Meu respiro depois do mergulho da maternidade

Oi, gente! Tudo bem? Meu nome é Marina e sou a mais nova colunista do delicioso Mãe com Filhos!!! Carioca da gema, 35 anos, casada, mãe da Beatriz, de 8 anos, e da Cecilia, de 5 anos. Semana passada fiz meu primeiro post aqui e percebi que, ato falho, não havia me apresentado a vocês! Que descortesia!

Decor com filhos!!

 

Um espaço cheio de mães amigas e que compartilham suas idéias sobre maternidade e sobre a vida e eu entro no grupo e já saio falando sem me apresentar! Eita! Perdoem-me! Adoro falar! Adoro escrever! Então deixem-me corrigir meu erro!!!

Sou designer de interiores e cheguei pra conversar com vocês sobre decoração, casa, sobre o morar, sobre a forma como nos relacionamos com nossas casas!!! Adoro blogs e sou leitora assídua desde 2007, quando, inclusive, comecei um blog de decor chamado Coisas Que Me Inspiram, ainda não trabalhava com interiores (era advogada), mas já escrevia sobre o tema! Em 2009, com a gravidez da mais velha, deixei o universo da decor de lado e comecei a escrever no Mãerina, um blog pra falar sobre a maternidade! Naquela época a blogsfera era um grão de mostarda e quase todo mundo se conhecia! Era muito gostoso! Aprendi muito e os blogs exerceram um papel fundamental para me construir como mãe.

Acontece que a maternidade foi, pra mim, como um salto de um desfiladeiro para o mar:  quando você pula, aquele impulso é tão intenso, tão cheio de sensações e tão forte, que você mergulha fundo, muito fundo e vai aproveitando cada segundinho do mergulho, mas uma hora percebe que, por mais delicioso que seja aquele mundo ali você precisa começar a subir pra respirar.  A maternidade me puxou pra um mergulho delicioso e absolutamente transformador, mas quando precisei voltar à tona, já não estava mais ali no desfiladeiro, estava na água e precisava me reencontrar de novo! Foi quando, depois de muitas dúvidas e questionamentos, decidi seguir aquilo que meu coração me dizia! E larguei oficialmente o direito para virar designer de interiores.

Tornar-me designer de interiores foi natural, embora não tenha sido fácil. Trabalhar com algo que me motiva, em que acredito e que pelo qual sou apaixonada tem sido delicioso e me possibilitado estar presente na vida das meninas!

Sempre acreditei que a casa da gente deve ser lugar de acolhimento, que o morador deve, tão logo a chave rode na fechadura, se reconhecer em cada pedacinho da casa! Desde pequena sempre me vi fascinada pelas revistas de arquitetura e decoração da minha mãe, rasbiscava observações sobre os projetos, rasgava as páginas com ambientes que mais curtia e guardava numa pastinha, praticamente um Pinterest analógico! Sou dessas que anda na rua esticando o pescoço pra tentar fuxicar para além da janela alheia e tenta imaginar como é a pessoa que mora ali!

Como mãe, quero que minha casa seja um lugar onde minhas meninas possam aprender sobre o mundo, ver como nós nos comportamos, como esperamos que elas se comportem, aprender princípios que julgamos fundamentais para eles se estabelecerem no mundo como pessoas boas, éticas e dotadas de habilidades para seguirem seus caminhos deixando um rastro bom e memorável. Minha batalha pessoal é criar uma casa onde os ambientes nos servem e não o contrário! Onde eles sejam cenário de conversas, confissões, risadas, choro, silêncios e assim por diante…

Como designer, acredito que qualquer casa merece ser linda e repleta de afeto, um espaço onde a gente se sinta à vontade pra ser a gente mesmo, pra guardar nossas memórias e cultivar pontes que possam nos levar aonde queremos ir! Casa é espaço sagrado, aonde a gente acalma a mente, o coração e põe as coisas em perspectiva.

Quem é mãe sabe como difícil manter uma casa minimamente organizada e bonita quando os filhos começam a ocupar os espaços. Mas aqui vamos pensar juntas sobre isso, desconstruir esse ideal de que a casa perfeita deve ser cheia de tendências, sem manchas no sofá, sem brinquedos no chão. E começar a construir a idéia de que, casa linda é aquela cheia de vida e na qual os ambientes servem aos moradores, são usados, ficam gastos, mas cheios de memórias e histórias!!! Os filhos, afinal, são moradores da casa e merecem se reconhecer no espaço tanto quanto nós!!!

Marina Guanaes
The following two tabs change content below.

Marina Guanaes

Latest posts by Marina Guanaes (see all)

Comments

comments

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *