Uso da internet por crianças e adolescentes

Uma coisa que não canso de falar agora que tenho uma menina que nasceu depois do iPad: é cada dia mais difícil controlar o acesso das crianças pequenas à internet e às múltiplas telas!

Meus filhos mais velhos nasceram antes de tudo isso – de notebooks e smartphones ao youtube e às redes sociais – pois são de 2000 e 2002. Mas a caçula, nascida em 2013, chegou ao mundo não somente em que toda tecnologia móvel estava ai, mas que estava dentro de casa.

Então, quando recebo materias de divulgação (leia-se, releases de imprensa) com conselhos de como orientar as crianças de acordo com as respectivas faixas etárias, fico curiosa, mas tenho um pé atrás. Ou os dois, quem sabe?

Depois da divulgação de estudos como postei outro dia, sobre o crescimento de casos de miopia em crianças pré-escolares por conta do uso de aparelhos eletrônicos, reforça para mim a necessidade de que a gente fale disso com todas as famílias o tempo todo!

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O rápido avanço da tecnologia faz com que as crianças tenham contato com smartphones e dispositivos conectados desde muito cedo e isso é um fato!

Mas nem por isso a gente precisa liberar tudo o tempo todo!

A pesquisa TIC Kids Online Brasil 2016, mostra que 69% das crianças e adolescentes entre 9 e 17 anos que têm acesso à internet a utilizam mais de uma vez por dia. Destas mesmas crianças, 10% delas afirmam ter acessado a internet pela primeira vez com 6 anos de idade ou menos anos.

“A proteção das crianças é uma tarefa desafiadora quando se pensa nos riscos associados ao uso imprudente das tecnologias. Embora qualquer usuário, independentemente da idade, possa ser vítima de uma ameaça na rede, os mais novos são especialmente suscetíveis a riscos que buscam tirar proveito de sua inocência”, diz Camillo Di Jorge, Country Manager da ESET no Brasil e especialista em segurança cibernética.

Um relatório da ESET revela que 88% dos pais estão preocupados com o que seus filhos acessam no ambiente online.

No entanto, apenas 34% deles adotam quaisquer medidas de proteção, como a instalação de uma solução de segurança ou aplicações de controle parental nos dispositivos.

Um exemplo: jogos online, como Pokémon Go.

5 dicas para que as crianças joguem Pokémon Go em segurança

 

Embora não tenha uma resposta conclusiva sobre qual idade começar a utilizar a internet, uma realidade é que as crianças não podem ser isoladas das tecnologias. Uma solução é autorizar os pequenos a usar os serviços sob a supervisão adequada dos pais e professores e instalar uma boa solução de controle parental nos dispositivos aos quais o filho tem acesso?

Pode ser.

Então seguem aqui os conselhos para orientar as crianças de acordo com as respectivas faixas etárias.

Menores de 5 anos

Na minha opinião, não deveriam usar nada sozinhos… mas, na realidade, usam. Minha filha usa, todos os meus sobrinhos e filhos de amigos acima de 4 anos usam!

  • O que acontece durante essa fase pode ter um enorme impacto sobre eles para o resto de suas vidas. Além disso, com a incorporação de tecnologia em uma idade até três anos, é essencial que você esteja um passo à frente para manter seus filhos seguros.
  • Tenha certeza de que seus dispositivos estão protegidos com uma senha, assim, eles não podem se conectar acidentalmente quando você não está por perto.
  • Invista em um software de controle parental, uma tecnologia poderosa que se torna um ótimo aliado na gestão de segurança.
  • Comece a falar sobre segurança online e estabeleça limites. Por exemplo, ressalte a importância de não falar com estranhos online e limite o uso de dispositivos.

De 5 a 9 anos

Essa foi a fase em que meus dois filhos ganharam notebooks da minha mãe (ah, os avós!) e que parte das crianças atuais ganham smartphones próprios. Se não usam os deles, os amigos da escola têm! 

  • Entre os cinco e os nove anos, há uma mudança na maneira como os pais e as crianças interagem com a tecnologia. Segundo um estudo da ESET, com a idade já mais avançada e uma maior percepção do ambiente, alguns pais tendem a apresentar mais de perto a tecnologia aos filhos deixando-os mais à vontade para navegar.
  • Certifique-se de que seus filhos acessem conteúdo apropriado para sua idade (filmes, jogos e até mesmo aplicativos). Para isso, geralmente há versões para crianças de alguns serviços populares, como o YouTube Kids ou o motor de busca Bunis, alternativa ao Google.
  • Se eles tiverem seu próprio aparelho de tablet ou celular, verifique se há limites para o que eles podem fazer com ele ou com os sites aos quais eles podem acessar.
  • Novamente, uma ferramenta de controle parental pode auxiliar nesse momento.

Acima dos 10 anos

A partir dessa idade, até mesmo para fazer atividades escolares no Fundamental 2, as crianças “precisam” ter acesso à internet. E por diversos motivos, precisamos começar a falar abertamente sobre a exposição de informações e os riscos das interações em redes sociais com estranhos e os perigos de compartilhar publicamente locais, fotos pessoais e informações familiares ou colegas de escola.

  • A TIC Kids Online Brasil estima que 86% das crianças e adolescentes têm perfil em alguma rede social.
  • Embora muitos dos sites de interação social possuam limite de idade mínimo de 13 anos para utilização do serviço, na maioria deles, caso a criança afirme no cadastro ter uma idade maior, não é possível contestar a veracidade da informação. Por isso:.
  • No geral, Di Jorge afirma que a tarefa dos pais é orientar as crianças para que elas desfrutem da tecnologia de maneira responsável e segura e entendam os riscos de navegar na internet. “Outra maneira de conversar, é transmitir a ideia de que existem pessoas mal-intencionadas no mundo digital, mas sem que haja uma proibição do uso das ferramentas digitais”, conclui o especialista.
  • Para saber mais sobre o tema, a ESET tem um Guia de segurança informática para pais e um site totalmente voltado aos que querem se aprofundar em relação aos riscos na internet, o Digipais.

E essa é a idade em que as crianças atuais começam a jogar online (oi, Minecraft!), acompanhar youtubers (indique os bons e acompanhe junto!) e manter amizades online, por redes sociais ou WhatsApp.

O que fazer sobre essa Geração Alpha? O mesmo que se faz com todas as gerações quando a família está presente: fique junto! 

Gloob apresenta pesquisa que traça perfil da Geração Alpha

Ah, amamos Minecraft, tá?

Os vídeos do Minecraft tiram o seu sono de mãe?

E indicamos aulas de programação para ensinar lógica!

Meninas devem programar! 

 

Lembre também de cuidar do seu comportamento online:

Sempre vale lembrar. Tá na rede, tá no mundo.

“A exposição da rotina da criança nas redes sociais deve ser evitada. Informações como a escola onde ela estuda ou cursos extracurriculares que frequenta pode ser útil tanto para as pessoas que elaboram trotes de sequestro quanto aos que estão realmente procurando uma vítima para sequestrar.”

 

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Sam Shiraishi

Cristã, jornalista, mãe de Enzo, Giorgio e Manuela, casada com Guilherme. Paranaense que caiu de amores pela Mooca em 2005. Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena.

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