Ladrão de sonhos  

Outro dia vi um post no facebook sobre “Ladrão de Sonhos”. O texto falava das palavras de desencorajamento que recebemos ao compartilhar um sonho com alguém e complementava que, quanto maior o sonho, mais agressivas são as palavras de desânimo que recebemos de volta. Exemplo:

– Este carro não é pra você…

– Esta casa custa muito caro…

– Você tem medo de avião e nunca vai viajar pra outro país…

– Ele(a) é areia demais para o seu caminhãozinho…

– Esta empresa tem um salário ruim… etc… etc… etc…

Pensando sobre este texto, fiquei surpresa ao constatar quantas vezes já escutei isso, inclusive de pessoas tão próximas. Infelizmente, para boa parte da sociedade o aceitável é que você sonhe dentro dos seus limites e padrões atuais. Não há o “atirar nas estrelas”.

Eu sou uma sonhadora compulsiva, daquelas que sonham acordada no trajeto de casa ao trabalho no metrô, ao ler um livro, ao ouvir uma música, ao andar na rua, ao dirigir, ao olhar para meu filho e meu marido. Sonho por mim e por eles. Tenho mesmo muitos sonhos e eles são os combustíveis da minha vida.

E é exatamente assim que vejo os sonhos, como o gás que irá nos motivar a realizar. Ele é alto e está difícil alcançar? Dê um jeito de conseguir uma escada, de trabalhar duro, de mudar sua situação e chegar lá. A nossa determinação, foco e trabalho nos ajudam a alcançá-los.

Talvez eles precisem de ajustes no meio do caminho, mas se você persistir – eles se realizam. Na minha vida, eu tenho minha mãe como uma grande incentivadora dos meus sonhos. Mesmo sem ter nenhuma condição financeira para isso ou ver saída para o “como realizar”, jamais me disse que eu não conseguiria realizar meu sonho de estudar um ano fora do país, durante o colegial. E ouviu-me falando sobre isso desde os meus 10 anos, mais ou menos.

(📷 https://unsplash.com/@tonchevsky)

Não deu, é verdade. Mas o sonho não morreu, só foi adaptado para um intercâmbio não mais na “high school” aos 15 anos, e sim aos quase 30 em um curso de inglês de 04 meses. Para mim, a emoção de ter realizado é indescritível e permanecerá para sempre no meu coração.

Tão inesquecível como o apoio e as palavras da minha mãe em uma carta deixada escondida em um bolso de uma calça que encontrei, quando já estava em Londres: “agora você está realizando seu sonho e mesmo aí, do outro lado do mundo e longe dos meus olhos, meu coração e minhas orações estão com você”.

Além do apoio e fé da minha mãe, há alguns anos eu tenho uma “parceira de sonhos”. Uma prima e amiga que também não tem medo de sonhar alto e voar – melhor ainda: de partir para ação para realizar. Nós nos motivamos com ideias e projetos uma da outra e, claro, isso nos incentiva a sonhar e realizar mais.

Sei que vamos longe, querida Ana Paula e te agradeço por estar sempre por perto (ainda que fisicamente em outro Estado) – seja com os pés no chão ou com a cabeça nas nuvens!

Em junho, uma das colunistas do Mãe com Filhos realizou o seu sonho, de conhecer Paris. Ao ler suas mensagens no nosso grupo, pude sentir a intensidade da emoção em realizar algo há tanto desejado. E me sinto imensamente feliz por ela – foi tão bom sentir isso, que desejo de coração que as pessoas também possam passar por isso: realizar seus sonhos mais queridos.

E para você que chegou até estas linhas, o meu recado é: não limite seus sonhos. Grande ou pequeno, o trabalho de sonhar é o mesmo. Lembre-se de buscar meio para realizá-los e, principalmente, fuja dos ladrões de sonhos.

Compartilhe os seus com quem vai sonhar – e caminhar – com você.

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Viviane Koyama

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