Mulheres comuns também são atletas

Encerramos o mês de outubro, um mês muito significativo para nós mulheres, pois foi o escolhido para ser símbolo da luta contra o câncer de mama, em todo país.

Entre as diversas ações realizadas destacam-se muitas corridas e caminhadas promovidas em diversas cidades, que, além de promover essa linda campanha também convida à todas nós mulheres, atletas ou não, a participar animadamente dessas iniciativas.

Resolvi participar de uma corrida dessas ano passado, 2016, quando uma de minhas irmãs, que é corredora assídua, convidou a todas as mulheres da família a participar. Em casa somos a “casa das sete mulheres”, minha mãe e seis filhas, e fomos todas praticamente intimadas a participar. Minha mãe, hoje com 73 anos de idade, teve câncer de mama aos 61 anos, então essa corrida tem um significado ainda maior para ela. Então fomos todas, mãe e filhas, correr e caminhar juntas. Sim, correr e caminhar, pois cada uma de nós temos um ritmo, um tipo físico, idades e disposições variadas, então, nada mais justo do que respeitar as limitações e escolhas de cada uma.

Desde então, decidimos que, ao menos uma vez ao ano participaremos juntas de um evento deste tipo. Este ano não foi diferente, e além de nós filhas, aumentamos a equipe com minhas primas, sobrinha e amigas. Foi muito divertido e prazeroso viver mais essa experiência de 5km. Deu orgulho de ver o empenho da mulherada da família e o desempenho da minha mãe, que fez um tempo de caminhada melhor que o meu…rs

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E sabe o que mais me surpreendeu? Foram os diversos comentários que recebi em minhas redes sociais de mulheres comentando que adoraria participar de uma corrida ou caminhada como essas mas que não se sentem preparadas fisicamente, ou tem vergonha de se exporem, de não conseguir completar a prova, entre outras neuras que as impedem de ir adiante.

Então resolvi escrever esse post porque tenho certeza que existem outras tantas mulheres por aí, fora das minhas redes sociais, que podem estar com o mesmo pensamento “Poxa queria tanto mas…”  Mas nada, vá e faça. Não permita que medos bobos te bloqueie e impeça de realizar atos tão bacanas e saudáveis como esses.

Saiba que, estou bem longe do que a sociedade resolveu adotar como “corpo ideal”, sou gordinha sim, assumida e bem resolvida com meu corpo. Ainda não tenho preparo físico para encarar uma corrida de 4k ou 5km, por isso mesmo opto pela caminhada.

É claro que a primeira vez foi desafiador e tive vontade de desistir, mas cada vez que via minha mãe caminhando super disposta, isso me animava a continuar. Agora tracei uma meta de participar de uma caminhada assim pelo menos uma vez ao mês, e tenho conseguido. Aos poucos vou me sentindo mais à vontade e sei que logo conseguirei aumentar essa meta.

Enfim, não precisa ser uma atleta profissional para participar de uma corrida dessas, e nem estar com o corpo 100% em dia para iniciar uma atividade como essa. Como mãe garanto, não existe maratona mais desafiadora do quer a rotina diária de ser mãe, profissional e mulher, cansa muito mais que 5km de caminhada. Então, somos todas atletas, ou, como disse a Ana Maria uma vez, Somos todas Maravilha!

Somos todas Maravilha

Atividades como essas fazem bem não apenas para a saúde física, mas também para a saúde psicológica, já que nos permite socializar, conhecer pessoas, descobrir novas histórias de vidas, novos aprendizados. Além da diversão antes, durante e após a prova.

banathemobile0 / Pixabay

Agora já sabe, não tem mistério nem segredos, então, o que te impede de participar da próxima? Informe-se sobre as corridas que acontecem pelo Brasil inteiro, veja a que melhor se encaixa com a sua disponibilidade e inscreva-se.

E não se preocupe, vá até onde seus limites permitirem, inicie com a caminhada, no seu ritmo. Se não aguentar ir até o final do percurso, não tem problema, você para e tenta novamente numa próxima. O mais importante é se permitir.

Ouse, arrisque-se, experimente.  Se eu posso, você também pode menina!
Bjs :-*

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Como começar (ou voltar) a correr sem se machucar

O que o esporte pode fazer por nossas filhas #MeninasFortes

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Alcione Matsumoto

Paulistana, publicitária, produtora de eventos e mãe do Miguel. Viúva desde a gestação, tornou-se pai e mãe com todos os seus medos e coragens, e hoje encara tudo isso com muito orgulho e bom humor. Aos 39 anos, já foi blogueira, podcaster, mediadora e até palestrante, mas acredita que pode aprender sempre mais e por isso não se cansa de se redescobrir diariamente. Entusiasta por natureza, e com uma autoestima elevadíssima, carrega consigo o sonho de poder ajudar outras mulheres a se descobrirem como verdadeiras vencedoras.

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