Roupa sem gênero

Roupa azul é para menino. Roupa rosa é para menina.

Afinal, quem disse que isso tem que ser assim?

No mundo da moda adulta já faz muito tempo que roupa deixou de ter gênero, é possível ver nas coleções de grandes grifes e de famosos estilistas peças que podem ser usadas por homens e mulheres, sem qualquer preconceito. Mas, no universo infantil ainda nos deparamos com diversas situações que fortalecem a segregação de gênero, separando o que é de menino e o que é de menina, dos brinquedos às roupas.

Dias atrás, uma amiga teve dificuldade para comprar uma camiseta do HULK para sua filha de 2 anos, pois as lojas diziam que era uma roupa masculina, chegaram até a sugerir que ela levasse algo rosa, com cara de princesa. O que a mãe fez? Foi até a sessão masculina da loja e comprou uma camiseta linda, toda verde, e a pequena ficou toda feliz.

Isso me fez pensar: porque devemos alimentar essa separação e insistir em dizer aos nossos filhos, que determinadas cores e/ou personagens não podem ser usados por eles pelo simples fato de que aquela roupa não é pra ele/ela?

Embora não tenha me formado na área, sempre fui muito ligada à moda, e sempre achei que roupa tem que ser algo que te deixe confortável, que te faça se sentir bem e, de certo modo, conte um pouco da sua personalidade, seu humor e forma de encarar a vida. Então decidi que nunca irei privar meu filho de usar uma camiseta da Princesa Sofia [ou qualquer outra princesa] se ele assim desejar, assim como não vejo problema nas meninas que gostam do Homem Aranha, Capitão América e etc.

Pra mim, roupa tem que ser apenas roupa. Ponto.

E qual foi a minha surpresa quando num final de semana desses, num papo informal com a minha sobrinha Camila, de 20 anos, onde ele me contava sobre seus novos desafios profissionais, me apresentou a Muchú, uma marca de roupa infantil com propósito e consciência para crianças, artesanal e SEM GÊNERO! Isso mesmo, lá não tem roupa pra menino ou pra menina, tem roupa pra criança, com peças de 0 a 6 anos.

A @muchukids cria roupas infantis com o conceito ‘slow fashion’, com peças pensadas, modeladas, cortadas e estampadas uma a uma, pela designer Muriel Seguro, que  faz questão de desenvolver suas próprias estampas e prioriza sempre tecidos de qualidade, como algodão, linho e viscose, evitando o uso de fibras sintéticas. A marca também trabalha com uma coleção feita em algodão orgânico para bebês e com uma linha de acessórios e decoração.

Achei o máximo essa proposta de trabalho, e resolvi dividir com vocês essa descoberta. Afinal, somos mães modernas, inteligentes, empreendedores e inovadoras, e queremos nossos filhos pensando fora da caixa, sempre.

E para ajudar a prima, meu filho Miguel foi modelo para algumas fotos da marca e adorou. E eu como mãe babona de plantão, fiquei encantada.

Quem quiser conhecer um pouco mais, é só dar uma espiada lá no instagram da marca:

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Alcione Matsumoto

Paulistana, publicitária, produtora de eventos e mãe do Miguel. Viúva desde a gestação, tornou-se pai e mãe com todos os seus medos e coragens, e hoje encara tudo isso com muito orgulho e bom humor. Aos 39 anos, já foi blogueira, podcaster, mediadora e até palestrante, mas acredita que pode aprender sempre mais e por isso não se cansa de se redescobrir diariamente. Entusiasta por natureza, e com uma autoestima elevadíssima, carrega consigo o sonho de poder ajudar outras mulheres a se descobrirem como verdadeiras vencedoras.

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