Pet não é brinquedo!

As pessoas sempre me perguntam, ao ver que Manu adora cães, por que não adotamos ainda!

O motivo está resumido no título do post:

Pet não é brinquedo!

Free-Photos / Pixabay

Pensamos em dar um cãozinho de dia das crianças?

Confesso que sim!

Minha amiga Tiça até me mandou duas fotos de cadelinhas fofas para me “tentar” via WhatsApp. Ela é uma das pessoas queridas que estão ajudando a encontrar o par ideal para nossa pequena! E, fica a dica: sigam projetos como o @projetoamordepet para achar amigos!

Mas não dá para entrar nesta onda de adotar sem responsabilidade. Ninguém discute os reais benefícios do relacionamento entre crianças e animais e sabemos do amor e apreço que os brasileiros têm historicamente por cães.

Recentemente, um estudo divulgado pela Universidade de Cambridge e conduzida em colaboração com o Centro de Nutrição e Bem-estar Animal WALTHAM, mostrou que os animais de estimação têm grande influência no desenvolvimento da criança e impacto positivo nas habilidades sociais e bem-estar emocional.

Animais de estimação e o desenvolvimento infantil

 

Apesar da interação entre crianças e animais de estimação ser bastante positiva e estimulada, os pais devem estar atentos a algumas questões relacionadas a posse responsável.

Gatos e cães não são brinquedos e exigem compromissos de longo prazo.

Há quem esqueça que cuidar de um pet exige tempo para levá-lo para passear, para visitas regulares ao Médico-Veterinário, assim como limpar cocô e xixi, e, infelizmente, muitas vezes os motivos acima são a causa para que eles sejam abandonados ou devolvidos aos abrigos.

Segundo a Organização Mundial da Saúde, existem mais de 30 milhões de cães e gatos abandonados no Brasil.

Por isso, antes de ceder aos desejos das crianças é preciso ficar atento a algumas responsabilidades.

Norm_Bosworth / Pixabay

Confira 10 dicas do Programa Adotar é Tudo de Bom, que há 9 anos no Brasil tem como objetivo mudar a realidade de cães abandonados por meio da sensibilização, conscientização e mobilização da população para a causa da adoção, do apoio aos abrigos que resgatam e promovem a adoção consciente e da educação da população sobre a posse responsável.

1) Quanto menor é a casa, menor deve ser o cão. Cachorros grandes, em um ambiente pequeno, podem ter problemas de adaptação.
2) Antes de adquirir um animal, importante considerar o tempo médio de vida que é de 12 anos. Pergunte à família se todos estão de acordo, se há recursos necessários para mantê-lo e verifique quem cuidará dele nas férias ou em feriados prolongados. Não faça nada por impulso.
3) Antes de adotar ou adquirir, pesquise sobre o animal e veja se ele é compatível com o seu estilo de vida e perfil.
4) Caso você já tenha outros cães em casa, apresente o novo morador de forma gradual e fique sempre atento à convivência.
5) Mantenha o animal sempre dentro de casa, jamais solto na rua. E na hora do passeio, leve-o com uma coleira ou guia.
6) Evite as crias indesejadas. Castre machos e fêmeas. A castração é a única medida definitiva no controle da procriação e não tem contraindicações.
7) Cachorro precisa de alimentação de qualidade e muita água fresca e limpa.
8) Cuide da saúde física do animal. Forneça abrigo, alimento, vacinas e leve-o regularmente ao Médico-Veterinário. Dê banho, escove e exercite-o.
9) Zele pela saúde psicológica do animal. Dê atenção, carinho e ambiente adequado a ele.
10) O Brasil tem milhões de cães abandonados. Esqueça o mito característico da adoção: pets adultos se adaptam com facilidade às mudanças.

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Sam Shiraishi

Cristã, jornalista, mãe de Enzo, Giorgio e Manuela, casada com Guilherme. Paranaense que caiu de amores pela Mooca em 2005. Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena.

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