Será que (quase) toda mãe “recém-nascida” é “chata”?

“Minha mãe está toda chateada… mal podemos pegar o nosso bebê tão amado no colo”. O desabafo veio de uma amiga, tia de primeira viagem. Ela é irmã do pai da criança, e a mãe do bebê evita ao máximo que os avós e a tia fiquem com ele no colo. Dificulta o quanto pode, chateando quem está por perto que ainda precisam fingir que está tudo bem para não provocar desconfortos ou brigas entre o casal.

O pai da criança fica ao meio, tentando amenizar a situação para os dois lados.

“Brincávamos que era preciso tomar banho de álcool em gel para ver de longe”, me conta outra tia.

“Eu não sei o que me dá, mas não gosto que minhas cunhadas ou mesmo minha sogra fiquem o tempo todo pegando minha filha. Pior ainda quando estão com ela no colo em alguma festa e saem ‘oferecendo’ minha bebê de colo em colo sem nem me perguntar”, desabafa uma recente mamãe.

Estes são só três exemplos de algo que tenho ouvido com frequência e cheguei a conclusão que (quase) toda mãe “recém-nascida” é “chata”.

Hoje consigo reconhecer que eu fui MUITO chata sim. Me “auto-desculpava” porque meu filho passou uma temporada na UTI e eu tinha um receio danado de vê-lo voltar ao hospital, então tudo (e todos) tinha que estar excessivamente limpos para se aproximar dele.

Mesmo assim, passava alguns minutos e eu já dava um jeito de voltá-lo para meu colo ou para o berço. E quem mais sofreu com isso foram meus sogros e minha cunhada. Sim, as visitas de amigos e familiares que não moram tão perto acontecem uma ou duas vezes quando muito. Mas os avós e tios são mais presentes, especialmente quando é primeiro neto e primeiro sobrinho. E que bom que é assim! Eu adoro gente por perto, reuniões, comemorações, família.

Tenho vontade de ter casa cheia, mesa repleta de gente rindo e conversando. Mas quando o Gustavo nasceu, eu era uma leoa – e bem restritiva. Não sei se tem explicação científica para isso, mas pelas conversas com as mães que conheço, o incômodo não acontece se for nossa mãe a segurar a cria.

A notícia boa para quem está se sentindo, digamos, “prejudicado” é que isso passa. Mesmo. Como falei para minha amiga, depois de alguns meses vamos relaxando, aprendendo a ser mãe e a confiar mais em quem está a nossa volta.

E vai chegar o momento que vamos ligar e oferecer: “quer uma visita de uma criança por aí?” para ter um tempinho para nossos afazeres de casa ou mesmo quando precisamos de um help para conciliar a dura rotina mãe/executiva/dona de casa/esposa.

Aproveitando o texto, deixo aqui meu agradecimento a Dada, Di e titia pelos momentos com meus filhotes e, mais ainda, pelo amor, carinho e “estragos”. Meus olhos se emocionam e meu coração se derrete quando vejo tamanho carinho com meus filhos. Tenho certeza que ele é mais feliz por poder contar com tanta gente ao redor dele enchendo-o de amor – e mimos. E isso basta para também me fazer feliz.

A vó Tita, minha mãe, nem preciso dizer… ela “cria” junto comigo, está sempre conosco e é meu porto seguro e com quem realmente posso contar para me socorrer quando preciso deixar as crianças com alguém. Gratidão infinita a Deus por sua presença, disposição e AMOR sem medida. Te amo.

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Viviane Koyama

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