Refeições em família tornam a criança mais confiante

Como são as refeições aí na sua casa?

Por aqui, sentamos todos juntos, oramos antes de começar a comer, dando graças e abençoando a refeição e só depois nos servimos. Depois das orações, admito, de vem em quando permitimos uma TV por conta do jornal da hora do almoço, mas celulares e iPads nunca ficam na mão. Isso permite que troquemos ideias neste horário, que eu preste atenção em quem comeu o quê, se mastigaram direito, como estão seus modos e tanta coisa que só quem come junto sabe!

“A mesa é um local que favorece a união porque as pessoas precisam ficar sentadas, se olham no olho e o diálogo acontece.”

Mas nosso padrão não é o normal.

Muitas famílias vivem em tanta correria que o filho só consegue terminar o sanduíche dentro do carro, o marido sai mais cedo e acaba comendo na padaria, na hora do jantar está todo mundo tão cansado que só o que vocês conseguem fazer é se jogar no sofá e comer um “macarrão no copo” ou umas esfirras na mão.

Falamos sobre essa realidade no review do livro “A experiência da mesa“, de Devi Titus, que amo!

E vale a pena colocar uma mudança neste jeito de viver como prioridade para o ano novo:

Uma pesquisa realizada com 34 mil crianças e adolescentes pelo Literacy Trust, uma instituição inglesa dedicada à alfabetização e incentivo à leitura, concluiu que conversar durante as refeições ajuda a criar filhos mais confiantes. Para chegar a esse resultado, as crianças responderam como era o momento das refeições em suas casas e algumas perguntas que indiretamente avaliaram suas habilidades sociais e comunicativas.

Veja os resultados:

  • 87% das crianças sentavam com as famílias durante a refeição, mas desse grupo uma em cada quatro não dialogava com os pais ou irmãos.
  • Entre aquelas que sempre comiam com os pais e conversavam durante as refeições, 75% disseram se sentir à vontade para participar de debates na sala de aula.
  • Entre os que não conversavam, esse número caiu para 57%.
  • Quando perguntados sobre como se sentiam ao falar na frente dos amigos na classe, no primeiro grupo 62% disseram se sentir bem, comparado com 47% no segundo.

Por meio desses parâmetros, os responsáveis pela pesquisa concluíram que conversar durante as refeições é uma ótima ferramenta para filhos e pais.

A pesquisa mostra a importância da comunicação em família. A mesa é um local que favorece essa união porque as pessoas precisam ficam sentadas, se olham no olho e o diálogo acontece. Mas essas trocas não devem acontecer só nesses momentos, ara as famílias que moram em grandes centros urbanos é difícil exigir que façam as três refeições reunidas. A dica é tentar reservar pelo menos uma delas para sentar e comer com calma. Se um dos pais não tem hora para chegar em casa, tente organizar a rotina pela manhã para tomar o café em família. Se as noites são mais tranquilas, comam juntos no jantar. O mais importante é que a refeição seja bem feita e vocês tenham tempo de conversar. Saber como foi o dia, quais as novidades na escola, se ele está gostando das aulas de natação, se tem falado com a avó… O principal é a interação e que os pais mostrem interesse pela vida dos filhos”, explica a terapeuta familiar Teresa Bonumá.

Uma dica valiosa: não deixe a tecnologia ficar sempre entre vocês.

  • Na hora de comer, desligue a televisão.
  • Checar e-mails no smartphone? Esqueça.

Receita fácil para fazer com filhos: pãozinho roseta

Outro ponto levantado pela nutricionista Marisa Resende Coutinho, do Hospital São Camilo (SP), sobre o valor de fazer refeições em família é a formação do hábito alimentar.

“As crianças menores ainda estão aprendendo a comer. Precisamos colocar os alimentos na mesa, fazer com que elas sintam o gosto e percebam o que estão comendo.”

Além disso, observar o que os pais estão comendo estimula a curiosidade da criança.

“Os pais são o grande exemplo em relação à alimentação. Não adianta você querer que seu filho coma cenoura se ele nunca viu você fazendo isso. A mesma coisa vale para os alimentos que você não quer apresentar ao seu filho: se a ideia é adiar a ingestão de refrigerantes, por exemplo, evite tomar aquela latinha na frente das crianças – elas com certeza vão pedir para experimentar!”

(Com informações da Revista Crescer e Antroposofia)

Sam Shiraishi

Cristã, jornalista, mãe de Enzo, Giorgio e Manuela, casada com Guilherme. Paranaense que caiu de amores pela Mooca em 2005.
Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena.

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