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Medo de escuro: saiba como ajudar o pequeno

Nictofobia. Você provavelmente não conhece essa palavra, mas passa por essa situação toda noite.

É a fobia do escuro, um medo comum dos pequenos, mas que pode ser amenizado.

Sentir medo faz parte do desenvolvimento emocional dos seres humanos. É uma reação de proteção quando o cérebro acredita que algo vai nos fazer mal. O medo do escuro infantil, na maioria das vezes, não está associado à escuridão em si.

Por aqui, estamos no auge desta fase e, felizmente, ser mãe de terceira viagem me ajuda a reagir um pouco melhor, sem me desesperar nem apressar o amadurecimento da minha filha!

Como as crianças de três a sete anos têm a imaginação muito aflorada e, na hora de dormir, as luzes estão apagadas e os pais não estão por perto, elas ficam mais propensas a imaginar perigos.

Um simples rangido da cama pode ser o monstro que veio puxar o pé, a brisa que vem da janela é a bruxa que passou voando em sua vassoura e despertar no meio da noite é o vampiro que veio sugar o sangue.

(Me lembra a música Sono de Gibi, do Palavra Cantada)

 

As crianças em idade escolar, que começam a compreender que existem coisas e pessoas perigosas no mundo real, pode ter medo de ladrões entrarem em casa se as luzes estiverem apagadas, por exemplo.

Essas são explicações comuns das crianças que têm medo de ficar em um local escuro, especialmente na hora de dormir.

E é por isso que os adultos têm que explicar a diferença entre o mundo real e a ficção, além de proporcionar conforto e segurança às crianças.

Conforme os pequenos crescem, eles passam a separar melhor a fantasia da realidade. Nessa fase, o papel dos pais é muito importante para explicar o que realmente representa um perigo, pois eles ainda são muito ingênuos para isso.

Diante dos próprios medos, os pequenos podem se recusar a ir para a cama, ir dormir mais tarde do que o relógio biológico precisa, apresentar choros compulsivos, crises de ansiedade, tremores e suor frio. Fazer xixi na cama também pode ser um sinal de que o medo está fora de controle.

Se essa situação é comum no seu lar, algumas táticas baseadas em evidências, carinho e paciência podem funcionar.

Por aqui, uma das primeiras providências, que ajudou demais, foi cortar desenhos animados (e TV para a pequena) depois que escurece. Como ela estuda de manhã e entra na escola às 7h, assim que escurece o cansaço começa a bater e daí ela já sabe que me ajuda com o jantar e depois da refeição em família (sem TV nem celulares dos irmãos adolescentes à mesa), a gente vai tomar banho, ler um livro, orar e dormir. A rotina também transmite segurança e tranquiliza a criança sobre os riscos externos, além de reduzir a imaginação que corre solta nesta fase!

Veja algumas algumas dicas* para ajudar a acabar com os medos:

Entenda de onde vem o medo do seu filho
Pergunte aos pequenos quais são os perigos do escuro. Ele provavelmente vai apontar personagens de filmes, de desenhos ou de videogames, ou outros que alguém mencionou para tentar assustá-lo.

As crianças que recentemente passaram por algum tipo de trauma, como um roubo na residência, um sequestro relâmpago ou abuso sexual, podem demonstrar medos de pessoas reais, como “homem alto” ou “mulher má”.

Combata o estresse diário
As crianças que ficam ansiosas por causa da escola, da separação da mãe, da quebra da rotina ou outros pequenos eventos cotidianos têm mais chances de sofrer de medo do escuro e ter pesadelos durante o sono. Durante o dia a dia, procure amenizar essas situações na vida do pequeno.

Reveja os horários de sono
A maioria das crianças sente sono entre 20 e 21h30. Porém, o relógio biológico de algumas pode trabalhar de forma diferente, fazendo com que o sono venha um pouco mais tarde, sem prejuízos para seu desenvolvimento.

Se você colocar o seu filho na cama cedo demais, ele terá dificuldade para dormir, e passará mais tempo acordado no escuro, o que dará a ele mais tempo para imaginar perigos e sentir medo.

Evite imagens durante a noite
O excesso de estímulos já pode atrapalhar o sono infantil, e quando esses estímulos vêm em forma de filmes, desenhos ou livros com personagens maléficos, eles podem transmitir medo aos pequenos.

Pais que assistem ao telejornal no mesmo ambiente em que a criança está também podem contribuir para isso, pois as notícias geralmente não são nada agradáveis e podem sensibilizar as crianças, mesmo se parecer que elas não estão prestando atenção.

Ofereça uma forma lúdica de proteção
Ter um bichinho de pelúcia para dormir pode funcionar em alguns casos. O item deve ser visto pela criança como uma forma de proteção e pode ser usado todas as noites, inclusive em viagens ou em noites na casa dos amiguinhos.

Um ritual noturno para que o pequeno se sinta protegido também pode ser útil. Borrifar um spray “antimonstros” embaixo de berço do bebê, pedir para o pequeno fechar a janela e colocar um cobertor especial tendem a deixar a criança mais segura para dormir.

Aposte nas luzes
Se o pequeno não suporta ficar no escuro, invista em um abajur ou uma lâmpada de tomada para deixar sempre ligado. É essencial que a luz emitida seja fraca para não atrapalhar o sono. Um ruído branco, como o barulho de chuva, também pode ajudar.

Evite deixar o lustre do quarto aceso, pois o excesso de luz afeta a qualidade do sono. Acender as luzes do banheiro ou corredor também não é boa ideia, pois você pode acabar desligando acidentalmente, o que vai deixar a criança apavorada no meio da noite.

Leia livros sobre o assunto
A leitura traz benefícios também para a segurança e a autonomia das crianças, especialmente quando ocorre na hora de dormir. Por isso, aproveite esse momento para ler um livro que trate justamente sobre o medo do escuro e sua superação. O pequeno, com certeza, vai se identificar.

(*com informações de Tainá Fantin, SEO Marketing)
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Sam Shiraishi

Cristã, jornalista, mãe de Enzo, Giorgio e Manuela, casada com Guilherme. Paranaense que caiu de amores pela Mooca em 2005. Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena.

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