Nullying na educação infantil o que fazer dicas

Bullying na Educação Infantil

Eu já pensava em replicar aqui este post do meu antigo blog. Eu tive notícias do antigo colega do meu filho que me moveu a escrever este texto e não foram boas. Semana passada o triste acontecimento em Goiânia.  Na minha opinião é preciso educar famílias e crianças para combater desde cedo.

Abaixo conto minha experiência, como fortaleci meu filho para lidar com certas situações e  todo o material que encontrei (incluindo guias do governo britânico da pré escola até fundamental 2).

 

NOSSA EXPERIÊNCIA
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Li muito sobre o assunto, pesquisei, o motivo não podia ser mais óbvio, em determinado momento cheguei a cogitar se meu filho estava passando por esta situação.

Sempre eduquei meu filho ensinando a compartilhar brinquedos, esperar sua vez, a controlar suas emoções, a saber dialogar. Assim parece que estou falando de um rapaz, mas ele tem apenas 3 anos. Como a maioria das crianças sofreu com algumas mordidas ao entrar na escola, mas o problema persistiu um pouco mais com uma determinada criança.

Ele entrou na sua segunda escola aos 2 e tomou a primeira mordida, entendi, sofri, mas entendi. Depois vieram tapas e empurrões, todos sempre vindos do mesmo “amiguinho” (para facilitar vou chamar de Pedro, já que não tem amigo na sua turma com este nome).

O primeiro passo foi conversar com a direção da escola. Lá me informaram saber do problema e estar orientando e cobrando as mudanças na família.

Um dia vi de perto o porquê daquela criança ser tão agressiva, carência! Fui aprender a fazer a massagem que a professora fazia antes dele ir para casa (ela era fisioterapeuta) e vi de perto o que ocorria. Confesso que neste dia tive vontade de chorar. Pedro, que sempre o agredia, clamava o tempo todo por atenção. Muito triste ver uma criança tão carente.

Nas festas da escola ele tentava agredir meu filho justamente quando eu e meu marido fazíamos festa para ele. Solução? Passamos a dar atenção para criança agressora, nas festas, horários de entrada e saída. Na verdade nosso convívio diário era de apenas alguns minutinhos, o suficiente para ele nos receber sempre com um grande sorriso.

Na época não sei bem se foram as mudanças cobradas pela escola, o acompanhamneto psicológico que a família recebeu ou nossa atenção, só sei que melhorou. Amigos questionaram se era justo aquela criança receber nossa atenção. Na minha opinião sim. Nosso filho reagia muito bem, além disto tinha nossa atenção toda só para ele em casa.

O tempo passou e os conflitos voltaram a acontecer quando Pedro já tinha completado 3 anos. Desta vez fiquei mais preocupada, não só por ser recorrente, mas pela criança já estar falando e se comunicando muito bem. Nesta idade ele já deveria estar usando a fala para expressar suas emoções. Fui novamnete conversar e cobrar da escola. Fui comunicada que desta vez foi algo pontual, não constante. No meu filho foi um forte empurrão, mas ele ficou impressionadíssimo quando Pedro mordeu sua melhor amiguinha.

Meu filho passou uma semana sem querer ir à escola. Não adiantava falar que a professora estava de olho, que poderia chama-la etc. Ele não queria ir.

Li muito e encontrei no site BabyCenter.com alguns relatos, dois com resultados positivos. O primeiro a mãe fez um teatro onde ela era a criança agressora e ensinava como o filho poderia se defender. O segundo a mãe convidou o buller para brincar com o filho em sua casa. Ela conversou com o filho garantindo que estaria o tempo todo de olho e ele ficaria seguro. Conversei com meu marido e optamos por tentar a primeira solução, caso não desse resultado tentaríamos a segunda.

Engraçado como algumas coisas nos marcam. Tenho claro em minha mente a conversa e o teatrinho com meu filho. No início ele riu, depois eu expliquei que era sério, que ele era forte e não deveria ter medo de Pedro. Expliquei que caso o colega viesse bater ou empurrar ele deveria falar firme e forte “Não! Não quero! Me respeite!” e caso ele insistisse em tentar bater ou empurrar ele deveria segurar firme os braços do colega e repetir firme “Não! Não quero!” Depois fiz o teatrinho com ele, eu fingindo ser o agressor. Cheguei a inverter no início para ele entender… Repetimos algumas vezes e no final sempre o elogiava mostrando como ele era forte. Ele sorria orgulhoso.

O resultado não poderia ser melhor. Ele se sentiu forte e seguro. A escola novamente acompanhou o colega, a mãe e até mesmo a turma foi observada com mais atenção pela psicóloga da escola. Eles não se tornaram amigos, mas meu filho passou a brincar tranquilo com o colega.

 

DICAS PARA EVITAR E COMBATER O BULLYING
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1. Motivar sempre o diálogo. Uma boa comunicação com os filhos irá tornar mais fácil que eles procurem nossa ajuda.

2. Dialogar com a escola e cobrar uma ação e acompanhamento do caso (mesmo que precise insistir e até ser vista como chata).

3. Ensinar a criança a pedir auxílio e confiar na professora. Como a psicóloga da escola disse, não adianta ensinar a revidar ou “se defender” sempre, pois se a criança for agredir alguém maior, irá ser agredida de forma ainda pior.

4. Motivar a auto estima. Tornar seu filho seguro e forte. No meu caso, mostrar que meu filho era capaz de se defender o fez superar o medo do colega agressivo. Não ensinei a bater, apenas a se impor e evitar o ataque do outro.

IMPORTANTE: Em tudo que li a criança amada, que recebe atenção dos pais, elogios se torna mais segura e com maior auto estima. Crianças e adolescentes seguros de si sofrem menos bulliyng (não quer dizer que será totalmente evitado), muitas vezes conseguem lidar melhor com implicâncias que podem virar um bullying e tem mais chances de superar situações como estas.

 

É BULLYING OU NÃO É?
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– Crianças podem se expressar através de mordidas etc enquanto não dominarem a linguagem.

– Crianças até os 3 anos não conseguem entender o quanto uma mordida ou a implicância machucam os sentimentos dos amigos, não possuem empatia pelo outro.

– Bullying é caracterizado principalmente pela constância. Ocorre quando um grupo ou indivíduo persegue, maltrata verbalmente, fisicamente ou por exclusão um determinado indivíduo ou grupo.

 

SEU FILHO SOFRE BULLYING? Dicas para identificar (traduzidas do artigo da Education.com)
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– criança de repente passa a ter medo da escola
– criança reclama de dores de cabeça ou de barriga sem razão alguma
– criança muito manhosa e reclamando de tudo
– retorna da escola com machucados sem explicação
– criança mais fechada do que costume ou deprimida
– criança fala sobre um colega em particular agir de forma má com ela
– criança tem problemas em concentrar
– criança evita contato nos olhos quando perguntada sobre a escola

E ACONTECE MESMO NA EDUCAÇÃO INFANTIL?
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Aqui no Brasil, com todos os psicólogos que consegui conversar ou ler, não admitem a palavra Bullying na educação infantil, mas sabemos que a criança, a partir do momento que se comunica bem através da fala, deve saber expressar suas emoções sem agressão.

Já nos Estados Unidos já falam que o Teasing (implicância) ocorre na educação infantil e deve ser tratado para não chegar ao ponto de bullying mais adiante.

No Reino Unido e na Australia não só reconhecem, mas já existem projetos na escola desde a educação infantil para evitar o bullying.

 

LINKS INTERESSANTES
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Infelizmente os links abaixo estão em inglês (É possível usar o tradutor do google para ler)

– Artigo da Parenting – Como lidar com bullers na Pré Escola
Gostei muito a observação que nesta fase a tendência dos pais e da escola é deixar passar, só observar e que isto não basta.

Mais dicas de como agir

Guia do governo Britânico contra Bullying (idade de 5 a 7 anos)
– Guia do Governo Britânico contra Bullying ( idade de 7 a 9 anos)
– Guia do Governo Britânico contra Bullying ( idade de 10 a 12 anos)
É direcionado para escolas e professores, mas pode ser muito bem aproveitado por nós mães.

Matérias e relatos em português

Entenda como o Bullying pode mudar a vida do seu filho

Como vencemos o bullying na escola – relato da Sam Shiraishi

Quer saber o que aconteceu depois? Clica aqui para ler o post sobre evolução do caso.

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Anamaria Mendes

Anamaria Mendes, 44 anos, mãe do Lucas, #aos10. Profissional multipotencial. Criativa por natureza, formada em design gráfico, pós-graduada em marketing, ama as duas áreas com a mesma intensidade. Apaixonada também pelos temas maternidade e educação. Adora conhecer e interagir com pessoas diferentes e aprender com cada contato. Está sempre criando novas formas de conciliar maternidade e vida profissional. Colaboradora do canal de YouTube FunToysBrinquedos, criado por seu filho e hoje produzido em família para motivar o brincar. Compartilha um pouco disto tudo no Instagram e Twitter @MaeMaluquinha.

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