Quem tem medo de parir?

Basta estar grávida para todas as histórias possíveis e imaginárias começarem a pipocar nos grupos de família, amigos e trabalhos. 

“A prima da vizinha da minha chefe teve um parto de 40 horas, sofreu muito”. 

“Ah, a tia de Fulana teve um parto super tranquilo, mas foi cesárea”. 

“Menina, a minha melhor amiga decidiu ter cesárea e quase morreu, foi horrível”. 

“Nossa, nem te conto… pari de forma natural e não senti a menor dor, não sei porque essas mulheres reclamam tanto”. 

São MUITAS histórias, né? E é engraçado como todas elas são faladas sempre para mulheres grávidas. Tipo… Gente, pelo amor de Deus!

Essa ideia de texto surgiu depois de eu assistir ao vídeo “Pare de falar que parto dói”, da Francielle Nogueira:

Desde quando comecei a estudar sobre o tipo de parto que eu gostaria de ter, li muito que “dor não é igual a sofrimento”. E eu acredito bastante nisso, porque defendo que dor é algo muito pessoal. Eu tenho cólicas renais constantes, uma dor que é considerada a pior do mundo para muitos, mas para a mim a pior dor continua sendo: dor de cabeça. Nada para mim é pior do que sentir dor de cabeça, simplesmente nenhuma dor se compara. É por isso que eu digo que dor é algo pessoal, cada um tem seu limite.

Acredito que mais do que pensar em dor, é preciso a gente se informar sobre nosso corpo e nossos direitos. Muito se tem falado sobre parto humanizado e diversos médicos já estão aderindo a esse “modelo”.

No parto humanizado a interação entre mãe e filho é imediata, haja vista que a amamentação ocorre no local onde o nascimento aconteceu. As mulheres que querem optar por este tipo de parto, devem buscar orientações, conversar com quem já passou por este processo e saber se é realmente isso que ela deseja, afinal, como todo nascimento, também há desconfortos naturais do processo como dores, incômodos e medo.

(ginecologista e obstetra, Alberto Guimarães, defensor do parto humanizado: www.partosemmedo.com.br)

Quando eu ouvia falar em parto humanizado, imaginava que apenas o parto domiciliar se encaixava nessa categoria. Com mais informação, fui entendendo que o tratamento é que é humanizado, embora seja mais possível ter esse tipo de parto dentro de casa. A mulher é protagonista do parto e participa de forma ativa de todas as decisões. Já li relatos lindos de partos que ocorreram em hospitais e também já vi cirurgias cesáreas que foram feitas com muito respeito:

https://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/redacao/2017/04/26/video-de-bebe-nascendo-em-cesarea-humanizada-viraliza.htm

Sigo buscando informações e não idealizando um tipo de parto X ou Y, porque acredito que idealizar algo que não está totalmente sob meu controle, pode gerar muita frustração. Estou pesquisando sobre planos de parto e em breve pretendo falar sobre isso aqui 🙂 

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Sara Martinez, 30 anos, Jornalista, cristã, “mãe” do cachorrinho Billy. Escreve sobre o amor que sente por São Paulo no @pelocentro, onde compartilha dicas da cidade juntamente com sua irmã. Gosta de desenhar palavras coloridas no @fasesinfrases. É maratonista profissional de seriados no Netflix, inscrita em mais canais do que consegue assistir no YouTube e leitora apaixonada. No Twitter e Instagram: @sarafcmartinez.

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