Meu filho reprovou: e agora?

Nesta manhã, vi um vídeo das meninas do @soseducacao com dicas para filhos que repetiram de ano.

 

Nunca passei por isso como mãe. Nem como filha. Mas vi acontecer bem perto de mim, na família, e hoje sei que além dos cuidados com a parte educacional, temos que lidar com o psicológico e emocional.

Nos casos da família, os “repetentes” mudaram de escola e foi bom. Não sei se é a conduta indicada por especialistas, mas eu lembro do quanto colegas e professores tratavam quem repetia e continuava na escola com certo preconceito e como tinham pouca fé na mudança de atitute do aluno. Então eu diria que verificar se o ambiente continua saudável seria bom.

Depois, eu acho que valeria um acompanhamento com psicólogo. Não é uma longa terapia, mas dar a chance da criança/adolescente ser ouvido por uma pessoa com quem não tem vínculos afetivos fortes (e não tem medo de perder o amor!) seria bom pra deixar essa fase pra trás e lidar com o fracasso. Não tem dinheiro pra psicóloga? Marque um aconselhamento com o pastor ou um conselheiro da sua fé.

E em terceiro lugar, acho valioso a família notar se houveram mudanças significativas na rotina, na estrutura da família e no contexto de vida que possam ter afetado a criança/adolescente. Se tiver e não lidarem com isso, os problemas podem se repetir!

😉

Ah, e vale lembrar de uma fala do professor José Ivair Motta Filho:

“A repetência é um mecanismo que impede que alguém sem os requisitos necessários mude de etapa – e é importante entender que cada um tem o seu tempo. De que adianta passar no vestibular e entrar numa faculdade de Engenharia sem entender de Matemática? Afinal, é melhor ser repetente na escola que reprovado pela sociedade, pelo mercado de trabalho e pela vida.”

Sam Shiraishi

Cristã, jornalista, mãe de Enzo, Giorgio e Manuela, casada com Guilherme. Paranaense que caiu de amores pela Mooca em 2005.
Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena.

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Sam Shiraishi

Cristã, jornalista, mãe de Enzo, Giorgio e Manuela, casada com Guilherme. Paranaense que caiu de amores pela Mooca em 2005. Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena.

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