conversa sobre catapora

Catapora é coisa séria – e pode deixar marcas!

Quando a Sam perguntou se eu gostaria de ir a um bate-papo sobre catapora eu topei na hora. Cresci com minha mãe alertando como catapora deveria ser levado a sério.

Minha mãe teve um vizinho que perdeu o filho com catapora e na nossa família a experiência também não foi das mais leves. Minha irmã mais velha teve catapora, bem leve. Já eu mais nova tive mais forte e meu irmão que tinha apenas meses de vida teve a catapora muito forte.  Claro que nos anos 70 ela não pôde recorrer a esta vacina.
O receio da minha mãe não era em vão. As principais complicações nos casos severos ou tratados inadequadamente, são a encefalite, a pneumonia e infecções na pele e ouvido.

Hoje, apesar da vacina estar disponível, muitas pessoas ainda não tratam esta doença com a devida importância. Aqui no Brasil a adesão à vacina foi de apenas 60%. Entre 2000 e 2013, o Brasil registrou 7.113 casos de catapora. O maior número de notificações da doença (2.097) foi na região nordeste, correspondendo a 29,4% dos casos. Em seguida, a região sudeste com 1.794 (25,2%) e a centro-oeste com 993 (13,9%). O ano de 2013 apresentou o maior registro de casos de catapora (857), contra 181 no ano 2000, que obteve o menor índice. A Dra. Evely, da GSK, ainda nos alertou que são apenas os casos registrados, geralmente os mais graves.

E qual a melhor forma de evitar a catapora? A vacinação! A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) recomendam duas doses da vacina contra a varicela: a primeira aos 12 meses e a seguinte a partir dos 15 meses de idade, com um intervalo de 3 meses da primeira dose.

Ah! Mas quase não vejo crianças com catapora hoje em dia! Pelos números já vimos que não é bem assim. Além disto, ao vacinar a criança saudável, estamos ajudando a erradicar uma doença que pode atingir crianças que por questão de saúde, não foram vacinadas. Meu filho mesmo, por questão de saúde, teve a segunda dose bem mais tarde do que eu gostaria. A Dra. Evely me informou que a primeira dose já o protegera de ter a catapora mais forte e o risco de evolução mais grave, mas o objetivo é erradicar a doença.

O pico da transmissão ocorre 2 dias antes dos sintomas aparecerem. O risco de transmissão com isto é bem alto. O período de incubação é de 4 a 16 dias e a transmissão se dá entre 1 a 2 dias antes do aparecimento das lesões de pele e até cerca de 6 dias depois, quando todas as lesões normalmente se encontram na fase de crosta. Deve-se afastar a criança da creche ou escola por cerca de 7 dias, a partir do início do aparecimento das manchas vermelhas.

E quais são os sintomas? Os sintomas da catapora, em geral, começam entre 10 e 21 dias após o contágio da doença. Além de manchas vermelhas e bolhas no corpo, a doença também causa mal-estar, cansaço, dor de cabeça, perda de apetite e febre baixa. As bolhas surgem inicialmente na face, no tronco ou no couro cabeludo, e se disseminam pelo corpo, se transformando em pequenas vesículas cheias de um líquido claro. Em poucos dias o líquido escurece e as bolhas começam a secar e cicatrizam. Este processo causa muita coceira, e as lesões na pele podem ser infectadas pelas bactérias das unhas ou de objetos utilizados para coçar.

Eu e Dra Evely da GSK - muito conhecimento passado de forma clara
Eu e Dra Evely da GSK – muito conhecimento passado de forma clara

10 Mitos e verdades sobre a Catapora
A Dra. Evely Tanaka, Gerente Médica de Vacinas da GSK esclarece alguns mitos e verdades sobre a catapora:

1. Somente crianças podem contrair catapora
Mito: apesar de mais comum em crianças, qualquer pessoa pode contrair a doença ao longo da vida.

2. Quem teve catapora pode ter herpes zóster no futuro
Verdade: qualquer pessoa que teve catapora em algum momento da vida pode desenvolver herpes zóster. Uma vez adquirido o vírus, a pessoa fica imune à catapora. No entanto, esse vírus permanece em nosso corpo a vida toda e pode, ou não, ser reativado e causar o Herpes-Zoster, conhecido também como cobreiro.

3. Adultos não podem tomar a vacina
Mito: A vacina está indicada também para adultos que estejam susceptíveis e que não tenham contraindicações.

4. Pode-se contrair catapora mais de uma vez
Verdade: Geralmente quem teve catapora fica imune, porém, em casos raros uma pessoa que já teve a doença pode não ficar imune, especialmente os imunocomprometidos.

5. Todas as marcas de catapora na pele são permanentes
Mito: Geralmente as lesões evoluem para a cura mas algumas pequenas cicatrizes podem permanecer indefinidamente.

6. Coçar a pele favorece a infecção bacteriana secundária
Verdade: Coçar as lesões pode favorecer infecções secundárias, que são as principais causas de internação de pessoas com varicela. A complicação mais comum é a infecção da pele, em geral pela introdução de bactérias nos ferimentos através da coçadura.

7. Se a gestante já teve a doença, o bebê não precisa ser imunizado
Mito: a imunidade transferida para o feto pela mãe que já teve varicela, assegura, na maioria das vezes, proteção até 4 a 6 meses de vida extrauterina.

8. A contaminação é feita pelo ar
Verdade: o contágio acontece por via respiratória, mas também através do contato com o líquido da bolha ou pela tosse, espirro e saliva ou por objetos contaminados pelo vírus.

9. Crianças com catapora podem adquirir pneumonia
Verdade: as principais complicações da catapora, nos casos graves ou tratados inadequadamente, são a encefalite, a pneumonia e infecções na pele e ouvido.

10. Gestantes não podem tomar a vacina
Verdade: a vacina contra a varicela está contraindicada durante a gravidez.

E você? Teve alguma experiência com catapora? É vacinado e vacinou seu filho? Conte aqui!

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Anamaria Mendes

Anamaria Mendes, 44 anos, mãe do Lucas, #aos10. Profissional multipotencial. Criativa por natureza, formada em design gráfico, pós-graduada em marketing, ama as duas áreas com a mesma intensidade. Apaixonada também pelos temas maternidade e educação. Adora conhecer e interagir com pessoas diferentes e aprender com cada contato. Está sempre criando novas formas de conciliar maternidade e vida profissional. Colaboradora do canal de YouTube FunToysBrinquedos, criado por seu filho e hoje produzido em família para motivar o brincar. Compartilha um pouco disto tudo no Instagram e Twitter @MaeMaluquinha.

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