Mãe incentiva filha com deficiência visual a ser independente

Recebi um release contando de um vídeo que ficou famoso:

Fernanda Almeida, uma mãe de 23 anos que mora em Guarulhos, e que testa a independência de sua filha Sophia (de 4 anos), que tem deficiência visual, ao incentivá-la a ir sozinha até o andar de baixo de sua casa para pegar achocolatado com a tia. Destemida, a menina desce os degraus sem medo, vence obstáculos e ainda caminha segurando o copo com as mãos.

Na fanpage “Princesa Sophia”, mãe e filha compartilham experiências sobre o processo de adaptação de uma criança com deficiência visual, como o primeiro contato com a bengala e o uso correto do piso de orientação tátil. Cega decorrente do nascimento prematuro, a garotinha está entre os usuários da Laramara – Associação Brasileira de Assistência à Pessoa com Deficiência Visual, que oferece atendimento especializado gratuito para quem é cego ou tem baixa visão e seus familiares.

Segundo Maria Aparecida Carlini, pedagoga da instituição, para ter independência, a pessoa com deficiência visual precisa explorar o mundo e vencer seus desafios sozinha. “Orientamos os pais que deixem seus filhos viver de forma autônoma para não interferir no desenvolvimento infantil. Para facilitar este processo, o brincar e a brincadeira são essenciais, pois contribuem para inclusão em casa, na escola e na comunidade”.

 

Em um contraponto aos estigmas sociais, Fernanda e Sophia fazem sucesso nas redes e revelam que as pessoas com deficiência visual podem viver livres. “Sempre estou por perto para proteger quando é necessário, mas quero que minha filha explore o mundo à sua volta e desenvolva habilidades importantes para o seu dia a dia. Com os vídeos que publiquei, recebo muitos comentários positivos, que incentivam sua independência”, comenta Fernanda.

Para que casos como a de Sophia e sua família possam surpreender e contrariar todas as expectativas, a Laramara oferece uma equipe multidisciplinar com mais de 30 especialistas. No trabalho com as crianças, os profissionais se baseiam em atividades e recursos do livro “Brincar para Todos”, escrito por Mara Siaulys, presidente da Laramara, que também teve uma filha cega, Lara, que deu origem à Laramara.

O livro pode ser baixado gratuitamente no site do MEC.

Sobre a Laramara:
Em 26 anos de existência, a Laramara ganhou reconhecimento nacional e internacional por seus projetos voltados ao desenvolvimento de crianças, jovens, adultos e idosos com deficiência visual no Brasil e na América Latina. Nesse período, assistiu a mais de 11 mil famílias, oferecendo apoio no processo de independência e autonomia nas atividades cotidianas. Também é referência na luta pela inclusão e participação social dessa importante parcela da população. Para apoiar os projetos da Laramara, basta entrar em contato pelo site www.laramara.org.br ou pelo telefone (11) 3660-6412.

Quer se inspirar ainda mais?

Aproveite a oportunidade de assistir Olhando para as Estrelas – Sessão especial com debate! nesta quinta, 09/11/2017, num papo com a presença do diretor Alexandre Peralta, da professora e bailarina Geyza Pereira, da bailarina Thalia Macedo, e da diretora da Associação de Ballet e Artes para Cegos Fernanda Bianchini.

O filme é um documentário emocionante que ao longo de três anos acompanhou duas dançarinas da primeira e única escola de balé para pessoas com deficiência visual do mundo, a Associação de Ballet e Artes para Cegos Fernanda Bianchini, localizada na cidade de São Paulo. Geyza, além de ser a primeira bailarina da companhia é também professora na escola e Thalia, uma adolescente que apesar de todas as suas dificuldades, tem como objetivo e sonho, conquistar sua independência e autonomia. Suas histórias vão além do desafio de dançar sem uma referência visual. Como muitos de nós, essas mulheres querem ser boas profissionais, parceiras e amigas trabalham com garra para tornarem-se a melhor versão de si mesmas.

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Sam Shiraishi

Cristã, jornalista, mãe de Enzo, Giorgio e Manuela, casada com Guilherme. Paranaense que caiu de amores pela Mooca em 2005. Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena.

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