Cientista explica porque não devemos dividir a cama com pets

“Os animais contêm quantidades e tipos de bactérias que podem ser altamente nocivas ao contato com as mucosas humanas”, diz Maria Cândida Rizzo, coordenadora do Departamento Científico de Rinite da ASBAI (Associação Brasileira de Alergia e Imunologia).

Com os bichinhos em sua cama, ela se torna um epicentro alérgeno e você inspira essas partículas perigosas oito horas por noite.

Isso pode ser uma bomba para o seu sistema imune, que é preparado para ter uma reação exagerada a essas substâncias, como demonstrou um estudo, publicado em 2014 no periódico Allergy, Asthma and Immunology Research, mostrou que ratos expostos a alérgenos por muito tempo tiveram altos níveis de inflamações graves.

(foto: Pixabay)

De acordo com Maria, essas bactérias estão por todo o corpo do bichinho, nos pelos, nas patas, na região genital e na saliva. E, independente se o dono for alérgico ou não, o contato próximo deve ser evitado.

“Elas podem causar vários problemas respiratórios como amidalites, otites, sinusites e pneumonias.”

Mas nada de se desesperar!

Apesar de dormir com o cachorro ou gato não ser recomendado, o convívio domiciliar com os pets, de modo geral, não causa problemas.

Estudos mostram que ter um animal de estimação pode reduzir o risco de doenças cardiovasculares e até de morte.

(Foto: Pixabay)

E o quanto antes for esse contato, melhor. “Ter um bicho em casa nos primeiros anos de vida poderá, inclusive, atuar como fator de proteção para o desenvolvimento de alergias respiratórias”, diz Maria.

Quem já tem alergia, segundo a médica, deve evitar a proximidade, já que o contato direto com os alérgenos dos animais piora o quadro. No entanto, quem não tem manifestações alérgicas respiratórias ou sensibilização a cães e gatos, não há nenhum problema no convívio domiciliar.

(Originalmente publicado no Viver Bem. Foto de destaque daqui)

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Sam Shiraishi

Cristã, jornalista, mãe de Enzo, Giorgio e Manuela, casada com Guilherme. Paranaense que caiu de amores pela Mooca em 2005. Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena.

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