[CANCELADO] Neste domingo tem SlowKids!

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Bora fazer o SlowKids em um dia ensolarado?

Vamos deixar a chuva fazer seu trabalho, estamos precisando.

Logo logo informaremos a nova data! Avisem os amigos por favor! Bom final de semana 💛🐌🍃

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Uma das propostas do SlowKids é deixar a criança brincar livre: se sujar, pular, subir em árvore, rolar na grama, se pintar tudo isso faz parte de uma infância livre e cheia de experimentações.

Essa é exatamente a parte que eu gosto.

E precisa pegar ônibus, ficar na fila do estacionamento, “viajar” 30 km até um parque de Sampa para isso?

Claro que não.

Tudo isso a gente pode – e deve – oferecer para nossas crianças toda semana, todo dia, sempre que possível, pertinho de casa, na pracinha, no parquinho, no clube e, os mais felizes, no quintal de casa.

Mas quem quiser pode aproveitar a programação oficial:

O mais valioso destes movimentos que reunem tanta gente é lembrar que se sujar faz bem e que a criança precisa de brincar desestruturado.

Acredito que educativo, bonito e sustentável é o “brincar desestruturado”.

Educativo, bonito e sustentável é o “brincar desestruturado”

Confesso que tenho minhas críticas a esta mania de brinquedos educativos (e à moda sustentável também) porque vejo muita gente simplesmente redirecionando seu consumismo para estas marcas sem, de fato, rever o consumo exagerado que é a grande questão sustentável na realidade atual. Para mim, sustentável é deixar a criança brincar, livremente, sem imposição de brinquedos e orientação de brincadeiras por parte dos adultos ao seu redor. É mais sustentável a brincadeira de casinha usando as cadeiras da mesa de refeições com um cobertor como telhado do que estimular o consumo para ensinar a ser um adulto “legal”.

Estou falando contra o consumo? Não! Eu consumo como todo mundo, mas eu sou contra qualquer “divinização” e “modismo“. Os brinquedos pedagógicos, quando feitos em casa ou na escola, são oportunidades de aprendizado, mas quando comprados em “lojinhas da moda” são simples consumo vazio e não são muito mais baratos não.

A troca dos brinquedos também, quem disse que precisa de brinquedo para ser feliz no dia das crianças, gente?

😉

Investi meu tempo em momentos felizes brincando com meus filhos sempre que podia, preferindo isso a horas-extras para ter mais grana e assim poder comprar coisas que brincam sozinhas ou remetem a royalties de marcas.

E aqui vale lembrar de outra coisa, que eu deixei implícito no vídeo Caminhando do com Tin Tin:

Estímulos: quando é a hora de parar? #emfamilia

Lugar de criança também é na rua. 

Inserir essa ideia na cabeça dos brasileiros tem sido a missão da espanhola Irene Quintáns nos últimos anos. Moradora de São Paulo desde 2011, a arquiteta e urbanista defende que os próprios pés sejam o meio de transporte dos alunos até a escola, substituindo os carros. E argumenta que dá, sim, para fazer isso na capital paulista.

🙂

Eu faço isso com meus filhos e puxa, como isso nos ajuda no “slow movement”, no movimento de desaceleração da vida. 

As escolas têm que ficar ao alcance dos nossos passos.

E longe do estresse de ficar em fila dupla para largar filhos de qualquer jeito na porta.

Fácil para darmos oi para as pessoas, amigos e pais de amigos, de conhecermos os comerciantes, de saberemos que dia tem feira em qual rua.

Caminhamos, conversamos, olhando flores e cães pelo caminho.

A gente também encontra moradores de rua?

Sim, tem uma senhora que a gente conhece pelo nome, é vizinha antiga.

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Sam Shiraishi

Cristã, jornalista, mãe de Enzo, Giorgio e Manuela, casada com Guilherme. Paranaense que caiu de amores pela Mooca em 2005. Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena.

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