Se permita dizer “não aceito pessoas tóxicas na minha vida”

Quem não atrasou um pouquinho pra buscar os filhos na escola só para evitar aquela mãe competitiva, que fica comparando tudo e querendo “ganhar” em todo assunto?

Se no portão da escola a professora diz “hoje ela ficou melhor, tossiu pouco“, essa pessoa vai começar uma ladainha sobre “viroses e remédios que a criança dela teve“, se sua filha estiver com a mochila de uma personagem ou marca, essa pessoa falará sobre “o preço ou a novidade” nesta área, se seu filho sai da escola conversando muito, essa pessoa dirá “o meu não fala nada” ou “nossa, a fulaninha fez isso é aquilo e aquele outro” porque precisa se convencer através da plateia que sua vida é melhor.

Infelizmente essas pessoas não estão só ao vivo e a cores.

Nas redes sociais também somos abordados por “amigas” que sempre têm um comentário que inferioriza a gente, minimizando e desvalorizando até nossos sofrimentos reais. Você conta que chegou do PS e a pessoa comenta: “tem certeza de que foi isso? Pode ser uma somatização“. Cheguei a parar de falar das alergias da minha filha asmática de tanto que me falavam que eu devia adotar um gato! (quero ver a pessoa passar a madrugada administrando as inalações!)

Na minha experiência, as pessoas mais tóxicas e que “vampirizam” a gente (sugando nossa energia) são as mais competitivas, invejosas e inseguras.

E, infelizmente, não é raro que sejam aquelas que sempre estão oferencendo ajuda, empréstimos, apoio, carona. Te cercam de tal forma que você não se sente numa teia de aranha e não sabe como evitar tanta “gentileza”. Às vezes a gente até se sente culpada por não reconhecer a bondade da pessoa!

Se viram nestes meus relatos? Então, o recado da imagem vale para você: faça uma “limpa” e se dê o direito de dizer “não aceito pessoas tóxicas na minha vida”.

Os exemplos que citei são vivências minhas. Infelizmente essa categoria de pessoas existe e é bastante comum! Neste link tem um especial para ajudar a identifica-las.

E não é achismo. Há comprovação científica de que há um tipo de pessoa que se compraz em diminuir os outros!

Se você quiser entender melhor, recomendo a leitura do livro Mentes Perigosas: O Psicopata Mora ao Lado, da psiquiatra Ana Beatriz Barbosa Silva.

Ao falar sobre as sobre pessoas frias, manipuladoras, transgressoras de regras sociais, sem consciência e desprovidas de sentimento de compaixão ou culpa, em 2008 a obra abriu espaço para que encarássemos essa realidade sem medo e entendêssemos como essas pessoas estão infiltradas na sociedade.

“Estima-se que 4% da população mundial apresenta um transtorno de personalidade que afeta indistintamente homens e mulheres, pobre e ricos, etnia ou crença: a psicopatia. A maioria dos psicopatas jamais chega à violência física ou ao ato extremo do homicídio, mas nem por isso é menos ameaçadora”.

O prazer deles reside em apenas separar amigos uns dos outros, fazer namorado brigarem, causar discórdia entre pais e filhos, entre irmãos. Uma das características fortes e não permitir que seus próprios amigos se conversem ou se deem bem para não fragilizar seus planos de causar dor no outro.

Quem são estas pessoas?

“Eles estão por toda parte, perfeitamente disfarçados de gente comum (…). Sem dar conta, acabamos por convidá-los a entrar em nossa vida e, quase sempre, só percebemos o erro e o tamanho do engodo quando: pessoas que convivem com o mesmo começam conversar e descobrem as “falsidades” do mesmo ou eles desaparecem inesperadamente, deixando-nos exaustos, adoecidos, com uma enorme dor de cabeça, o coração destroçado e, nos piores casos, com a vida perdida”.

São pessoas que se dizem seus melhores amigos, mas são super controladoras, que adoram exigir fidelidade, discrição (afetiva, emocional, ideológica), mas apenas em relação a ela, porque tudo que ela sabe de você usará em benefício de seus caprichos e o que não encontrar ainda são capazes de inventar.

Então, cuide-se!

E para fechar, vale lembrar:

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Sam Shiraishi

Cristã, jornalista, mãe de Enzo, Giorgio e Manuela, casada com Guilherme. Paranaense que caiu de amores pela Mooca em 2005. Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena.

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