Abraços que curam

Sobre os #abraçosquecuram, tema de uma campanha da minha comunidade (IBAB) e que tem me feito repensar vários momentos da vida.

🙂

Li um texto (do qual ainda não descobri a autoria, se souberem, me avisem!) que falava de um jeito poético disso:

Abraço de filho deveria ser receitado por médico.
Há um poder de cura no abraço que ainda desconhecemos.
Abraço cura ódio. Abraço cura ressentimento. Cura cansaço. Cura tristeza.
Quando abraçamos soltamos amarras.
Perdemos por instantes as coisas que nos têm feito perder a calma, a paz, a alma…
Quando abraçamos baixamos defesas e permitimos que o outro se aproxime do nosso coração.
Os braços se abrem e os corações se aconchegam de uma forma única.
E nada como o abraço de um filho…
Abraço de “Eu Amo Você”.
Abraço de “Que Bom Que Você Está Aqui”.
Abraço de “Ajude-me”.
Abraço de “Urso”.
Abraço de “Até Breve”.
Abraço de “Que Saudade!”
Quando abraçamos somos mais do que dois; somos família, somos planos, somos sonhos possíveis.
E abraço de filho deveria, sim, ser receitado por médico pois rejuvenesce a alma e o corpo.

(Bruno Nascimento)

A ciência explica o valor deste contato físico tão cheio de afeto:

Os abraços são tão vitais para a saúde e desenvolvimento das crianças como a comida e a água.

Um bebê reconhece os seus pais inicialmente pelo toque e cerca de 80% da sua comunicação é feita através do movimento corporal. Portanto, é mais fácil comunicar com eles pelo contacto físico.

“Um abraço diz à criança que ela é amada, querida, protegida e que está em boas mãos, dando-lhe uma sensação de segurança de uma forma que as palavras não conseguem.”

Quem explica é a psicóloga Ana Margarida Marcão, da Oficina da Psicologia.

O que pensa e sente um bebê

E ela não está só.

A investigadora norte-americana Tiffany Field, diretora do “Touch Research Institute”, do Departamento de Pediatria da Universidade de Miami, estuda há mais de 30 anos o poder do toque ao longo das várias fases da vida, desde o nascimento à velhice, e não tem dúvidas de que o contacto físico é “muito importante”.

“Desde o abraço à massagem, o toque tem efeitos positivos na saúde, ajudando a reduzir a dor, a ansiedade e a agressividade, promovendo a estimulação do sistema imunitário, melhorando a saúde cardiovascular… e sem efeitos secundários.”

Curiosidade: ela se interessou pelo tema porque notou como os bebês prematuros melhoravam com o toque dos pais, o famoso canguru que já falamos aqui.

10% dos bebês brasileiros são prematuros e só agora há fraldas para acomodar esses pequeníssimos guerreiros

Gostou? Agora pense:

Quantos abraços (não) damos aos nossos filhos na correria do dia-a-dia? 

Assunto para pensar e mudar já e aproveitar enquanto temos pequenos que adoram abraços!

😉

P.S. Mas a psicóloga Carolina Martins Faria dá uma dica bem interessante: “mais importante do que a quantidade, é proporcionar abraços e manifestações de afeto enquadradas numa relação responsiva e sensível às necessidades do outro. Isto é, os abraços devem surgir de uma forma adequada ao contexto e aos sinais que nos são transmitidos pelo outro, respeitando as caraterísticas individuais de cada um, de forma a não serem intrusivos e percecionados como negativos”. E isso vale muito para os abraços públicos na adolescência!

Sam Shiraishi

Cristã, jornalista, mãe de Enzo, Giorgio e Manuela, casada com Guilherme. Paranaense que caiu de amores pela Mooca em 2005.
Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena.

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Sam Shiraishi

Cristã, jornalista, mãe de Enzo, Giorgio e Manuela, casada com Guilherme. Paranaense que caiu de amores pela Mooca em 2005. Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena.

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