Três cuidados para ensinar aos filhos crescidos sobre o uso de antibióticos

Quando os filhos crescem e começam a sair sem a gente, algumas orientações são super importantes, evitam complicações e até garantem a sobrevivência.

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Foi por volta dos 12 anos que comecei a dormir na casa das amigas ou viajar sem meus pais, descobrindo que precisava saber direitinho minha realidade de saúde para poder contar caso precisasse de alguma ajuda. Ter uma predisposição orgânica para alergias me ensinou muito, desde pequena cuido com o que como e não tomo medicamentos sem conversar com o médico.

No meu caso, tenho alergia somente a um medicamento: sulfa. Por isso, sei que caso precise de ajuda na enfermaria (já aconteceu de precisar de atendimento na escola e poderia ter sido durante uma excursão num parque de diversões, por exemplo), além de dizer meu tipo sangüíneo, cito a alergia ao medicamento.

Lembro da primeira vez que viajei e deixei meus meninos com meus pais em Curitiba. Como moramos longe, os familiares precisavam de updates sobre as “crianças”, né? Um deles estava em tratamento médico (com 3 filhos, parece que tem sempre alguém exigindo cuidados extras!) e pela primeira vez orientei os garotos para que se cuidassem sem onerar a vovó.

Aproveitei para fazer um treinamento para possíveis viagens que possam surgir nos próximos anos, pois lembrei de uma amiga que tem filha um ano mais velha do que o meu e precisou orienta-la por whatsapp numa questão de saúde durante uma excursão para a Disney. Pois é, eles crescem e a gente não vai estar pertinho o tempo todo, por isso precisamos mesmo criar condições para que sejam independentes.

interação medicamentosa

Deixo aqui três dicas que devemos ter em mente e ensinar aos filhos maiores para se cuidarem caso estejam tomando antibióticos:

– Prestar atenção nos sintomas depois de ingerir a medicação. Se o antibiótico causar erupção na pele, coceira, dificuldade para respirar, manchas vermelhas na pele ou qualquer outra reação que não fazia parte do conjunto de sintomas inicial, é necessário procurar um médico imediatamente, se possível num hospital. Esses sinais podem indicar que você está tendo uma reação alérgica ao remédio e esperar os sintomas passarem pode agravar ainda mais o quadro.

– Evitar combinar medicamentos. Sabemos que é super importante informar ao médico os remédios que você já ingere antes que ele receite o antibiótico que você deverá tomar. Mas e quando algum sintoma aparece depois e alguém oferece um remédio para dor ou febre, por exemplo? Como leigos, não sabemos se os medicamentos que interagem entre si (por exemplo, antibióticos podem ter suas funções alteradas por analgésicos e anticoncepcionais, sabia?). Vale sempre reler a bula do medicamento, onde constam as possíveis interações e quais remédios evitar ingerir em conjunto. E um telefonema para o médico da família pode resolver esta dúvida, evitando complicações. Portanto, no caso dos filhos maiores, além das indicações sobre os horários e doses dos medicamentos, vale deixar o contato direto do médico.

– Interação com alimentos. Você sabia que o líquido mais indicado para acompanhar a ingestão de antibióticos – assim como de todos os outros medicamentos – é a água? Pois é! Se ingeridos com sucos, leite, refrigerantes, chás ou café podem acontecer reações químicas que comprometem sua eficácia. Em outro post contei que tenho tia e primos farmacêuticos na família e aprendi que isso acontece e a gente nem sabe. Por exemplo, os antibióticos com tetraciclina na composição (substância que reage na presença de cálcio) têm sua eficácia comprometida se ingeridos com leite. Por outro lado, alguns medicamentos podem até serem mais bem absorvidos quando na presença de uma bebida específica – mas isso deve ser indicado pelo médico, pergunte a ele na hora da consulta, ok? Outra dica de interação de medicamentos com alimentação é que fazer tudo no mesmo horário pode não ser legal. Enquanto alguns antibióticos são mais bem absorvidos se ministrados próximo da refeição, outros têm sua eficácia prejudicada se ingeridos nesse período. Novamente, pergunte ao médico sobre o melhor horário quando receber a receita.

E mais importante: nada de automedicação ou autogestão do tempo do medicamento! Medicamento é coisa séria e só o médico de confiança pode nos orientar.

(Com GSK)

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Sam Shiraishi

Cristã, jornalista, mãe de Enzo, Giorgio e Manuela, casada com Guilherme. Paranaense que caiu de amores pela Mooca em 2005. Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena.

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