Feriados e pets: dicas do que fazer com os bichinhos

Uma das minhas certezas: quando minha filha tiver um cãozinho, teremos um novo parceiro de viagens e de aventuras.

Pet não é brinquedo!

 

Foi assim com a cadelinha que adotamos para meu filho do meio e eu lembro que desde a primeira viagem que fiz depois que ela estava em casa – para uma FLIP em Paraty – levar Lindinha conosco era uma condição!

Uma das coisas brecou esta ida: as vacinas! E com o tempo fomos aprendendo a pensar em detalhes do amigo bicho.

Para planejar melhor esses cuidados, confira as dicas da coordenadora de Medicina Veterinária da Universidade Positivo (UP), Thaís Casagrande, e da farmacêutica Sandra Schuster, da docg., primeira empresa de vendas diretas de produtos para pets.

Cuidados ao levar o animal para um hotel

O primeiro cuidado é buscar referências com conhecidos ou clientes. O tutor deve fazer uma visita antecipada para observar as instalações, o conforto, higiene do local e disponibilidade de funcionários para tratar os animais.

“É importante observar a rotina de cuidados e atividades propostas para os animais hospedados. Brincadeiras e interação entre os cães é importante, mas é preciso que isso seja feito por profissionais capacitados que saibam avaliar o porte e perfil dos pets e possam encaixá-los nos grupos adequados, evitando brigas e acidentes.”

O vermífugo e carteira vacinal devem estar em dia e isto inclui a imunização contra a gripe e a raiva. Realizar uma avaliação médica antecipada para verificar o estado de saúde do animal também é indicado. É fundamental lembrar das medicações de uso contínuo com o esquema de horários para administração e, preferencialmente, uma cópia da prescrição médica. O hotel também deve registrar as informações de contato do veterinário e hospital de preferência dos tutores, caso aconteça alguma intercorrência.

seadog / Pixabay

Também é fundamental lembrar do antipulgas e carrapaticida, pois o pet terá contato com outros animais e se exercitará em grandes áreas, mais propensas a proliferação de ectoparasitas. Para facilitar a vida dos tutores, já existe no mercado uma opção de pingente que repele naturalmente pulgas e carrapatos e tem durabilidade de até 24 meses, segundo o fabricante. “Essa é uma opção mais prática, pois o animal estará sempre protegido. Não é preciso se preocupar em administrar produtos antes e depois da estadia”, comenta a farmacêutica Sandra Schuster, da docg. “Além disso, o pingente pode ser usado junto com a plaquinha de identificação, que é outro cuidado que o tutor deve manter sempre”, aconselha. O catálogo da marca também oferece uma placa de identificação com numeração que indica o perfil on-line do pet com todos os dados dos tutores e que facilita o alerta a toda a rede cadastrada.

O animalzinho também deve levar seus pertences durante a estadia. Tudo isso vai ajudá-lo a se sentir “em casa”. Caminhas, cobertas, brinquedos preferidos, comedouros, bebedouros e, principalmente, a ração. Outra dica é enviar uma peça de roupa do tutor, para que o pet se sinta mais calmo devido ao odor familiar.

O pet vai acompanhar a família na viagem de carro. Quais os cuidados?

Os animais de estimação estão cada vez mais presentes na vida dos brasileiros. Segundo dados da última Pesquisa Nacional de Saúde realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) em 2015, o Brasil tem mais de 52 milhões de cães e cerca de 22 milhões de gatos criados em domicílio. Os cachorros estão em 44,3% das residências no País, enquanto os felinos marcam presença em 17,7% dos lares. Com tantos peludos por aí, é cada vez mais comum vermos pessoas levando seus animais soltos no carro, com a cabeça para fora da janela ou até mesmo no colo do motorista. Esse hábito, além de perigoso, pode gerar multa e pontos na CNH. Segundo o artigo 252, inciso II, do Código de Trânsito Brasileiro, dirigir o veículo transportando pessoas, animais ou volumes à sua esquerda ou entre os braços e pernas é considerada infração média (4 pontos na carteira) e passível de multa (R$ 130,16). Outro artigo, o 235, estabelece que conduzir pessoas, animais ou carga nas partes externas do veículo, salvo nos casos devidamente autorizados, é infração grave (5 pontos), que também incorre em multa (R$ 195,23). De acordo com Marcus Romaro, engenheiro de tráfego do Campo de Provas da Ford em Tatuí, levar animais soltos no carro é muito perigoso. “Eles podem atrapalhar a concentração do motorista. Há risco de se enroscarem nos pedais, impedindo o uso dos freios, se necessário. Podem ainda saltar de um lado para o outro ou, em último caso, até mesmo para fora do veículo, caso o animal esteja no colo e os vidros, abertos”, explica. Para evitar que os bichos fiquem soltos no carro, a Ford oferece como acessório a cadeirinha para pet. Segundo Alexandre Capitanio, supervisor de Desenvolvimento de Acessórios da Ford, a cadeirinha é destinada a animais de pequeno e médio porte, até 10 kg, possui altura regulável e deve ser utilizada com coleiras de modelo peitoral. Além disso, o acessório protege o assento do automóvel de resíduos, é dobrável, fácil de transportar e tem um ano de garantia. É um acessório que promove mais conforto para o bichinho de estimação e segurança para o motorista. Segundo Romaro, outra forma de transportar os bichinhos no automóvel é colocá-los em caixas apropriadas para pets e alojá-las no porta-malas, desde que a caixa fique bem presa para que não se movimente durante a rodagem do veículo e que o local tenha ventilação adequada. “Por isso, esse uso é mais indicado para hatches, peruas, vans e utilitários esportivos que permitam a remoção do tampão superior do porta-malas e/ou basculamento dos bancos”, alerta. O engenheiro lembra ainda que o animal deve ser retirado do carro se for necessário parar ou estacionar por um período prolongado.
Leia o post: como transportar cães em segurança no carro

Se o pet ainda não estiver acostumado com passeios de carro ou sentir medo, é preciso acostumá-lo dias antes da viagem. Promova passeios curtos e vá aumentando o tempo aos poucos. Recompensar o animal após o passeio, também é uma boa dica.

“É fundamental pensar na segurança durante o transporte. Os cintos de segurança são uma boa dica para que os cães possam viajar mais tranquilos, porém esse deve ser de acordo com o peso do animal e estar sempre preso a um peitoral. Nunca prenda o cinto a uma coleira porque, em um impacto, pode causar uma lesão cervical.”

Como transportar cães com segurança no carro

As caixas de transporte também são uma opção, mas devem ser presas ao cinto de segurança e ser do tamanho adequado ao pet. Ele deve poder dar uma volta ao redor de seu próprio corpo. Caixas de transporte ou animais presos na caçamba de pick ups? Nem pensar.

Segundo o artigo 252, inciso II, do Código de Trânsito Brasileiro, dirigir o veículo transportando pessoas, animais ou volumes à sua esquerda ou entre os braços e pernas é considerada infração média (4 pontos na carteira) e passível de multa (R$ 130,16). Outro artigo, o 235, estabelece que conduzir pessoas, animais ou carga nas partes externas do veículo, salvo nos casos devidamente autorizados, é infração grave (5 pontos), que também incorre em multa (R$ 195,23). O engenheiro de tráfego Marcus Romaro* alerta: levar animais soltos no carro é muito perigoso.

É preciso atentar para o conforto térmico no interior do carro, pois os animais são bem mais sensíveis às altas temperaturas. Paradas periódicas para eliminação de fezes e urina devem ser previstas, assim como oferecer água diversas vezes durante o trajeto. Para os animais que apresentam ânsia ou vômitos é preferível evitar oferta de alimento antes ou durante a viagem. Medicamentos para evitar enjoos podem ser indicados pelo veterinário, caso seja necessário.

Os cuidados com vacinação, antipulgas, carrapaticidas e vermífugos também não devem ser esquecidos. Pesquisar antecipadamente quais as clínicas e hospitais veterinários disponíveis na cidade destino, também facilitam o atendimento caso haja alguma emergência. E, claro, cuidar com segurança e conforto do animal no hotel ou imóvel da estadia.

O destino é um lugar quente? Então filtro solar e hidratante para focinhos e patas são indispensáveis. Antes do passeio, filtro solar no focinho e pontas das orelhas. No retorno do passeio é importante lembrar de limpar as patas do pet, verificando se algum corpo estranho ficou preso aos pelos, e também aproveitar para hidratar as almofadas das patas, pois elas sofrem com o atrito no chão e com temperaturas mais altas.

E se o pet for acompanhar o tutor em aventuras e esportes radicais, vale investir em coleiras, guias e peitorais que proporcionam maior conforto para as aventuras, tigelas portáteis, peitorais com mochilas para pets, roupa de microfibra que absorve a umidade e seca rapidamente, colete salva-vidas para proteger o cão na água e colete de resfriamento para ajudar a refrescar o animal nos dias mais quentes.

😉

(Com informacões da www.docg.com.br)

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Sam Shiraishi

Cristã, jornalista, mãe de Enzo, Giorgio e Manuela, casada com Guilherme. Paranaense que caiu de amores pela Mooca em 2005. Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena.

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