Crianças só têm uma infância, roube-as dela e elas a terão perdido para sempre

É isso… ou contra isso que luto, para a vida da Manu ser de criança, não de mini adulto vivendo uma agenda que agrada a vaidade dos adultos consumistas e competitivos.

Mas, para mudar isso, precisamos que mais pais acordem!

Crianças só têm uma infância, roube-as dela e elas a terão perdido para sempre.”

Antes de conhecer o mundo das letras, toda criança deve desenvolver outras habilidades mais importantes. Coordenação motora, linguagem e sociabilidade, por exemplo, são competências que ajudam na vida escolar e ainda contribuem para a formação pessoal. Por isso, deveriam ser prioridade nas instituições que oferecem educação infantil.

Na prática, porém, a realidade é outra. Com autonomia para definir o próprio projeto pedagógico, escolas privadas antecipam cada vez mais a alfabetização. Reduzem o lazer das crianças, trocam jogos e brincadeiras por exercícios de escrita e leitura e, consequentemente, sobrecarregam os alunos com atividades.

Brincar ou ter aulas? O que é mais importante na Educação Infantil?

 

Não faltam justificativas para a prática.

“Muitos pais têm pressa de ver o filho lendo e escrevendo e acabam transferindo essa ansiedade para as escolas que, para atender às expectativas dos adultos, começam a alfabetização ainda no ensino infantil”, explica Emiro Barbini, presidente do Sindicato das Escolas Particulares de Minas Gerais (Sinep-MG).

Há também uma falsa impressão de que o melhor colégio é o que consegue ensinar os alunos a ler e escrever mais cedo.

Sabia que brincar, é essencial para o desenvolvimento intelectual da criança?

Mas a “neurose” dos pais e a preocupação das escolas são desnecessárias.

“Há competências mais importantes do que essas para serem ensinadas às crianças. Mais relevante é desenvolver a psicomotricidade, a socialização, a capacidade de dialogar. Habilidades aprendidas por meio da brincadeira e do faz de conta”, diz Maria Auxiliadora Monteiro, pesquisadora em educação e professora da PUC Minas.

A opinião é compartilhada por Mônica Baptista, professora da faculdade de educação da UFMG e do Centro de Alfabetização, Leitura e Escrita da universidade.

“Tenho ouvido depoimento de alunas minhas que fazem estágio sobre um verdadeiro massacre às crianças. Escolas que diminuem o tempo de brincar livremente, ignoram as atividades lúdicas e artísticas para forçar os alunos a fazer exercícios motores que não têm sentido algum”.

Ensinando as letras para os pequenos

Nós, do @maecomfilhos, sempre buscamos mesclar brincadeira e aprendizado, sem cobranças. Mas nem todo mundo é assim, infelizmente.

Uma história, em especial, chamou a atenção da educadora.

“Uma criança reclamou de cansaço porque não aguentava mais brincar de letrinhas”.

Segundo Mônica Baptista, a educação infantil não deve ser vista como uma simples preparação para o ensino fundamental, porque essa etapa tem conteúdos específicos que devem ser trabalhados – principalmente no que diz respeito ao desenvolvimento cognitivo e emocional dos pequenos.

(Texto de Raquel Ramos no Hoje em dia)

Sam Shiraishi

Cristã, jornalista, mãe de Enzo, Giorgio e Manuela, casada com Guilherme. Paranaense que caiu de amores pela Mooca em 2005.
Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena.

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