Precisamos aceitar que não somos super-heroínas

Recebi este texto da assessoria de Fabiany Lima, mãe de Gêmeas, escritora de livros infantis e criadora do aplicativo Timokids e me identifiquei, posto porque pode ser que se identifique também!

Quando somos crianças, é normal enxergarmos nossos pais como super-heróis: eles são capazes de resolver qualquer tipo de problema, têm as respostas para tudo e podemos depositar neles toda nossa confiança. Conforme crescemos, vamos percebendo que, por mais incríveis que eles sejam, nossos pais são “gente como a gente”, que cometem erros e possuem defeitos. E percebemos que isso é super normal!

O problema é que, ao se tornar mãe, é comum dar um passo para trás: você volta a “pensar como criança” e a achar que é seu papel ser perfeita e resolver imediatamente todos os problemas dos seus filhos.

Acredito que isso acontece bastante em função da sociedade em que vivemos: hoje, existe um modelo de mãe super-heroína que é pintado por novelas, filmes e muitas vezes até na internet. O excesso de informações pode nos pressionar a colocar tudo em prática em busca de uma perfeição impossível de atingir.

Como consequência, a frustração aparece. Obviamente, ninguém consegue ser uma super-mãe o tempo todo. Alguma hora você vai falhar e precisa estar preparada para aceitar isso. Se você não estiver com a expectativa alinhada, toda essa situação pode causar um tremendo mal-estar. Ou seja, em vez de aprender com seus erros, você acaba se fechando e se martirizando.

Além disso, é possível que você esteja deixando planos pessoais e profissionais de lado por conta de uma pressão da sociedade ou medo de julgamento. É claro que esse não é o caso de todas as mães, até porque não tem nenhum problema dedicar-se em tempo integral para a maternidade. Mas é importante ter claro que isso precisa ser uma vontade sua e não apenas uma questão cultural.

Acreditar que é possível ser uma mãe perfeita também pode ser um problema para os próprios filhos. Mães extremamente perfeccionistas tendem a exagerar no cuidado com os filhos e impedem que eles percorram o próprio caminho. Isso pode fazer com que as crianças cresçam sem saber lidar com frustrações, além de limitar a criatividade dos pequenos, que entram em uma zona de conforto ao saber que sempre terão a mãe para resolver qualquer tipo de problema que surgir.

Portanto, vale à pena fazer uma autorreflexão e analisar se você não está querendo se tornar uma “super-mãe”. Nós realmente temos super-poderes: conseguimos nos desdobrar em muitas, multiplicamos o tempo, repartimos atenções e temos um amor infinito. Porém, nada disso nos impede de falhar. Aceite seus erros e tenha certeza que seus filhos vão te entender. A vida ficará bem mais tranquila para todos se você realmente compreender isso!

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Sam Shiraishi

Cristã, jornalista, mãe de Enzo, Giorgio e Manuela, casada com Guilherme. Paranaense que caiu de amores pela Mooca em 2005. Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena.

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