aqui, Melissa coloca absolutamente tudo que encontra na boca.

2) Mudança na decoração: não sou de ter muitos bibelôs em casa e, com o Gu, não me recordo de ter tirado nada do lugar por conta dele. Mas desta vez algumas coisas que ficavam mais nas extremidades do rack, por exemplo, passaram para um lugar de difícil acesso… assim, a mocinha curiosa não puxa e derruba em sua cabeça. Vale a pena dar uma olhada no que pode ser afastado, guardado por um tempo ou colocado em uma prateleira mais alta.

3) Toalhas de mesa / panos: teve um caso triste de uma criança que puxou a toalha que estava embaixo da TV – que caiu sobre ela e, infelizmente, foi fatal. É mais um item para ficarmos atentos, qualquer pontinha é um atrativo e a criança vai mesmo puxar para ver o que é – e tudo que estiver em cima pode cair sobre ela. Panelas e pratos com coisas quentes, eletrônicos, bolsas, talheres, copos.

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4) Não tenho escadas em casa, mas quem tem atenção! Aqueles portões de proteção são ótimos para evitar que a criança tente descer ou subir sozinha – e lembre-se de mantê-lo fechado sempre que passar por ele, hein?

5) Proibida a entrada: banheiro e lavanderia devem ser locais com acesso totalmente proibido. Deixe portas fechadas ou, se não tiver, vale o portãozinho que é usado para escadas aqui também. Usar trava para o vaso sanitário também é uma indicação recorrente, para evitar o risco de a criança cair e se afogar: lembre-se que, nesta idade, o peso da cabeça é maior que o do corpo e crianças pequenas podem se afogar em poucos centímetros de água, como a da privada ou de um balde. Acesso ao vaso sanitário e a produtos tóxicos, que oferecem muito perigo para as crianças, não pode ser facilitado.

6) Protetores de quina: se há mesas de vidro ou móveis com quinas pontiagudas pela casa, vale a pena comprar protetores de quina para “amortecer” possíveis tombos e desequilíbrios do bebê – evitando maiores danos e cortes perigosos.

7) Protetores para tomadas: a Mel AMA as tomadas de casa! Se a gente distrai, lá vai ela tentar colocar seus dedinhos dentro dos misteriosos buraquinhos. Como aqui as tomadas são do novo modelo, não tem risco de colocar o dedo dentro. Mas ainda existe o de colocar algum objeto fino, por exemplo. Colocamos protetores de tomadas e, bem… ela aprendeu a tirar em menos de dois dias. Por aqui, repetidamente, temos dito o “não” e a “bronca” e ela já entendeu que não pode. Mas isso não quer dizer que respeita sempre… então fique de olho.

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8) Fios: temos apenas fios de carregadores de notebook e celular mais visíveis – e nos forçamos a criar o hábito de tirar de circulação, usar em locais altos e jamais deixar na tomada para evitar que ela pegue. O risco é puxar, cair em cima ou ainda colocar o que não deve na boca. Canaletas ajudam a esconder os fios, assim como deixá-los atrás dos móveis. Imagina puxar o fio de um aparelho de som, TV ou monitor e cair na criança? Melhor prevenir…

9) Trava nos armários e gavetas: de novo, não usei com o Gustavo e já coloquei na lista para o marido providenciar para a Mel. Outro dia ela ficou em pé se apoiando nas gavetas do quarto do irmão, a gaveta abriu e – por sorte – não prendeu os dedos dela. Ela ficou em apuros, perdendo o equilíbrio e tentando desesperadamente se manter em pé com a gaveta ameaçando abrir, começou a chorar e logo vimos. Graças a Deus, não aconteceu nada. Ela abre mesmo as gavetas e portas – e puxa tudo que encontrar.

10) Cozinha: a ida para a cozinha é bem restrita por aqui, mas permitida. Especialmente se estamos sozinhas e eu preciso estar lá preparando algo. Mas confesso que acho tenso e sou meio paranoica com os inúmeros acidentes que podem acontecer na cozinha. Nestes momentos, deixo brincar com a parte do armário que tem os potes de plásticos que ela tanto ama, assim se distrai e não vai para onde não deve. Cuidado com cabos de panelas – manter virados para “dentro” e cozinhar usando preferencialmente as bocas da parte de trás do fogão; manter longe facas, tesouras e sacolas plásticas; não manusear água fervendo com o bebê no colo ou aos seus pés; atenção às lixeiras! Mesmo tampadas, as crianças dão um jeito fácil de descobrir como abrir. Por isso, coloque a lixeira da cozinha/banheiro/lavanderia/quintal longe do alcance.

11) Portas: use protetores para que não fechem e prendam os dedos do bebê.

12) Bolsas fora de alcance: as suas ou as das visitas, são atrativas e podem conter de tudo: remédios, moedas, tampas de canetas, perfumes.

13) Tapetes, quinas, degraus: Quando ela completou 1 aninho, em consulta com a Odontopediatra, ela reforçou os alertas de segurança para evitar tombos – pois é incrível a quantidade de casos com crianças que se acidentam e perdem os dentinhos. E, além de doloroso e caro, muitas vezes é difícil de tratar. Segundo ela, tapetes que escorregam, quinas de móveis e degraus são os campeões para provocar tombos.

Por fim, fica aqui a dica deste material da ONG Criança Segura que é bem completo e tem várias orientações de cuidados para a proteção de nossas crianças: http://criancasegura.org.br/wp-content/uploads/2016/08/16-1.pdf

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Viviane Koyama

Vivi Koyama, apaixonada por ser mãe do Gustavo #aos7 e da Melissa #1ano. Tenho 39, sou RP, adoro livros, escrever, viajar, sonhar acordada, ouvir música, assistir séries, bater papo - tudo que faço bem menos do que gostaria. Já fui bem mais conectada, estou em uma fase de valorizar os momentos offline e de sentir uma gratidão imensa pela vida. Deus é maravilhoso!

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