Um recall das brincadeiras que reforçam clichês de gênero

Vocês viram a treta sobre a campanha Omo, que convocou um “recall” de brincadeiras que reforçam clichês de gênero?
O texto dizia:
“COMUNICADO URGENTE PARA PAIS E MÃES ⛔
OMO convoca pais e mães a fazerem.
Meninas podem, sim, se divertir com minicozinha, miniaspirador e minilavanderia, mas também podem ter acesso a fantasias de super-heróis, carrinhos velozes e dinossauros assustadores. E meninos também devem ter toda a liberdade para brincar de casinha, trocar fraldas de bonecas e ter uma incrível coleção de panelinhas. 😀⚽🚀🏄‍⛺ …”
Na minha opinião, a estratégia foi pesada, embora a ideia nem seja de todo ruim.

Ao liberar as crianças para brincar sem gênero, temos que autorizar também a brincar com coisas “de menino” ou de “menina”!

Foto de arquivo pessoal, meus filhos na época em que fui embaixadora do #sesujarfazbem
Acho uma pena porque eu acompanho o trabalho – fui a “mãe que deu rosto à campanha #sujarfazbem ainda nos tempos do Orkut, como embaixadora, em 2008-2009, e sei que a proposta era ótima.
A ideia que eles defendem também não é ruim em teoria, pois promove…
“a importância do desenvolvimento infantil e do livre brincar para o crescimento das crianças e que o novo posicionamento da marca convida as pessoas a não deixarem a vida passar em branco. […] toda a criança tem direito a se sujar e a brincar livremente como quiserem.”
E eu acredito especialmente neste trecho:
Mais importante do que o brinquedo é a brincadeira, o aprendizado e os momentos positivos que resultam desta experiência“.
zilaseger / Pixabay

Mas os marqueteiros erraram a mão ao “convocar com caixa alta” os pais, como se pudessem mandar nas nossas decisões! Que pena!

E entendi que foi isso que fez o cantor Kiko, da KLB, ficar tão exasperado no seu update no instagram:
E se este tema te interessa, comentamos outro dia num post a questão dos brinquedos de menina ou de menino.
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Sam Shiraishi

Cristã, jornalista, mãe de Enzo, Giorgio e Manuela, casada com Guilherme. Paranaense que caiu de amores pela Mooca em 2005. Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena.

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