Mães esgotadas com Síndrome de Burnout

Você já ouviu essa frase:

“a mãe perfeita não chora, não se desespera, não perde a sanidade e, acima de tudo, não existe”.

Ouviu e provavelmente concordou.

Quando vem o palpite no lugar do apoio.

 

Eu também. Mas… volta e meia eu me pego no final de um dia em que acordei antes do sol nascer, mandei os 3 filhos para aula, dei um jeito na casa e na roupa, fiz um milhão de coisas do trabalho no computador e no whatsapp, preparei o jantar, fiz pão para o dia seguinte (sim, eu tenho a escolha #comidadeverdade que é uma obrigação extra), dei banho na caçula, controlei o horário dos mais velhos e, quando deitei para descansar, fiquei pensando que poderia ter curtido mais um ou outro papo, lembrando da música que a caçula aprendeu na escola e eu praticamente não quis ouvir, do relato que o filho tinha sobre sua atividade extra na manhã, da história da aula de cálculo do filho universitário que eu cortei porque estava me dando nó no cérebro de humanas… 

Queria fazer como na música do Renato Russo, todos os dias, antes de dormir, lembrar e esquecer como foi o dia… o “sempre em frente, não temos tempo a perder” que ele canta é masculino. Mulheres parecem fadadas a viver do peso do que passou.

E essa coisa pesa muito quando a gente tem múltiplas atividades, concordam?

Acabamos exaustas, física e mentalmente, por isso não é surpresa constatar que estamos sofremos a síndrome de burnout.

Síndrome de Burnout é uma resposta do corpo quando ele foi é submetido a um estresse prolongado e intenso, tanto física quanto emocionalmente. Este é um problema comum para os profissionais que trabalham em contato direto com pessoas em situações de alto estresse, como médicos e enfermeiras, e não por acaso a síndrome foi descrita pela primeira vez no final dos anos 1960 para se referir ao desgaste sofrido por policiais. Psicólogos, assistentes sociais e operadores de telemarketing são outras das profissões mais expostas a este problema.

Esse problema, inicialmente relacionado aos executivos, é a cara das mães, mas poucos nos diagnosticam assim e menos gente ainda assume que está no limite. 

O agravante é que a síndrome de burnout provoca uma série de sintomas físicos que são facilmente confundidos com os de outras doenças, como dores de cabeça recorrentes, insônia, fadiga severa e dificuldades gastrointestinais, e de alguns problemas emocionais, como ansiedade, depressão, irritabilidade e distanciamento afetivo.

Se você não se identificou com estes sintomas, talvez se veja na rotina abaixo:

Ser mãe é um trabalho em tempo integral, 24 horas por dia, 365 dias por ano. A isto se acrescenta que muitas mulheres também trabalham e realizam a maior parte das tarefas domésticas.

Passa rápido! Pro bebê e pra você! Se cuide também!

 

Como evitar este problema?

O site Etapa Infantil tem algumas dicas que achei boas:

– Aprenda a priorizar as tarefas realmente importantes.
Se no final do dia não tiver feito tudo o que você tinha planejado em sua agenda, não se preocupe. Não há necessidade de ser uma super mãe.

– Reserve algumas horas apenas para você.
Com crianças, é difícil encontrar tempo para você, mas se não se esforçar, será sempre relegada à segundo plano em sua própria vida. Portanto, não se esqueça de reservar algumas horas para relaxar. Você pode se dedicar ao que você mais deseja, como assistir a um bom filme, ler, comer com os amigos ou tomar um banho relaxante.

– Peça ajuda.
Não há nada errado em se apoiar nas pessoas mais próximas, como seu parceiro, pais ou amigos. Na verdade, se você espalhar as tarefas domésticas mais equitativamente terá mais tempo para si mesma, você vai estar mais relaxada e vai melhorar o relacionamento com sua família. Você também pode contratar uma babá ou uma empregada para lhe dar uma mão.

– Você precisa adotar um estilo de vida mais saudável.
O estresse não é apenas um problema emocional, mas também é determinado pelo seu estilo de vida. Uma dieta saudável, prática de atividade física e o aprendizado de técnicas de relaxamento irá ajudá-la a evitar o stress.

Você tem outras dicas? Conte pra nós!

 

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Sam Shiraishi

Cristã, jornalista, mãe de Enzo, Giorgio e Manuela, casada com Guilherme. Paranaense que caiu de amores pela Mooca em 2005. Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena.

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