Como tranquilizar os cães com fobia de fogos de artifício

O réveillon está próximo e é uma época temida pelos tutores de animais de estimação. Em pânico com o barulho, muitas vezes os pets ficam desorientados, podendo se machucar ou fugir de casa, por exemplo, correndo o risco de ser atropelado nas ruas ou mesmo, correndo o risco de se perder.

“Esse medo de fogos de artifício é uma fobia muito comum principalmente nos cães, é normal eles se assustarem com o barulho alto e repentino e o clarão que se forma no céu. Mesmo o cão mais confiante e equilibrado pode se assustar e ficar com medo de sons que não são familiares para ele”, explica o médico veterinário Marcello Machado.

Por que o cachorro tem medo de fogos?

Segundo o médico veterinário, o cão possui audição muito sensível, podendo escutar a origem do som em até 6 centésimos de segundo e chegando a escutar até 45 mil hertz.

O som dos fogos (também alarmes e trovões) pode ser uma fonte de inquietação. “Inicialmente essa sensibilidade se desenvolveu ao longo da evolução, com o intuito de detectar presas e aprimorar a comunicação com outros companheiros da matilha”, explica o médico veterinário da Equilíbrio.

Como amenizar? 

É possível ajudar os cães a ficarem mais tranquilos com algumas atitudes.

  1. Antes da época das festas, o ideal é dessensibilizar o cão. Uma dica é utilizar vídeos com sons de fogos, que podem ser encontrados na internet. Você pode começar com volumes baixos, em uma altura que você perceba que ele não se sinta incomodado. Durante este período seja natural, brinque com ele e ofereça petiscos, para que o som, antes assustador, comece a ter relação com momentos de alegria e prazer. Faça este procedimento diariamente e cada dia, estando seu mascote confortável e feliz, vá aumentando o volume gradativamente, até que ele se acostume totalmente.
  2. Se o seu cão costuma ficar com medo de fogos de artifício, barulhos em geral, estressado com viagens, idas ao veterinário ou atividades fora da rotina, é indicado oferecer um petisco funcional que pode tranquilizá-lo, como no caso do Snack Equilíbrio Freeze Dried Calm, que é rico em triptofano, para manter o pet mais tranquilo e ajudá-lo a superar as situações de estresse.
  3. Não deixe ele sozinho. Quando programamos uma viagem também precisamos programar o que faremos com nosso pet, seja pedindo para alguém de confiança ficar com ele ou contratando serviços de dogsitter ou hotel para cães, o importante é garantir que ele se sinta seguro nas horas mais barulhentas.
  4. Não deixe os cães acorrentado, pois ao ouvir os fogos, eles entram em pânico e podem acabar se sufocando. Mantenha o local seguro, livre de objetos que possam machucá-lo
  5. Se você tem uma piscina em casa, cubra-a bem para evitar que animais assustados caiam e se afoguem nela. Lembre-se de que mesmo sabendo nadar, se o nível da água estiver baixo, eles não conseguirão sair sozinhos.
  6. Feche portas e janelas para evitar fugas. Assim você garante que eles ficarão protegidos dentro da sua casa.
  7. Se você tem mais de um cão, separe-os, pois com o barulho alto, eles podem se assustar e brigar entre si.
  8. Sirva a ração em pequenas refeições. Com muito alimento no estômago, ele pode ter problemas de digestão e até uma torção gástrica, caso entre em pânico.
  9. Se o seu pet é do tipo que fica muito assustado, procure um veterinário de confiança e peça indicações de ansiolíticos para os dias mais críticos.
  10. No momento dos fogos, feche a janelas e portas do local, ligue a televisão ou rádio (volume não exagerado) e se possível um ventilador para abafar o som e ruídos de fora. Aja naturalmente e com tranquilidade, caso ele queira se esconder, deixe-o a vontade sem forçá-lo a ficar no seu colo, apenas caso ele sinta necessidade e venha pedir abrigo com você. Muitas vezes em que os abraçamos e assumimos uma postura de querer protegê-los, passamos a sensação de que aquele é realmente um momento de perigo, deixando-os ainda mais agitados.

 

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Sam Shiraishi

Cristã, jornalista, mãe de Enzo, Giorgio e Manuela, casada com Guilherme. Paranaense que caiu de amores pela Mooca em 2005. Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena.

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