Parece comigo, o documentário sobre a falta de representatividade negra no mercado brasileiro de brinquedos

Recebi um convite que me tocou o coração porque, como sabem, eu e minha filha Manu fomos voluntárias no Projeto Bunekas no ano passado. Ainda nos sentimos ligadas ao projeto, mas, por conta do meu trabalho e da escola dela, não temos mais conseguido ir na Oficina na IBAB às terças-feiras.

View this post on Instagram

E por falar em infância e amigas… o #takeyourchildtowork de hoje foi MUITO especial: Manu voluntariou no @projetobunekas (vestiu uma delas, o que já é bastante #aos4, né?) e pode reforçar com exemplo e vivência que #juntassomosmaisfortes e que a #sororidade muda o mundo. Digo que fazemos #unschooling, mas essa é uma das escolas mais incríveis que eu poderia sonhar oferecer para minha filha: testemunhar o trabalho de Michelli e ver tantas mulheres incríveis trabalhando arduamente para mudar a vida de meninas da Guiné Bissau 😊 Gratidão imensa @silviakivitz por ter nos apresentado. E neste dia perfeito, abracei também minhas amadas @alinekelly @celiamarques_ e Vilma 💞 #avidaélinda #abraçosquecuram #encontrosquetransformam #pequenasalegrias #contesuasbênçãos #maisamorsemfavor #menospresentemaispresença #maecomfilhos #obrigadasenhor

A post shared by Samantha Shiraishi (@samegui) on

Os problemas da ausência de bonecas negras no mercado brasileiro de brinquedos, da falta de representatividade e da interiorização de preconceitos na infância serão debatidos no próximo dia 19, às 20h, na Unibes Cultural, em São Paulo, com a exibição aberta e gratuita do documentário “Parece Comigo“. O filme, dirigido por Kelly Cristina Spinelli, aborda todas essas questões, e retrata o trabalho das bonequeiras que se mobilizam para mudar esse cenário por meio de seu artesanato consciente, enfrentando a gigante indústria de brinquedos.

Depois da exibição, haverá um bate-papo com a diretora e outras convidadas: Lúcia Makena, arte-educadora e especialista em produção de bonecas de pano Abayomi, e as gêmeas Tasha e Tracie, criadoras do blog/movimento Expensive $hit – por meio do qual promovem o empoderamento de mulheres negras que vivem nas periferias. A exibição faz parte da série de Sessões Videocamp – promovidas pela plataforma online Videocamp, que viabiliza que qualquer pessoa organize sessões de cinema gratuitas a partir de um catálogo de filmes de impacto.

Lançado em 2016, o documentário foi premiado pelo X Concurso Rucker Vieira, da Fundaj (Fundação Joaquim Nabuco), e inclui entrevistas de artesãs de bonecas negras, uma psicóloga social, e rappers negras, entre elas, a MC Soffia, que abordam a questão da representatividade e da interiorização de preconceitos na infância.

Para garantir a sua participação, é necessário se inscrever.

  • Serviço: Sessão Videocamp “Parece Comigo”
  • Data: 19 de abril (5ª-feira), às 20h
    Local: Unibes Cultural
  • Endereço: Rua Oscar Freire, 2500 – Sumaré / São Paulo

P.S. Viu a vó da MC Sofia no Programa da Fátima? Me lembrou do Projeto Bunekas!

 

 

Leia também:

Se o que você precisa não existe, então você terá que fazer!

 

Flávia e o bolo de chocolate, livro, receita e o Dia da Consciência Negra na escolinha

Sobre cabelos crespos e livros infantis

5 formas de combater o racismo na infância

 

The following two tabs change content below.

Sam Shiraishi

Cristã, jornalista, mãe de Enzo, Giorgio e Manuela, casada com Guilherme. Paranaense que caiu de amores pela Mooca em 2005. Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena.

Latest posts by Sam Shiraishi (see all)

Comments

comments

One Reply to “Parece comigo, o documentário sobre a falta de representatividade negra no mercado brasileiro de brinquedos”

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *